Como fazer amigos na escola no último ano

Escutar música da época da minha adolescência me fez ficar triste

2020.11.27 05:35 Josukejosuke Escutar música da época da minha adolescência me fez ficar triste

Desde quando comecei a viciar em podcast (Isso lá no início de 2016), eu cada vez menos fui escutando música, mas hoje a noite não sei pq raios de motivos fiquei "ouvindo"(aspas pq só coloco em uma, escuto um pouco e já passo pra outra), e na maioria era da época que eu era adolescente, entre meus 15 e 17 anos, na época que eu ficava 24hrs só ouvindo música eletrônica, e nisso ficou me trazendo várias memórias, algumas músicas específicas me lembrava épocas específicas, ou até mesmo dias ou situações específicas, e com isso me bateu um misto de saudades com tristeza...Como eu queria voltar naquele tempo, onde eu não tinha responsabilidades, e nem imaginava como depois de quase 10 anos minha vida estaria uma merda, sem nenhuma expectativa de melhora, e não ter ninguém por perto, e ficar meses só conversando com pai e a mãe. Queria poder voltar pelo menos um dia no ano de 2011, ficar puto por já ser o horário de acordar e ir pra escola, ficar quase meia hora passando gel cola no cabelo achando que ficava bonito, mas era ridículo, ir pra escola escutando algum Psy Trance no último volume, ficar cabulando aula na educação física das outras salas pra jogar vôlei, chegar em casa e almoçar assistindo SP Acontece com Datena e Neto comentando sobre futebol (na época não tinha tanta inteligência e achava eles super engraçados), e depois ficar o dia todo jogando Bomba Patch... Única coisa que não mudou, é que desde aquela época nunca tive amigos, e nunca consegui fazer parte de um grupo, onde só prova que eu sou uma pessoa chata e desinteressante pra caralho.
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2020.11.11 19:58 ExperiencedSmoker Playbook de Roger Machado: compreensão da liderança, pluralidade de ideias e a hierarquia no futebol

Um maluco do Footure (site que recomendo bastante) realizou uma entrevista mais afunda com o Roger Machado, com parte 1 e parte 2. Achei legal e resolvi compartilhar aqui. Ele fala sobre treinamento, metodologia, sistema de jogo, conceitos, trabalho comportamental (não só tático), tecnologia, gestão de grupo, fala até mal do Cartola kkk, enfim, uma pá de coisas. Algumas coisas me lembraram muito o Tite (sobretudo quando ele fala de meritocracia, no começo da parte 2) e outras o Domenec (na parte 2, quando ele fala de estilo de tecnico). Destaquei alguns trechos, mas vale ler na íntegra. Vão desculpando a formatação de bosta.
Os conceitos de jogo, por vezes, são mostrados com um grau de complexidade. Por ser um ex-atleta e, agora, estando na posição de treinador, como avalia o desenvolvimento cognitivo dos atletas?
Do ponto de vista da teoria, parece complexo. Mas, quando é materializado no treinamento, é muito simples de compreender. O jogador é sinestésico. Ou seja, aprende através do movimento, uma vez que possui memória muscular. Peço frequentemente para o jogador não realizar algo no treino que não deseje reproduzir no jogo.
Dentro desse tema, percebo que muito se fala a frase “o jogo é dos jogadores”. Mas essa frase, no sentido puro, nos levar a crer que é uma coisa anárquica. Não seria totalmente ao contrário, já que existe uma ideia por trás?
Para mim, é o seguinte: está vendo essa tela aqui? A pintura, as cores e os traços que o jogador vai utilizar, aqui dentro, não interfiro. Mas é preciso que se respeite a delimitação da moldura. O modelo é a moldura. Dentro desse espaço, o artista vai utilizar o que julgar necessário. O desejo é sempre de potencializar as características e o talento individual do jogador. Muito se fala que a tática engessa o jogador, e é o contrário. A tática liberta, uma vez que o jogador terá a compreensão da função que irá executar e ter liberdade para atuar.
Você é um técnico que se adequa ao contexto e aos atletas, ou que tenta implantar o modelo e moldar a característica do atleta?
No futebol, de modo geral, é muito difícil conseguir partir do zero e contratar 30 jogadores. Talvez se consiga ter as características dos atletas mais consolidadas ao modelo de jogo dentro de um ciclo de 3 ou 4 temporadas. O Brasil é uma grande escola para os treinadores brasileiros, pois, invariavelmente, ao chegar em um determinado clube, se faz necessário entender as características do grupo e, sobretudo, as da individualidade e qual modelo de jogo irá melhor se adequar ao elenco.
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O ambiente externo, por vezes, não entende que há muita ciência envolvida dentro do jogo. Dá para fazer de qualquer forma? Dá! Mas a garantia de que não irá ocorrer problemas é baixa. Na minha ótica, é preciso estar sempre em alinhamento com os diversos setores do clube, tais quais os departamentos de fisiologia e fisioterapia, para minimizar perdas. O futebol é um esporte que tem a aleatoriedade muito aflorada, mas tem algumas situações que podemos controlar. E são essas questões que não podemos abrir mão, já que podem ser cruciais para ter ou não um jogador durante toda a temporada.
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Com relação ao adversário, trabalho 30% do tempo em cima de suas características. Porque, ao jogar, alguns treinadores trabalhavam em sua totalidade em cima das características do adversário. Só que quando o oponente mudava do 4-4-2 para o 3-5-2, a semana inteira de trabalho era jogada fora, já que partia-se do imaginário de que a equipe viria de tal forma.
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O futebol é um jogo de conquista de território. Pode ser considerado, do ponto de vista do simbolismo, uma batalha de campo. Existem os ataques terrestres e os aéreos, e o objetivo é colocar a bola dentro da meta do adversário. Esse objetivo pode ser alcançado através de um ataque rápido, de um jogo apoiado ou contra-ataque. Mas, sobretudo, entendendo o que o elenco pode oferecer.
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Dentro das métricas que utilizo bastante está a velocidade da bola. Citando um exemplo do período em que estava no Grêmio, poucas equipes passavam a bola abaixo dos 3 segundos por jogador. Naquela época, o Corinthians do Tite era a única equipe que tocava abaixo desse parâmetro, com 2,9 segundos por jogador. A partir das métricas da Kin Analytics, desenvolvemos trabalhos específicos e baixamos em 3 segundos a circulação da bola por jogador.
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Sabe quando os mais antigos falavam algumas vezes que tal equipe perdeu o meio? Esse empirismo tem uma relação verossímil quando olhamos os dados. Por isso, busquei desenvolver, em conjunto com o Andreas e o Kin Analytics, o indicador de controle de meio-campo. Ao dividir o campo em três partes e analisar as métricas geradas pelo Kin Analytics, tendo como parâmetro as competições no Brasil, América do Sul e Europa, percebeu-se que o maior controle era do Manchester City, que apresentava um índice de 350%. Ou seja, a cada bola que a equipe perdia no meio-campo, recuperava 3,5 vezes bolas nessa faixa de campo específica. E isso aumenta as chances de vencer os jogos. As equipes que se sagraram campeãs da Copa Libertadores tinham um controle de meio-campo na faixa de 170%. Isto é, a cada bola perdida, recuperava-se 1,7 vezes a bola no setor.
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Outra variável importante é a da posse de bola, mas é preciso lembrar que a posse é meio, e não fim, já que é possível ter o controle do jogo a partir do espaço. Tanto que tem equipe jogando com 30% da posse de bola e vencendo. No Bahia, a gente amadureceu as variáveis para que atendessem as minhas necessidades.
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“A hierarquia é um processo meritocrático. Não posso ter falta de coragem para colocar um jovem no jogo, pois fui lançado aos 18 anos. E também não posso ter preconceito com um atleta por ser mais velho, pois joguei com 34 anos. Penso bastante como jogador, e o processo meritocrático me diz o seguinte: ‘Professor, joguei 30 partidas e te ajudei a ganhar muitos pontos. E tem 3 jogos que estou mal. E o moleque com justiça está entrando bem. Mas você vai me sacar e não me proporcionará a chance de me recuperar em campo?'”, explanou o treinador.
E continuou: “E se o garoto entrar e não conseguir suportar a pressão? Assim, o jogador vai pensar que estou colocando-o novamente como titular, pois ele não conseguiu sustentar, e preciso da ajuda dele para sanar os meus problemas. É claro que quem joga bem tem o direito de permanecer jogando. Mas também é assim com aquele que passa um mau momento. Quanto tempo é? Qual momento? Não sei, é a sensibilidade”, ponderou.
“O que costumo ter como parâmetro é que, ao observar que a instabilidade é individual, posso optar por dar continuidade por um período maior de tempo. Mas, ao perceber que a instabilidade individual está tendo uma repercussão sistêmica, nesse momento interfiro e preservo o atleta por um, dois ou quantos jogos forem necessários para que se recupere. Se como técnico retiro o jogador a cada partida que o desempenho não é bom, não irá existir uma equipe. Além disso, causará muita instabilidade no processo, pois retiro o direito do jogador de oscilar”, concluiu Roger.
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O futebol brasileiro sempre flertou com o modelo militar. Sobretudo, nas suas conquistas. Não à toa, houve uma militarização do futebol na preparação física, na hierarquização, na forma de liderar dos técnicos e no aspecto disciplinar. E, por vezes, faz com que as pessoas almejem esse tipo de gestão.
É algo que também é assimilado por outros setores que trabalham com futebol. Um exemplo simples é que, ao estar fazendo um primeiro tempo equilibrado ou ruim, a equipe voltou melhor no segundo tempo e venceu. Na coletiva, sou perguntado sobre o tipo de cobrança feita no intervalo da partida, quando, na verdade, o que houve foi a transmissão da informação aos atletas para superar as dificuldades impostas pelo adversário. Nunca parto do pressuposto que os jogadores não se esforçaram em campo.
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Uma vez, um companheiro de time chegou a mim dizendo que não devia ser amigo de treinador. Quando o técnico pensar em sacar alguém do time titular, o primeiro seria eu, por ter a proximidade e acreditar que aceitaria melhor a ida ao banco de reservas. Falei para ele que não concordava. Certo dia, trabalhando como auxiliar, o técnico chegou a mim e disse para não me aproximar muito dos jogadores, pois, no primeiro momento de dificuldade, o jogador podia me sacanear.
Percebendo essa dicotomia de pensamentos, comecei a observar que existia algo errado no processo, porque os dois lados apenas coexistiam. Trazendo o ambiente do quartel, penso que as relações de grupo de jogadores devem ser similares por construir amizades capazes de perdurar por toda a vida. Esses laços afetivos, quando transportados para dentro de campo, são uma química perfeita.
Além disso,, na beira do campo, há um estereótipo de que o treinador precisa estar gritando, pulando e gesticulando a todo instante. E não sou animador de auditório. Preciso estar centrado para passar as melhores informações, e para que os jogadores tomem melhores decisões dentro do campo. A agitação na área técnica vai ocorrer quando percebo que o atleta não está reproduzindo comportamentos que são treinados.
Pegando gancho nessa resposta tratando de gerações, gostaria de saber a sua impressão no que tange ao comportamento da geração Z. Existe uma diferença grande na forma de lidar?
Eles são muito folgados (risos). O Lucas Fonseca e o Douglas me chamavam de professor, e o Saldanha e o Edson me chamavam de Roger (risos). Mas não me importo, é algo da geração. E gosto bastante dessa relação, e, embora sendo próxima, o respeito ao comando e à forma de liderança permanece intacta. Uma noite dessas, em casa, recebo um vídeo do Saldanha perguntando: ‘Professor, o que aconteceu aqui?’. Fui abrir o vídeo rapidamente, e me deparei com o Adriano [Imperador] me desmontando com uma trombada no jogo entre São Paulo e Fluminense (risos). Aí mandei para ele: ‘Você não quer jogar? Pega o telefone do treinador para tirar onda’. E ele pediu desculpa (risos). VÍDEO
Muito se fala do trabalho de desenvolvimento individual de jogadores realizado por Jorge Sampaoli e Rogério Ceni. Você acredita que falam pouco do seu trabalho nesse aspecto? E como procura desenvolver os atletas?
Não posso ser injusto. Acredito que a repercussão seja satisfatória sobre a minha capacidade de melhorar os atletas. Trabalhar com jogadores jovens e em desenvolvimento é uma das grandes virtudes que tenho, pois apresento a paciência e a didática necessária para que sejam desenvolvidos.
Roger, você passou por Juventude, Novo Hamburgo, Grêmio, Atlético-MG, Palmeiras e Bahia. Ao longo da sua trajetória como técnico, o que tem observado de evolução no processo de contratação? Há algo que precisa ser melhorado?
De forma geral, percebo uma evolução e um encaminhamento para buscar informações acerca das ideias de jogo, e também do modelo de gestão para conduzir o processo em um clube de futebol. Por exemplo, ao participar de um processo de contratação de técnicos no Chile, tenho que enviar informações acerca dos modelos de jogo, os conceitos treinados, a forma de desenvolver o treino, liderança, etc. Mas, sobretudo no Brasil, os gestores continuam contratando não pelas capacidades técnicas do profissional, mas sim pelo momento. Então, se o treinador der sorte de estar na curva ascendente quando foi demitido pelo último clube, automaticamente será lembrado quando houver vaga em aberto em algum clube. E o mesmo acontece no sentido oposto. Se o técnico estiver no momento descendente, não será lembrado no momento que o mercado estiver aquecido. Soma-se a isso uma peça fundamental nesse quebra-cabeça: as redes sociais. Afinal, elas detêm um poder de influência na tomada de decisão muito grande. Por vezes, lançam um nome para saber se será bem recebido. Quem está na ponta do processo não quer contratar um treinador que vai chegar com rejeição no clube. Não querem comprar essa briga.Brinco que vai chegar o dia no qual existirá um aplicativo em que o sócio gold irá eleger os 11 jogadores que entrarão em campo. E, como técnico, vou ficar restrito a realizar treinos.
O Cartola FC é algo bem próximo dessa realidade citada por você…
Sim. E, volta e meia, as pessoas invadem o meu WhatsApp para enviar mensagens com xingamentos por ter mudado a escalação da equipe. Não sei onde a sociedade vai chegar. Esse ambiente externo, que tem exercido grande influência no jogo, tem deteriorado a minha relação com o futebol. E a balança está começando a inclinar para encerrar a carreira de técnico e iniciar uma nova etapa da minha vida. Mas, por hora, sigo o planejamento de seguir como treinador por mais cinco temporadas.
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2020.11.02 23:42 Sumate_ O meu maior problema sou eu

Ao longo destes 17 anos eu nunca tive nenhuma amizade e quase nunca sai de casa senão para ir a escola. Sempre sendo o garoto tímido e desinteressante que ninguém nunca nem ao menos quis ser amigo.
Nos últimos meses eu nunca estou feliz ou se estou, não é algo duradouro nem verdadeiro, então não considero felicidade. Mas eu não me sinto triste, na realidade sinto que não sinto nada, só deixo a vida passar pelos meus olhos como se eu fosse só um espectador.
Eu me pergunto o que eu já fiz de legal na vida, mas a verdade é que eu nunca fiz nada, sempre estou em casa e não conheço ninguém.
Muitos podem dizer para eu sair de casa, para conhecer pessoas, fazer algo de novo. Mas eu já tentei, sorria e tentava conversar com os outros, entretanto eu estava mentindo para mim mesmo; sei que eu não sou assim, então para que fingir.
Têm algumas vezes que eu penso em me matar, sei que não vou fazer falta e sei que é o melhor para mim. Mas não sei se penso seriamente nisso.
Eu não gosto de nada, não tenho interesses e nem ambições. Vivo só por viver mesmo, pois não existe vantagens para alguém como eu estar vivo e sei que eu nunca serei feliz.
Não converso com ninguém senão meus pais e irmã desde o começo da pandemia. E não é porque nós respeitamos a quarentena, na realidade nenhum de nós nunca se importou para valer. Eu só continuei vivendo como eu sempre vivi, a única diferença é que agora eu não tenho que sair de casa para ir a escola.
Com isso eu percebo o quão sozinho eu sempre estive, mesmo todos dizendo no grupo da escola que se deve ajudar uns aos outros, ninguém nunca pergunto como eu me sentia ou como eu estava. Mas não se enganem, eu não me importo com isso; eu nunca esperei nada deles, sei que não tenho importância, portanto posso ser facilmente descartado ou esquecido e continuarei sem me importar, pois sei que sou isso.
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2020.10.29 20:16 thegtasafan Sinto saudades da minha adolescência, quando eu tinha amigos... deixei todas amizades escaparem!

As vezes eu entro em uns pensamentos de como eu tinha amigos no passado...
Antes de começar o ensino médio, eu tinha vários, era bem enturmado com o pessoal da minha turma... mas eu comecei a me afastar, não fui as festas, não fui aos roles, comecei a ficar só em casa e vi todas amizades que eu mantinha (pelo menos dentro da escola) praticamente se acabarem depois que eu sai do colégio...
Na verdade, meus últimos 2 anos no E.M já foram praticamente resumidos a uns 2,3 amigos, e só... (Isso sem falar nos amigos q saíram do colégio e n se formaram comigo, nunca mais tive contato, vi uma e outra vez na rua em uns 5 anos... )
Os amigos q restaram hj já quase n mantenho contato... falo com eles uma e outra vez, e agora, n podendo fazer nada, faz meses q n os vejo...

Foda é q hj eu resolvi dar uma olhada no instagram de alguns amigos do passado...
todos felizes, namorando, e eu aqui na merda, remoendo meu passado...
Eu deixei de viver mt coisa com eles, eu me sinto um lixo quando penso nisso... podia ter mantido as amizades até hoje, mas eu parei de manter contato lá trás.... n fiz as coisas q deveria ter feito.. se divertido e tal...
Eu sei q eu posso mudar isso, mas hj n é a mesma coisa, a melhor época é o colégio, e a fase dos 15 aos 18, q é onde a gente faz as maiores merdas (no bom sentido), tem energia pra fazer zueira e os crl....
hoje eu posso fazer também, mas perdi o contato com todos, e recuperar vai ser mt difícil... ainda mais ver todos meus amigos com namorada e outros amigos, vai ser mais difícil ainda, vai ser como se fossem outras pessoas, com personalidade diferente... e ainda mais eu, q já sou perdido pra crl (de tímido), vou ficar mais ainda...
é foda... na real eu preciso é eliminar os gatilhos q me dão esses pensamentos, e redes sociais é um deles...
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2020.10.25 15:12 s0kora Estou apaixonado pela minha melhor amiga a 5 anos

Eu sei que esse é um assunto bem comum, mas realmente eu não sei o que fazer. Vou começar de quando nós conhecemos e vou tentar ser o mais rápido possível.
Eu e ela (por conveniência vamos chamá-la de MP) se conhecermos na escola por meio de um amigo, ela sempre foi muito fechada e no início nem falava comigo. Depois de um tempo ela começou a falar e fomos nós tornando mais e mais íntimos, acabei me apaixonado e me declarando para ela, acabei sendo babaca e acabamos nos separando...
Depois da pressão de algumas amigas minhas (que mantenho contato até hoje) fui me desculpar com a MP e ela aceitou de boa, assim voltamos a ser amigos e a nós falar normalmente. Mas ainda me mantive gostando dela só que mantendo um segredo para mim.
Depois que sai da escola (estava 2 anos na frente dela apesar de só termos um ano de diferença) tive muito medo de perdermos o contato, mas isso não rolou. Se mantivemos conversando normalmente e para minha propria conveniência criamos uma regra de nós vermos no minimo uma vez ao ano. Acabei me declarando de novo e novamente tomando um não, mas isso realmente não afetou em nada e continuamos a ser amigos íntimo um do outro.
Agora é algo mais recente e essa parte foi no ano passado, eu e a MP tivemos uma conversa longa sobre o porque de não tentarmos algo e ela disse que não achava que tínhamos química. Discutimos de forma bem saudável e chegamos a um consenso, temos nossas diferenças e se pra ela "eu não valia o tempo dela" (ela me disse com essas palavras) decidimos continuar só amigos. Escutar isso vindo dela foi algo bem duro, mas sobrevivi.
Nesse últimos tempos com a quarentena e tudo mais, começamos a discutir mais e mais sobre esse assunto, a MP começou a mostrar mais carinho comigo e sim antes ela era quase uma nevasca comigo, não mostrava carinho e dizia que ela só não conseguia mostrar esse lado mais carinhoso dela para mim. Começando a ficar mais carinhosa e mostrar a minha importância para a vida dela, tivemos mais umas conversas sobre a nossa relação e ela falou algo que me magoou bastante na época, ela disse: "Lembra de **** (nome de um conhecido nosso) eu já abracei ele um tempo atrás". Primeiro que isso é algo muito raro pra ela, a MP evita contato com todas as pessoas e segundo que eu sou uma pessoa extremamente sociável e um abraço para mim é algo importante, mostra o meu carinho pelas pessoas que estão sempre ao meu lado (sim ela tinha noção disso, sempre peço para abraçá-la). Ela me magoou profundamente com esse comentário. Depois de mais um tempo eu e ela conversamos mais sobre eu gostar dela e ela disse que não é como se eu não tivesse chance, mas é bem baixa, ela me disse que me acha bonito e tudo mais, meio que isso tá me afetando. Ela começou a ser mais carinhosa, a sair mais comigo (aqui onde eu morro ta algumas coisas liberadas já e eu queria realmente vê-la), isso ta me fazendo pirar muito. Já discuti com um amigo meu e ele disse que estou basicamente "amaciando carne para outro comer" e que "sou um açougueiro" (basicamente ele quer dizer "tome uma atitude sobre isso" e ao mesmo tempo me provocando dizendo que eu só estaria preparando ela para uma relação amorosa que não fosse comigo).
Não sei mais o que fazer com essa situação, ela é alguém muito especial para mim e aos poucos eu estou ficando com mais e mais problemas mentais por conta de gostar dela... Queria saber se eu tento algo com ela ou se eu só devia desistir mesmo dessa relação amorosa com ela.
Obrigado a todos que leram e chegaram até aqui.
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2020.10.19 23:43 Normal_bitch Não consigo superar

Preciso de conselhos e preciso desabafar.
Perdão pelos erros de português, não é meu forte.
Uma boa parte do meu relacionamento foi extremamente desgastante, embora as coisas tenham mudado, significando que eu deveria estar bem, eu não estou, eu ainda tenho raiva do meu namorado as vezes, não supero tudo oque aconteceu.
Como gosto desse sub decidi que vou soltar toda minha frustração aqui, tudo oque me fez mal no começo, preciso de alguém que me ouça,é uma tentativa de deixar esses problemas para trás e não estragar meu relacionamento.
Esse post sera bastante comprido
O primeiro mês foi bom, no segundo ele era paranóico, brigou comigo pois alguém que eu nem conheço disse que ele era corno, briguei feio com ele, então esse problema não se repetiu.
No terceiro mês os problemas começarem, não consigo lembrar dos detalhes, muito dessa época foi um borrão para mim.
Meu namorado tem problema com depressão, apartir do terceiro mês ele começou a ameaçar de se matar todos os dias basicamente, dizer coisas sem sentido, eu tentei ajudar ele o máximo que pude, depois de um tempo a família dele colocou ele em psiquiatra, psicólogo, terapeuta, tudo que era possível, até ai tudo bem, eu queria ajudar ele, claro que não iria deixar ele sozinho nesse momento.
Agora vem a parte que realmente me fez mal, durante meses ele ameaçou se matar todo o dia para mim, mandava foto de faca,na barriga, segurando, na mesa, ia no viaduto mandava foto dizendo que ia se matar, por todo o dia ficava me dizendo coisas terríveis, eu sentia que estava sendo torturada.
Me disse algumas vezes que queria pegar outras pessoas, me disse que se me traisse com um homem para testar nao teria problema, que estava em dúvida se gostava de homem e queria testar, um dia até quis tentar terminar comigo porque os colegas disseram que ele parecia gay quando colocou um piercing. Depois ele percebeu que era só confusão da cabeça dele pois sempre chamaram ele de viado.
Todo dia minha rotina se baseava em parar tudo o'que eu estava fazendo para ajudar ele.
Na escola dizia que ia embora pra se matar, quase todo dia eu tinha que implorar, ligar, chorar, pedir que ele não se matasse.
Uma vez nos bancos da escola disse que iria sair mais cedo para poder se matar enquanto eu me matava de chorar na frente dele,implorando para ele não me deixar, e ele nem ligou, me olhava com o olhar vazio, so dizia que era o melhor pra mim.
Uma vez brigamos e ele foi a uma festa e voltou falando sobre como a irmã do amigo dele estava rebolando pra ele, sabendo que nem sair de casa eu podia na época, e ele podia mesmo eu não tendo como (eu não podia sair ou namorar, esses meses foram escondidos da minha mãe, contamos no começo desse ano, todos esses problemas foram de setembro do ano passado até o início da quarentena, onde já podíamos nos ver fora da escola)
Ameaçou de se matar até no meu aniversário, primeiro aniversário que minha família parecia feliz, e eu tive que me esconder no quarto pra chorar e implorar que ele não se matasse, estraguei o aniversário, na frente da minha família tive que fingir que estava tudo bem.
Dizia o tempo todo que eu não gostava dele de verdade, que eu ficaria melhor se ele morresse, não importava quantas vezes eu tentasse provar que realmente gosto dele, isso é cansativo.
Dizia que ia tomar água sanitária, tomar todos os remédios, mandava fotos com facas, várias fotos no viaduto, e dizia "adeus" me fazendo implorar para que ele vivesse mais um dia, não sabendo oque aconteceria no outro dia. A única coisa que ele realmente fez foi tomar um gole de água sanitária, o restante felizmente foram apenas ameaças.
Um dia ele saiu para a casa de um amigo, e começou a ameaçar de se matar, quando fazia isso costumava colocar uma foto preta no whats, quando mandei mensagem para o amigo que estava do lado dele para pedir ajuda, o amigo me mandou um audio dizendo "é brincadeira dele tudo, ninguém manda acreditar" "ninguém manda não ajudar, agora vai morrer" coisas do tipo, rindo da minha cara, na hora eu bloqueei os dois e exclui todas as nossas mensagens, mais tarde descobri que ele realmente estava querendo se matar, então ele brigou comigo por acreditar no amigo dele, mas nunca disse uma palavra para o amigo que me enganou e riu da minha cara enquanto eu não conseguia parar de chorar por horas.
Um dia ele teve um ataque de ciúme porquê eu disse que achei uma foto de um gato que ele mandou fofo, "você prefere o gato a mim, vai com o gato então, vai vir aqui e vai querer dar mais atenção para o gato"
Fez um texto lindíssimo pra uma amiga, de uma forma que nunca fez pra mim e em uma parte do texto disse que ficaria com ela se não estivesse comigo, eu fingi que isso não me machucou por um tempo, e quando contei que me fez mal ele disse que nunca fez algo do tipo para mim pois a amiga dele realmente acreditava nele, e eu não acreditava. Eu que estava todo dia chorando, perdendo cabelo de estresse pra tentar ajudar ele.
Ele tinha o direito de conversar com quem quisesse, falar que pegaria outras pessoas, eu não sou ciumenta, porém eu não podia chegar perto de nenhum homem. Um dia ele insistiu que eu contasse quem eu achava bonito dos nossos colegas, quando eu contei ele brigou comigo, dizendo que era fácil para mim trocar ele.
Com tudo isso eu perdi 4 quilos, eu sou pequena, 4 quilos fazem grande diferença e perdi muito, muito cabelo a ponto de ter medo de ficar careca, perdi a habilidade de dormir a noite, pois passava a noite acordada, até as 6, horário que ele acordava, tudo por medo de que ele não estivesse dormindo e sim morto,esperando 4,5,6 horas para receber uma mensagem, até hoje tenho dificuldade para manter uma rotina saudável quanto ao sono, e tive meus primeiros pensamentos suicidas.
Em grande parte desses meses eu ficava apenas no meu quarto deitada, so saia pelas coisas que eu sou obrigada a fazer, estudar, limpar,comer as vezes, e exercício pois já tenho problemas o suficiente de autoestima, se eu ficasse mais feia aí sim pioraria de vez e me mataria, gosto muito de exercícios e os fazia a noite, mas como ele chegava a noite, várias vezes parei de fazer para ajudar ele.
Eu so queria ajudar ele, apenas isso, foi a única coisa que eu fiz todos esses meses, perdoar e ajudar, apenas isso.
Quando eu não aguentava mais disse que se ele não mudasse a forma de lidar com os problemas eu terminaria, apartir dai ele começou a melhorar, a terapia foi o'que mais funcionou para ajudar com o problema dele, ele começou a desabafar ao envez de jogar todos os problemas em mim e me torturar, eu finalmente estava feliz.
Então quando eu pensei que deixaria tudo isso pra trás ele em uma manhã começou um assunto sobre gostar de mulheres mais velhas, até ai tudo bem, mas ele decidiu dizer "trovaria tua mãe, ela e bonita" , e foi onde meu mundo caiu, todas as vezes eu perdooei ele, sempre entendi que era por conta da depressão que ele me fazia mal, entendi que não era culpa dele, mas isso era demais, isso era um limite, todas as outras vezes eu acreditei que ele mudaria e confiei nele, dessa vez não consegui, não sei se consigo até agora.
Ainda assim eu continuei com ele, e desde então ele tem sido um amor, tudo está bem, ou deveria estar, mas eu não consigo superar tudo isso, sinto que atinge meu limite com o último problema e não consigo mais voltar a acreditar nele, ou confiar nele. Eu amo ele, e agora ele realmente mudou, a meses nao fala nada que me deixa triste, sempre pergunta se está me sobrecarregando quando desabafa, ele me respeita bastante, porém eu não quero estragar nosso relacionamento com meu problema de não superar.
Eu sei que o jeito que eu falei sobre o problema de depressão dele pode ter sido egoísta, focando apenas no meu lado, enquanto para ele deve ter sido muito pior, mas eu so estou contando como me senti, eu sei que esse problema não e culpa dele e que as coisas que ele me disse e me fez foram por estar fora do normal graças a depressão, não o culpo, ao menos ele melhorou, não e como se eu fosse perfeita, por vezes nao acreditei que ele mudaria e exagerei nas brigas,so piorando a situação , agora eu aprendi a conversar ao envez de brigar e isso ajudou. Porém eu nunca tinha lidado com algo do tipo, não soube ajudar ele então acabou que fui sobrecarregada, e agora eu preciso de um conselho, como posso superar isso e finalmente olhar pra frente, nosso relacionamento devia estar bem, não quero estragar tudo, me ajudem!!
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2020.10.19 22:05 Normal_bitch Não consigo superar, me ajudem!!

Preciso de conselhos e preciso desabafar.
Perdão pelos erros de português, não é meu forte.
Uma boa parte do meu relacionamento foi extremamente desgastante, embora as coisas tenham mudado, significando que eu deveria estar bem, eu não estou, eu ainda tenho raiva do meu namorado as vezes, não supero tudo oque aconteceu.
Decidi que vou soltar toda minha frustração aqui, tudo oque me fez mal no começo, preciso de alguém que me ouça,é uma tentativa de deixar esses problemas para trás e não estragar meu relacionamento.
Esse post sera bastante comprido
O primeiro mês foi bom, no segundo ele era paranóico, brigou comigo pois alguém que eu nem conheço disse que ele era corno, briguei feio com ele, então esse problema não se repetiu.
No terceiro mês os problemas começarem, não consigo lembrar dos detalhes, muito dessa época foi um borrão para mim.
Meu namorado tem problema com depressão, apartir do terceiro mês ele começou a ameaçar de se matar todos os dias basicamente, dizer coisas sem sentido, eu tentei ajudar ele o máximo que pude, depois de um tempo a família dele colocou ele em psiquiatra, psicólogo, terapeuta, tudo que era possível, até ai tudo bem, eu queria ajudar ele, claro que não iria deixar ele sozinho nesse momento.
Agora vem a parte que realmente me fez mal, durante meses ele ameaçou se matar todo o dia para mim, mandava foto de faca,na barriga, segurando, na mesa, ia no viaduto mandava foto dizendo que ia se matar, por todo o dia ficava me dizendo coisas terríveis, eu sentia que estava sendo torturada.
Me disse algumas vezes que queria pegar outras pessoas, me disse que se me traisse com um homem para testar nao teria problema, que estava em dúvida se gostava de homem e queria testar, um dia até quis tentar terminar comigo porque os colegas disseram que ele parecia gay quando colocou um piercing. Depois ele percebeu que era só confusão da cabeça dele pois sempre chamaram ele de viado.
Todo dia minha rotina se baseava em parar tudo o'que eu estava fazendo para ajudar ele.
Na escola dizia que ia embora pra se matar, quase todo dia eu tinha que implorar, ligar, chorar, pedir que ele não se matasse.
Uma vez nos bancos da escola disse que iria sair mais cedo para poder se matar enquanto eu me matava de chorar na frente dele,implorando para ele não me deixar, e ele nem ligou, me olhava com o olhar vazio, so dizia que era o melhor pra mim.
Uma vez brigamos e ele foi a uma festa e voltou falando sobre como a irmã do amigo dele estava rebolando pra ele, sabendo que nem sair de casa eu podia na época, e ele podia mesmo eu não tendo como (eu não podia sair ou namorar, esses meses foram escondidos da minha mãe, contamos no começo desse ano, todos esses problemas foram de setembro do ano passado até o início da quarentena, onde já podíamos nos ver fora da escola)
Ameaçou de se matar até no meu aniversário, primeiro aniversário que minha família parecia feliz, e eu tive que me esconder no quarto pra chorar e implorar que ele não se matasse, estraguei o aniversário, na frente da minha família tive que fingir que estava tudo bem.
Dizia o tempo todo que eu não gostava dele de verdade, que eu ficaria melhor se ele morresse, não importava quantas vezes eu tentasse provar que realmente gosto dele, isso é cansativo.
Dizia que ia tomar água sanitária, tomar todos os remédios, mandava fotos com facas, várias fotos no viaduto, e dizia "adeus" me fazendo implorar para que ele vivesse mais um dia, não sabendo oque aconteceria no outro dia. A única coisa que ele realmente fez foi tomar um gole de água sanitária, o restante felizmente foram apenas ameaças.
Um dia ele saiu para a casa de um amigo, e começou a ameaçar de se matar, quando fazia isso costumava colocar uma foto preta no whats, quando mandei mensagem para o amigo que estava do lado dele para pedir ajuda, o amigo me mandou um audio dizendo "é brincadeira dele tudo, ninguém manda acreditar" "ninguém manda não ajudar, agora vai morrer" coisas do tipo, rindo da minha cara, na hora eu bloqueei os dois e exclui todas as nossas mensagens, mais tarde descobri que ele realmente estava querendo se matar, então ele brigou comigo por acreditar no amigo dele, mas nunca disse uma palavra para o amigo que me enganou e riu da minha cara enquanto eu não conseguia parar de chorar por horas.
Um dia ele teve um ataque de ciúme porquê eu disse que achei uma foto de um gato que ele mandou fofo, "você prefere o gato a mim, vai com o gato então, vai vir aqui e vai querer dar mais atenção para o gato"
Fez um texto lindíssimo pra uma amiga, de uma forma que nunca fez pra mim e em uma parte do texto disse que ficaria com ela se não estivesse comigo, eu fingi que isso não me machucou por um tempo, e quando contei que me fez mal ele disse que nunca fez algo do tipo para mim pois a amiga dele realmente acreditava nele, e eu não acreditava. Eu que estava todo dia chorando, perdendo cabelo de estresse pra tentar ajudar ele.
Ele tinha o direito de conversar com quem quisesse, falar que pegaria outras pessoas, eu não sou ciumenta, porém eu não podia chegar perto de nenhum homem. Um dia ele insistiu que eu contasse quem eu achava bonito dos nossos colegas, quando eu contei ele brigou comigo, dizendo que era fácil para mim trocar ele.
Com tudo isso eu perdi 4 quilos, eu sou pequena, 4 quilos fazem grande diferença e perdi muito, muito cabelo a ponto de ter medo de ficar careca, perdi a habilidade de dormir a noite, pois passava a noite acordada, até as 6, horário que ele acorda, tudo por medo de que ele não estivesse dormindo e sim morto,esperando 4,5,6 horas para receber uma mensagem, até hoje tenho dificuldade para manter uma rotina saudável quanto ao sono, e tive meus primeiros pensamentos suicidas.
Em grande parte desses meses eu ficava apenas no meu quarto deitada, so saia pelas coisas que eu sou obrigada a fazer, estudar, limpar,comer as vezes, e exercício pois já tenho problemas o suficiente de autoestima, se eu ficasse mais feia aí sim pioraria de vez , gosto muito de exercícios e os fazia a noite, mas como ele chegava a noite, várias vezes parei de fazer para ajudar ele.
Eu so queria ajudar ele, apenas isso, foi a única coisa que eu fiz todos esses meses, perdoar e ajudar, apenas isso.
Quando eu não aguentava mais disse que se ele não mudasse a forma de lidar com os problemas eu terminaria, apartir dai ele começou a melhorar, a terapia foi o'que mais funcionou para ajudar com o problema dele, ele começou a desabafar ao envez de jogar todos os problemas em mim e me torturar, eu finalmente estava feliz.
Então quando eu pensei que deixaria tudo isso pra trás ele em uma manhã começou um assunto sobre gostar de mulheres mais velhas, até ai tudo bem, mas ele decidiu dizer "trovaria tua mãe, ela e bonita" , e foi onde meu mundo caiu, todas as vezes eu perdooei ele, sempre entendi que era por conta da depressão que ele me fazia mal, entendi que não era culpa dele, mas isso era demais, isso era um limite, todas as outras vezes eu acreditei que ele mudaria e confiei nele, dessa vez não consegui, não sei se consigo até agora.
Ainda assim eu continuei com ele, e desde então ele tem sido um amor, tudo está bem, ou deveria estar, mas eu não consigo superar tudo isso, sinto que atinge meu limite com o último problema e não consigo mais voltar a acreditar nele, ou confiar nele. Eu amo ele, e agora ele realmente mudou, a meses nao fala nada que me deixa triste, sempre pergunta se está me sobrecarregando quando desabafa, ele me respeita bastante, porém eu não quero estragar nosso relacionamento com meu problema de não superar.
Eu sei que o jeito que eu falei sobre o problema de depressão dele pode ter sido egoísta, focando apenas no meu lado, enquanto para ele deve ter sido muito pior, mas eu so estou contando como me senti, eu sei que esse problema não e culpa dele e que as coisas que ele me disse e me fez foram por estar fora do normal graças a depressão, não o culpo, ao menos ele melhorou, não e como se eu fosse perfeita, por vezes nao acreditei que ele mudaria e exagerei nas brigas,so piorando a situação , agora eu aprendi a conversar ao envez de brigar e isso ajudou. Porém eu nunca tinha lidado com algo do tipo, não soube ajudar ele então acabou que fui sobrecarregada, e agora eu preciso de um conselho, como posso superar isso e finalmente olhar pra frente, nosso relacionamento devia estar bem, não quero estragar tudo, me ajudem!!
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2020.10.14 04:58 limajhonny69 Estou entrando em colapso.

Aos 12 anos de idade, fui estuprado. Repetidamente, durante uns 3 meses. Por conta do trauma, perdi a maior parte das memórias dos 12 anos anteriores a qnd isso aconteceu. As memórias que restaram foram as mais profundas: meu pai espancando minha mãe na minha frente. Diversas vezes. Batendo nela com uma corda, enquanto eu via sem poder fazer nada ela no chão sem poder se defender, enquanto se debatia, ou o sangue escorrendo do braço dela após uma briga, ou ele quebrando todos os objetos de vidro da casa de propósito, ou ele pegando todo o dinheiro que tínhamos pra gastar com bebidas alcoólicas enquanto passava a semana inteira fora de casa.... São tantas coisas... E nunca tínhamos dinheiro sobrando, nunca tive dinheiro pra terapia ou algo do tipo.
Depois que o estupro aconteceu, me isolei de todos, literalmente. Desde o estupro eu ficava no meu quarto, saindo apenas para a escola. Não tinha amigos, não visitava ninguém, não ia para o supermercado. 95% das 24 horas do dia eram dentro do quarto sozinho. Foi quando ocorreu minha primeira tentativa de suicídio.
As coisas mudaram quando entrei pra faculdade, pois comecei a sair mais, passando o dia inteiro fora nas aulas em outra cidade e, após 2 anos, comecei a sair com uns amigos. Porém, no ano passado, todas as memórias do estupro começaram a me afetar muito intensamente. Começou quando eu estava voltando para casa da faculdade, tive um ataque de ansiedade na rua como nunca tinha sofrido antes. Desde então as coisas só pioraram, incluindo outra tentativa de suicídio. Sofro de ansiedade todos os dias. Passo noites acordado, com insônia. Tenho pesadelos muito frequentemente. Há dias que não consigo levantar da cama, depressivo. Tenho um namoro a um ano, e muitas vezes eu e minha namorada não conseguimos fazer sexo. Apesar de sentir atração por ela, não consigo manter uma ereção pelas memórias do estupro. As vezes não consigo nem mostrar meu corpo a ela. Estou indo para o último semestre da faculdade. Não sei se vou conseguir viver até o fim. A pressão está aumentando, e minha ansiedade também. Falta apenas um estágio, e poucas disciplinas, mas eu sinto minha vita toda se esvaindo...
Não sei o que fazer. Não posso contar com ninguém, não sei se vou conseguir, e nem sei se quero. Só quero que tudo acabe, todos os traumas, os ataques, as memórias, essa ânsia de vômito que sinto sempre que lembro de tudo isso...
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2020.10.10 14:16 TapperTotoro Os meses em que vivi na rua, toda a fome que passei e a bicicleta que mudou tudo para melhor.

Eu venci a depressão e é isso que tenho feito desde que me curei! - Parte 3/365
Uma espécie de diário aberto: Os meses
Olá ...
Hoje não devo escrever muito, e decidi partilhar uma prosa que escrevi nos meses que sobrevieram o meu divórcio (editado: escrevi mais do que achava que escreveria).
Para colocar em perspetiva: depois de sair da casa que era minha (comprada e que ficou para a minha ex-esposa e para os meus filhos) consegui alugar uma casa por alguns meses, mas não conseguia trabalhar por causa da profunda depressão, além de não receber respostas positivas por parte das empresas para onde mandava o meu curriculum e em poucos meses todas as minhas poupanças acabaram e acabei por ter de ir morar para a rua. Morar na rua implica passar fome - já passei noutros momentos da minha vida, pois durante grande parte da minha infância, o país em que nasci e vivi até antes de me ter mudado permanentemente para Portugal, viveu em guerra civil - felizmente Portugal é um país relativamente seguro, mas nada fácil principalmente para pessoas negras (acreditem, por mais inteligente e boas referências uma pessoa negra tenha aqui em Portugal, é muito difícil arranjar algum emprego que os próprios portugueses consideram "condigno", e todos os lugares em que trabalhei cá eram fora da minha formação - Estatística, Gestão, Informática e Administração, fora os conhecimentos de informática que tenho mas que infelizmente ainda não tenho um diploma para provar que tenho, mas em breve isso mudará. (lembra-se, estou a estudar e no final do próximo ano recebo um diploma de Desenvolvedor de Software).
Felizmente por causa do meu trabalho com as artes, conheço muita gente que apesar de não me poderem ajudar com a questão da casa, arranjavam-me algo para comer durante os meses em que vivi na rua e saí da cidade em que fui viver depois do divórcio, muita gente passou-me contactos que elas tinham e eu arranjei um emprego num bar (aos finais de semana e feriados de noite-madrugada) e com esse dinheiro eu conseguia comer e poupar para comprar uma bicicleta.
Porque uma bicicleta?
Simples: eu caminhava mais de 10 quilómetros todos os dias que voltava do trabalho no Bar, às 02:00 da madrugada. Nessa mesma altura em que comecei a trabalhar no bar, ia para um lugar em que tinha uma escola antiga que era usada como estúdio de ensaio para bandas e outras atividades culturais e recreativas, e lá ficava a preparar as minhas refeições e compor músicas (além de tratar da minha higiene). Felizmente, eu não preciso de dormir bastante ou consigo passar até uma semana sem dormir (literalmente) e também aproveitava o facto de que existia uma praia fluvial por perto para ir tirar uma soneca lá nos dias em que estava muito exausto. Infelizmente o dinheiro que ganhava no bar, mesmo com as gorjetas não servia para alugar sequer um quarto (mesmo tendo eu comida de graça no bar para jantar de noite e pequeno almoço de madrugada, e poupando algum dinheiro); então a bicicleta ajudar-me-ia e ajudou bastante a tanto poupar mais algum dinheiro que gastava com o autocarro para ir trabalhar, quanto poder me deslocar para mais entrevistas e futuros trabalhos.
Passado um mês depois de começar a trabalhar no bar, recebi uma resposta de uma das fábricas em que tinha mandado o meu curriculum e que ficava há mais ou menos 10 quilómetros do edifício em que tinha a sala de ensaio; depois de ir para a entrevista de dia, na tarde do dia seguinte eles ligaram-me a dizer que eu tinha ficado com o trabalho e que começaria já no dia seguinte (nota, faltavam alguns euros para poder comprar a bicicleta nesse dia e eu tinha de arranjar uma maneira de conciliar os dois trabalhos, pois um terminava às 02 da madrugada e o outro começava às 05:30 da madrugada, mas de forma rotativa - uma semana às 05:30, e outra às 13:30, e nas sextas feiras a hora em que saia de um era muito depois da hora em que eu tinha de entrar para o outro trabalho - bar e fábrica).
Essa incógnita dos dois trabalhos que não deram para conciliar. O que fiz?
Bem, uma coisa de cada vez. Primeiro, fui trabalhar para o bar numa quinta feira que era feriado e tinha de entrar para a fábrica na sexta feira, às 05:30, e como ainda não tinha a bicicleta, saí do bar e caminhei até à fábrica, estava super empolgado e feliz por ter um trabalho a tempo integral, e como sairia às 13:30, não havia nenhum problema em não ir para a praia fluvial tirar uma soneca. Nesse dia, lembro-me que não foi difícil aprender a trabalhar com as máquinas da fábrica (tenho essa facilidade aprendizado absurda); mas passei todo o turno de trabalho a pensar em como lidar com essa incógnita e cheguei à conclusão que somente ia trabalhar no bar (e não poderia trabalhar lá porque não tinha como mudar os meus horários de trabalho em ambos os lugares) até a conseguir comprar a bicicleta e calhar a sexta feira em que o meu horário de trabalho na fábrica terminava depois do início do meu horário de trabalho no bar (num terminava às 21:30 e noutro começava às 17:00).
Segundo, trabalhei nos dois lugares durante uma semana, falei com os meus empregadores e como não deu para mudar os horários, despedi-me do bar e fiquei a trabalhar somente na fábrica, e no meio disso tudo, comprei a bicicleta e todos os dias, de segunda à sexta, numa semana acordava às 03:45 da madrugada para pedalar por uma hora até ao trabalho e depois mais uma para voltar até ao estúdio às 13:30 e noutra entrava às 13:30 e às 21:30 pedalava eu até ao estúdio de ensaios para espairecer e criar alguma coisa artística e fazer a minha higiene pessoal, além da comida para o dia seguinte ...
A fome e a rua!
A fome: em menos de 4 meses eu saí dos meus 98 quilogramas de peso, para os 66 quilogramas. Isso para mim resume tudo, mas ainda assim consegui ter energias para caminhar e lembro-me de ficar pasmo que em menos de uma semana eu tinha caminhado mais de 100 quilómetros (gravei uma foto com isso e uso-a para lembrar-me sempre do quão forte sou capaz de ser nos momentos de maior adversidade. A fome nunca é só fome, é também propulsora de ansiedade, fragilidade psicológica além da física, desmotivadora . . . mas venci a fome com toda as forças que reuni quando decidi voltar a viver e lembro-me muito bem que sempre que eu ia trabalhar para o bar, e sorria, não era um sorriso para esconder as dores no estômago ou todo o caos da minha vida nos últimos meses, mas sim um sorriso cheio de esperança e motivação, pois como já disse, pelo que parece, sou muito bom a começar do zero e a além de sobreviver, viver. A rua ofereceu-me muito mais do que eu podia imaginar, não no quesito segurança contra todos os elementos da sociedade e natureza, mas na paz que mesmo lá, no fundo do poço do conceito da sociedade materialista, encontrei e que me ajudou a ter mais forças para superar tudo ...
Enfim, sempre que me referir ao mês de junho de 2019, será para falar do mês em que recomecei realmente a minha vida depois do divórcio e de superar a depressão, a fome e o viver na rua, pois nesse mês eu consegui um trabalho a tempo inteiro, comprei uma bicicleta, conheci a minha atual namorara (uma mulher incrível que muito amo) e voltei a viver entre as quatro paredes em que me encontro hoje. Cá fica um dos textos literários que escrevi num dos meses em que morei na rua e perdia de forma assustadora a minha massa corporal:

GRÃOS, LEGUMINOSAS, TUBÉRCULOS E FUNGOS
É assim que se destrói o homem, em atenção, não! Não apenas o ser portador do mastro sexual, mas o animal de espécie humana. O fumo varre o meu olhar entre a realidade num lado, e a minha mente do outro, o vidro duplo no meio, física transparente da janela; da direita para a esquerda, embriagado pelo vento, enquanto se dissipa o tempo. Mas não! É assim que desaparece a minha vida. Enquanto como arroz, ao acordar, mas somente depois de passadas seis horas. Até lá, permaneço de estômago vazio a tentar escapar da morte. E ervilhas, e alface no dia da alface, e cenoura no dia da cenoura, e cogumelos, não os mágicos, no dia da não cenoura, depois de se terem acabado as regalias de poder escolher comer tudo exceto carne.
Conto cada moeda e frequências que me restam. A dissolução do acordo fraternal, previsível e instável, levou tudo, depois de seis anos a negar o evitável; anos que se prenderam à todas as decisões tomadas, desde o momento em que os meus pais, acidentalmente, deram vida ao humano que me tornei, até milhares de dias atrás, minutos que antecederam a rutura. Mas não! Não é assim que se destrói, põe-se fim ao marco de toda uma tentativa de encontrar a felicidade e a paz, nos braços de quem só me teve por posse, como se de um escravo se tratasse a minha existência, tal como foram enjaulados os meus antepassados mais próximos, acorrentados e separados do que lhes era posse por direito de nascença, alguns dias antes do meu nascimento.
Ao olhar para o fumo que se dissipou por completo, vejo as arvores que ao de longe são menores do que o meu medo, mas ao de perto, são tão altas quanto ou mais do que a minha alma que clamou por ajuda, à minha mãe, se é que ainda a posso chamar mãe; à minha irmã, não tão adorada desde sempre; ao meu irmão, em quem me espelho inversamente; aos agiotas, que nunca soube onde encontrar; aos ladrões que guardaram o meu dinheiro todo, durante a vida que perdi; aos traficantes, de tudo e menos alguma coisa; aos assassinos, de sonhos e modos; aos meus amigos, envenenados pela mulher que me desposou outrora; aos que ajudei um dia, a troco de nada; e ainda assim, nem mesmo por não merecer um pingo de empatia, ainda assim, ninguém me estendeu a mão, exceto?
Exceto a única pessoa que em meio tempo passou a ver quem sou, e descobri que sempre foi tudo; o que se esconde por baixo da máscara, quem se esconde por baixo do olhar e dos sorrisos, muitas vezes falso, muitas vezes desnecessário, mesmo não podendo dar mais do que o último centavo que lhe resta, permaneceu aqui, ao lado, a segurar-me pela mão e pelo olhar, numa tentativa de reanimar o homem, mas não o que carrega entre as pernas a corda reprodutiva, e sim o humano que nunca deixou, e se nega a deixar de ser uma criança, a mesma que chora sempre que se lembra de todas as vezes em que quase morreu, e que também morreu um dia, mas voltou por ter encontrado a resposta para a continuidade da vida, a criança que tem, com o passar de cada ano, menos dias para chorar, enquanto se prepara para ser o motivo do choro de, talvez, menos pessoas do que consegue contar, com quatro dos seus cinco dedos da mão esquerda.
É assim que se destrói um homem. Enquanto como arroz, antes de me deitar e desejar acordar noutra manhã, até lá, permaneço de estômago vazio a tentar escapar da morte. E ervilhas, e alface no dia da erva, a não psicoativa, e cenoura no dia da cenoura, e cogumelos, não os mágicos, no dia da não cenoura. Porque quem jurou amar-me abandonou-me quando tudo ficou extremamente difícil e necessário. E todos os que me amam, ainda, os mesmos que deduzo que não sabem o que é amar, estão longe agora que estou mais perto da transcendência. E apesar de me ter afastado propositadamente, para desperdiçar comigo mesmo alguns poucos anos da minha vida, ainda assim, me sinto indigno de pena, dissociado de tudo o que é meu, não por direito de nascença, mas por direito de divindade, de criação, de clonagem da minha acidez desoxirribonucleica, e dos meus glóbulos falciformes, alimentados pelos açucares naturais do pouco que me resta para comer, e pela gordura, e músculos do meu sempre magro corpo.
E assim se mutila e assassina o homem, fazendo-o comer-se a si mesmo, do tutano dos ossos para fora, até que inclusive os sonhos se tornem o único alimento imaginável que lhe resta para adormecido energizar a vida.
Reinicia.
Com amor;
Aladino.
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2020.10.07 06:01 contadescartavel12 vale a pena?

[aviso de textão]
Primeiramente boa noite a todos que se dispuseram a ler. Prazer, sou um rapaz de 20 anos que já perdeu o amor na vida a muito tempo.
Talvez eu tenha depressão desde os 13 anos ou antes, depois de tanto tempo já deixei de sentir tristeza profunda, agora todos os meus dias são só vazios e sem esperança. Durante a minha adolescência o que me mantinha de pé era me embriagar até desmaiar e um tempo mais tarde foi os alucinógenos que me davam alguma alegria, nunca fui viciado em nada disso, mas nunca fiz um uso consciente tanto do álcool quanto do LSD. A única certeza que eu tinha é que eu tinha que morrer antes dos 18, fui fraco, não foi por medo nem nada, eu sou ateu desde que me entendo por gente então a única coisa que eu tenho certeza na vida é que o suicídio é a porta de saída de toda essa merda, porém não o fiz, ainda não entendi o motivo disso.
Não sei como nem o porquê deixei eu chegar nesse estado em que me encontro, hoje me sinto mais sozinho que nunca, não existe ninguém nesse mundo em quem eu possa me apoiar, dai vem o questionamento do título: vale a pena viver uma vida sem esperança, sonhos e alegria?
Sobre família:
Durante muito tempo senti muito ódio dos meus pais e parentes, odeio eles com todas as minhas forças, mas hoje é mais um sentimento de desprezo. Meu pai foi ausente toda a minha vida, ele aparecia uma vez por semana completamente por obrigação social e para mostrar pros outros que ele ainda tinha o mínimo de ombridade, então ele sempre foi um nada pra mim. Minha mãe me teve de uma gravidez acidental e imagino eu ela tem na cabeça dela que eu tirei os anos de ouro da vida dela, então ela me odeia e o sentimento é recíproco. Nunca houve nada muito grave para odiar eles, mas mesmo assim tenho meus motivos e acho que não cabe aqui me apegar a muitos detalhes.
Sobre amigos:
Durante a escola eu sempre fui muito comunicativo com as pessoas, pelo menos na minha visão acredito que se perguntarem para qualquer colega das escolas que estudei vão falar que sou uma pessoa muito engraçada e legal de conversar, mesmo sendo essa pessoa agradável acho que posso ser considerado o "invisível". Eu acredito piamente que as pessoas gostavam de mim, mas ninguém lembrava de mim, sempre me convidavam por dó para fazer as coisas ou sair com os outros, nunca fiz parte de um grupo, sempre fui o excluído mesmo quanto tentava me enturmar mais. Eu podia conversar todo dia o dia todo com a pessoa e mesmo assim fora da escola eu nunca era mais que um colega. Hoje posso dizer que me restaram 2 "colegas" que não posso afirmar que continuaram a lembrarem de mim por muito tempo.
Sobre relacionamentos:
Já adianto que não estou nem perto do padrão de beleza, sou só uma pessoa nada demais. Nunca namorei nem mesmo fiquei serio com alguém, já fiquei com algumas meninas mas na muito além disso. Talvez eu possa ser considerado demissexual, mas não tenho certeza disso, por não me interessar por sexo e buscar a mulher certa para amar e ser amado, sempre fui chamado de "viado", o que fez um estrago muito grande na minha cabeça e na época me fazia perder completamente minha autoestima.
Nessa época no meio de tudo isso passando pela minha cabeça fui usado por uma menina que queria fazer vingança pro ex namorado dela que era um dos meus melhores amigos (só pra esclarecer, ela armou tudo, esperou eu ter bebido uma garrafa toda de destilado para poder ficar comigo e ter alguma prova pra esfregar na cara do ex dela. Ela fez isso com pelo menos mais 3 pessoas.). O resultado disso foi eu recebendo chantagem psicológica por alguns meses enquanto eu tinha que abaixar a cabeça pra essa pessoa. Isso mexeu muito comigo na época, eu sentia muita culpa e nojo de mim mesmo.
No mesmo ano que isso aconteceu eu me apaixonei por uma colega de classe do cursinho, ela me tirou completamente do fundo do posso que eu estava. Nós andávamos juntos o tempo todo, almoçamos juntos, assistíamos aulas juntos, enfim, eramos muito ligados. Chegou um ponto que todo dia vinha alguém perguntar pra mim se a gente estava namorando, eu não tinha nem ficado com ela, estava criando coragem e estava conseguindo superar os traumas do passado para pedir pra ficar com ela. Bom, depois de uma sexta-feira em que foi o dia perfeito de nós dois juntos decidi que segunda sem falta iria tomar coragem e pedir para ficar com ela. No grande dia, ela chaga na sala de aula, dou bom dia e ela senta bem longe de mim, depois desse dia nunca mais ouvi a voz dela. Toda vez que me aproximava ela fingia mexer no celular, se eu perguntava alguma coisa ela fingia que não ouvia, me senti mais uma vez um invisível. Imagine uma pessoa que você gosta e considera muito de um dia para o outro começar a te ignorar, chegou ao ponto de eu sentar na frente dela e dizer exatamente essas palavras "[nome], eu te fiz alguma coisa? Você tá estranha comigo esses dias, eu não sei se eu te chateei com alguma coisa, mas me desculpa do fundo do coração, conversa comigo o que aconteceu que eu prometo que vou consertar." bom ela só abaixou a cabeça e fingiu mexer no celular bloqueado enquanto eu falava e dizia que tava tudo normal e que ela não sabia do que eu tava falando.
Depois disso a vida voltou a não ter brilho de novo, fiquei os últimos meses do cursinho sentado no meu canto sem falar praticamente com ninguém,esse ano passei numa faculdade que vou ter que dar o que não tenho por 6 anos para me formar. Agora só preciso esperar a pandemia acabar para começar a faculdade, ou seja estou a quase um ano dentro de casa esperando e pensando muito sobre a vida... eu sei que tem gente com muito mais problema que eu, mas eu cheguei a conclusão que não vale mais a pena... acho que meu eu de 5 anos a traz tinha toda a razão...
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2020.10.05 14:48 umnickqualquer Visita Matinal

O garoto corria tanto quanto a bola. Naquela época, ele chegava junto com os amigos no campinho, pouco depois do meio-dia, ainda com o sol a pino, e o futebol continuava mesmo depois que a luz da tarde morria no horizonte, quando os postes da rua se acendiam e suas mães os mandavam entrar. Bom, agora, daqueles amigos, o homem perdera contato com mais da metade, sua mãe já falecera há 10 anos e os postes da rua não eram mais do que tubos cinzentos com as lâmpadas quebradas, como cadáveres de pedra que por algum motivo permaneciam de pé.
O frio da manhã fez o homem apertar os braços de encontro ao corpo enquanto encarava o terreno baldio diante de si. Ele tinha saído mais cedo de casa e tinha que ficar de olho na hora para não se atrasar para o trabalho, mas, naquele dia, não conseguira sufocar a vontade de apenas passar por ali. A maioria das casas da rua ainda estava em silêncio - incluindo aquela onde ele passara os primeiros 20 anos de sua vida - e uma neblina matinal dava a tudo um ar cinzento, enquanto o homem se lembrava do garoto. Naquela época, ele e os amigos esperavam a manhã inteira pelo fim das aulas, a semana inteira pelo fim de semana, o ano inteiro pelas férias, para estar o máximo possível ali, naquele pequeno pedaço de terra que era o único espaço aberto da rua inteira e que nunca tinha sido grande coisa, mas que era o seu mundo, um espaço diferente de casa, da escola, de todos os outros em que os adultos ditavam as regras. Aquele era um território onde as normas eram conhecidas por todos e zeladas por cada um, um lugar que eles poderiam ter chamado de autônomo, se conhecessem a palavra.
Agora, servia como depósito de lixo para a vizinhança, o canto gramado em que o garoto e os amigos costumavam se sentar pra descansar depois de uma partida atulhado de restos de comida estragada vasculhados pelos animais. O homem olhava da calçada para 20 anos atrás e tentava imaginar o que tinha acontecido com o garoto. Ele sabia, é claro. Adolescência, trabalho, casamento e divórcio. Quando notou que pensava naquele menino como outra pessoa, soube que ele não existia mais. A vida chegou sorrateira, feito um estranho com voz macia pedindo informações, atraindo com doces que se era jovem demais, inocente demais pra recusar.
Aqueles foram bons tempos, com certeza. Entre os jogos de bola, os amigos, o tédio das aulas, a chegada do parque ao bairro a cada seis meses e a presença que parecia eterna dos pais, o garoto poderia acreditar que aquele contentamento tranquilo e constante era o estado natural das coisas. O homem não diria que era infeliz atualmente, apenas que a ideia de felicidade se adaptou à realidade. Tinha um emprego, tinha um filho que via quinzenalmente, tinha saúde e até mesmo saia às vezes, quando não estava muito cansado e algum conhecido o convidava para uma festa de aniversário de casamento ou coisa do tipo.
O garoto só notara que as coisas estavam começando a mudar durante aquela partida, depois do último dia de aula da 8ª série. Tinha sido o dezembro mais quente dos últimos anos, mas o garoto e os amigos não estavam dispostos a deixar passar em branco o fim do ginásio. Eles nem se deram ao trabalho de trocar os uniformes, não iriam mais usá-los, e a bola correu como não fazia há tempos, tão atulhados tinham estado com as provas finais. Não estavam todos ali; alguns estavam saindo com garotos de outras classes, ou já tinham começado uma rotina de estudos para tentar vaga numa escola técnica, ou estavam ocupados com as primeiras namoradas, ou simplesmente tinham perdido o interesse. Aqueles que estavam, porém, jogaram a tarde inteira. O garoto pensara que estavam jogando porque gostavam, porque podiam e porque foi o que sempre fizeram quando estavam juntos. O homem acha que jogaram porque depois de todo o Fundamental juntos estavam indo pra escolas diferentes, porque depois da massa maleável que suas mentes e vontades tinham sido até então, começavam a se solidificar em formas diferentes e sabiam disso, porque estavam crescendo e levaria anos para que aqueles moleques percebessem o quanto isso podia ser traiçoeiro. Quando terminaram o jogo naquele dia já tinha escurecido e a única iluminação do campo eram as lâmpadas dos postes, que começavam a falhar. O garoto se despediu dos amigos naquela noite de modo trivial, do mesmo modo que sempre fizera, e, em algum momento depois daquilo, deu por si como um homem contando os anos que tinham passado. Não se lembrava de outros jogos depois daquele, mal se deu conta de quando deixou de se preocupar com os estudos pra se preocupar com o trabalho – deve ter sido mais ou menos na mesma época em que começaram a jogar lixo no campinho – e às vezes perguntava a algum conhecido da época se ele sabia como estava um ou outro daqueles garotos. Parece que quase todos tinham se mudado ou perdido o contato.
O terreno, porém, continuava ali. Mesmo não morando mais naquela vizinhança, o homem tinha ido até lá no dia em que descobrira que fora reprovado no vestibular, na manhã em que fora demitido do primeiro emprego e alguns dias depois do divórcio. Só pra dar uma passada. Essas vontades de visitar aquele lugar pareciam estar aumentando com o passar dos anos e o homem achava que devia parar com aquilo antes que se tornasse um hábito. Não tinha tempo pra desperdiçar com essas visitas, tinha um trabalho para ir, prestações e uma pensão a pagar, se queria jogar bola devia entrar no clube da empresa e ver se tinha vaga para si no time do setor de contas.
O homem pôs as mãos nos bolsos para protegê-las do frio e começou a andar, deixando para trás o terreno baldio e tomando o caminho do ponto de ônibus. Não costumava pensar no que teria que fazer no serviço, mas sabia que teria bastante trabalho ao decorrer do dia e logo aquela visita seria esquecida. Naquele fim de semana veria o filho, talvez devesse ensiná-lo a jogar bola, se já não soubesse. Por um momento imaginou que deveria falar com ele sobre o garoto, sobre o campinho, sobre aquela tarde de dezembro e sobre acordar assustado como se tivesse ficado dormindo por anos. Achou melhor não. O filho na certa não entenderia, porque também era um garoto e se lhe dissesse algo poderia apenas acelerar o efeito que queria evitar. Não importa a conversa que tivessem, era inevitável, a tarde de dezembro chegaria mais cedo ou mais tarde para ele, então era melhor que ao menos por enquanto ficasse sem saber a quantidade de lixo que as pessoas podem deixar acumular em um campinho abandonado.
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2020.10.03 00:48 johnlennu O porquê da música ser a maior frustração da minha vida

A música sempre fez parte da minha vida, porém só foi fazer parte de mim mais diretamente por volta dos meus 6 ou 7 anos, quando a escola que estudei decidiu proporcionar aulas de flauta doce para crianças (e eu, como qualquer criança em sã consciência, decidi atormentar minha mãe até ela comprar a bendita flauta que guardo até hoje com carinho).
Um pouco antes da minha pré-adolescência foi quando as coisas começaram a tomar o rumo que seguiriam. Fui selecionado junto com alguns outros colegas de flauta para integrar a banda marcial da escola e por ser muito franzino e magro o instrumento ao qual fui designado foi o trompete.
A partir disso foi que se deu minha história de amor e ódio com este magnífico instrumento, a qual culminaria em longos anos de músico e numa certeza irrefutável que aquilo era o que eu queria para a minha vida... Pelo menos era o que eu achava.
No auge dos meus dias de trompetista e faltando alguns meses para a prova do conservatório (que eu tanto almejava desde a infância) eu simplesmente desisti... Não me lembro bem dos motivos que tive, mas lembro que não estava conseguindo evoluir e me achava incapaz de ser aprovado no teste.
No início eu queria apenas uma pausa, mas a minha tal "pausa" foi se prolongando e hoje soma vários anos... De modo geral eu sempre comparo minha desistência a um carro velho quebrando, pois ele não para de uma vez, apenas vai engasgando, engasgando e engasgando até não conseguir mais seguir.
Ironicamente desde o dia que eu parei com os estudos eu ainda toquei duas outras vezes (ambas apenas entre amigos) e na última dessas ocasiões eu acabei conhecendo a pessoa com a qual tive o relacionamento mais abusivo e perturbador da minha vida, o que só contribuiu para deixar a coisa toda mais traumatizante.
Hoje já tendo superado este relacionamento me encontro relativamente bem psicologicamente, mas ainda me sinto incompleto... Sinto que quando a chama de almejar algo tão intensamente se apagou ela levou um pedaço de mim junto.
Nos últimos dias tenho pensado sobre começar a aprender a tocar algo novamente, me veio a mente teclado, gaita, violão, canto ou até mesmo voltar ao trompete quando eu finalmente terminar meu tratamento dentário, porém a insegurança ainda fala mais alto no momento...
Se alguém tiver alguma sugestão eu adoraria escutar.
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2020.10.01 17:36 Lost-Walker As Personas de um Ignorante

É meu primeiro post no reddit, então enfim, me vejo na necessidade de falar um pouco sobre mim (provavelmente por algum egocêntrismo que eu deva ter).

Primeiro, o ignorante que menciono no título sou eu mesmo. Uma frase qu me marcou por uma amiga foi "Você fala como se sempre estivesse certo, bom, na maioria das vezes está mesmo". E primeiro, não, eu não falo e debato sobre os mais diversos assuntos, falo mais sobre o que eu tenho alguma confiança, imagino que seja por isso que eu "esteja certo na maioria das vezes" o que claro não me evita de falar algum absurdo de nível estratosférico. Pessoalmente, quando me convencem que estou errado em algum assunto, inicialmente eu fico mal comigo mesmo, afinal, posso ter induzido uma pessoa ao erro pelos meus posicionamentos, mas ao menos, corrigo o que eu considerava errado e sigo a vida.

Segundo, para a parte seguinte e real do post, recomendo pensar em mim como uma pessoa um pouco psicótica. Não, eu não tenho psicose (creio eu de nenhum grau), mas fica mais fácil assim para você, leitor, entender como minha "imaginação" afeta minha percepção.

Na minha adolescência, eu me considerava uma pessoa bem extrovertida, entratanto, após mudar de escola eu comecei a ter algumas instabilidades internas. Ironicamente, eu sim me adaptei bem a nova escola (mesmo entrando nela quase 2 meses do início do período letivo; mudei por transferência), entretando eu comecei a ter pensamentos mais introvertidos, eu não me sentia se encaixar socialmente mesmo que de forma controvérsia eu era um aluno com algum grau de popularidade (não grande o suficiente para alguma relavância, but anyway) e também por ser considerado um dos alunos mais inteligentes do meu ano (o que se repetia nos anos escolares).

Não nego algumas amizades que fiz, mas se abrir emocionalmente não me era uma prática comum (considere que essa transfêrencia foi no nono ano e conclui meu Ensino Médio naquela escola, ou seja, imagino que tenha alguma influência ter vivido isso na minha adolescência). Então eu comecei a fazer algo que faço até hoje; comecei a "personificar" sentimentos e emoções que eu tinha.

Normalmente eu fazia isso mais para escrever alguma poesia (o que, as relendo hoje eventualmente causa algum constrangimento), mas pessoalmente isso me aliviava um pouco. De forma geral, minhas personificações eram a Alegria, Tristeza, Medo, Orgulho. E a maneira que eu as descrevia era como eu as via, mas sempre foi uma metáfora para como eu as sentia. Um trecho de um deles:
"Onde a Tristeza e a Alegria são Irmãs, a Orgulho é Gatuna, o Medo é Solitário e a Confiança é descrente. A Paciência conversa com todos e a Raiva é Empática"

De maneira que as sinto: Tristeza e Alegria são emoções que eu acabo por desvalorizar quando se tratam de mim, então digo que elas são próximas, se fosse corrigir, diria que elas são irmãs gêmeas, geralmente não me importando muito com o que sinto. Orgulho sendo gatuna (ladrã) por ser um sentimento meu que fica nas entrelinhas, escondido, você pode não ver, mas ele está lá. A Raiva empática, pois nesse estado, costumo ainda me preocupar com as pessoas. Enfim, imagino que da para compreender a ideia. Fato importante eles são diferenciados entre gêrenos (não respeitando a gramática, como pode ver em A Orgulho) e idades.

Atualmente eu tento entrar numa faculdade. Preciso estudar todos os dias (ou ao menos deveria), meus dias normalmente se resumem a isso. Ou estou estudando, ou eventuamente estou, por alguma raiva a mim mesmo, evitando estudar (como está ocorrendo nos últimos 3 dias); mesmo sendo uma fã de animes e mangas não estou acompanhando nada. Mesmo sendo apaixonado por jogos, não tenho um console ou computador (nem mesmo tempo eu teria caso os tivesse). Pessoalmente, não reclamações não ter estar acompanhando esses meus hobbys, mas recentemente ando me sentindo como se estivesse desperdiçando parte da minha vida.

Acho muito difícil eu passar na faculdade que quero esse ano (estudo para ela vai completar dois anos que estudo apenas para ela após ter concluído Ensino Médio). Ano que vem terei excelente chances, mas provavelmente entrarei em alguma faculdade por vontade dos meus pais. Não os culpo por essa preocupação deles da mesma forma que, caso entre em alguma, continuarei estudando para a que eu quero. Minha vida parece lenta. Eu nunca tive um relacionamento com alguém, pessoalmente não vejo problema nisso, mas deve me afetar de alguma forma, visto que a maioria das minhas personificações são do sexo feminino.

Atualmente, "vejo" mais 3 personificações para conversar, sendo a Solidão (aparência infantil, nome Lili, como referência a lilas, sua cor de pele e cor que costuam vestir; único sentimento que dei nome; em tese ela varia um pouco, pois, eventualmente age como solitude), minha amiga imaginária Rose (pronúncia no inglês, adolescente, ela seria alguns meses mais velha que eu; possui como preocupação exclusiva me manter estável, pouco se importando com meus amigos reais desde que esses não causem oscilações nos meus sentimentos) e por fim, a Melancolia (essa é mais recente, pois uma aparência jovem, sendo alguns anos mais velha que eu e eventualmente sedutora)

Sim, há muitas metáforas e o post já está enorme para que eu fique explicando elas. Pensar nessa forma e ver como minhas Personas reagem se portam me ajudam a compreender o que de fato estou sentindo. Atualmente eu me nego a consultar um terapeuta (novamente, por algum egocêntrismo que eu deva ter). Não posso negar o eventualmente vazio ou desmotivação que sinto, mesmo que ester só afetem minha produtividade em casos específicos. Eu as chamo de persona por eventualemente usar alguma delas para conviver socialmente. No geral, dizem que eu sou uma pessoa muito confiável, sei interagir bem e controlar bem uma situação, podendo aprender rápidamente e principalmente sendo uma boa companhia para ouvir desabafos ou dar conselhos. Pessoalmente tenho algumas críticas a minha maneira atual de levar a vida, mas eu diria que atualmente é uma maneria bem mais estável de levar a vida do que não ser assim. Aceito críticas sobre minha forma de ver o mundo, afinal, não acho que eu posso usar tanto isso daqui uns anos.
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2020.09.22 16:00 Triiggerr Tente não ser social awkward

Antes de mais nada desculpa pelo termo em inglês. Eu não sei se existe um nome pra isso em português.
Minha história começa ha 3 anos. No final de 2017 meu cachorro morreu e eu era muito apegado a ele e eu fiquei sem rumo e sem motivo pra continuar vivo. Eu só continuei indo pela minha mãe e pelo meu pai senão eu tinha me matado.
Alguns meses desse estado mental de desistência eu já tinha perdido basicamente toda minha habilidade de socializar e interagia basicamente com 3 amigas na minha sala e não conseguia ter um diálogo com mais ninguém direito.
Até que em abril de 2018 eu conheci uma menina e eu conseguia conversar com ela de verdade e eu me apaixonei por ela e a gente começou a namorar. Eu fiz tudo que eu podia e tudo que eu não podia por ela. Gastei Todo o dinheiro que eu tinha, peguei dinheiro emprestado, paguei no crédito sem saber como q eu ia arrumar dinheiro pra pagar o boleto no final do mês, Briguei com meus pais, parei de conversar com uma menina q ela não gostava, fiz coisas que eu não gostava/não queria. Isso tudo ao longo de 2 anos e meio de relacionamento.
Por mim tava tranquilo por que eu amava ela e as outras coisas não eram tão importantes mesmo. Porém além disso tudo eu também parei de interagir muito com meus amigos quando eu não estava na escola por que eu ficava sempre com ela fazia tudo com ela e etc.
A consequência disso foi que atualmente, depois de formado no ensino médio, eu interagia basicamente só com a minha namorada, conversando muito raramente com meus amigos que são um total de 4 pessoas sendo que a pessoa que converso mais fequente eu falo tipo uma vez a cada 15 dias ou algo assim.
Pulando pra sábado passado minha namorada falou comigo que ela me amava apenas em X circunstâncias, que ela não me apoiaria a fazer tudo que eu achasse correto e que eu só era a prioridade dela a não ser que ... (qualquer coisa que ela decidir). Ela já tinha apresentado esse comportamento antes de priorizar outras pessoas e outras coisa a cima de mim mas eu não ligava por que eu amava ela. Isso que ela falou já me fudeu com todas as forças mas eu não fiz nada só fiquei triste e com raiva.
No domingo ela terminou comigo. Falou que não tava dando certo pra ela a um tempo ja e que achava que era a melhor coisa a se fazer.
Agora vem a explicação do titulo. Tente não ser social awkward. Como eu só conversava com ela e não interagia com mais ninguém direito eu estou completamente desorientado. Meus pais e minha irmã tão me dando uma força daora e eu consegui conversar a respeito com uma amiga minha mas eu simplesmente tô abandonado sozinho no mundo. Por que eu vejo as coisas penso as coisas e quero contar pra alguém mas não tem ninguém pra contar por que eu só conseguia conversar mesmo com ela. Ontem eu tive uma crise de ansiedade que durou tipo a tarde inteira por que eu tava completamente perdido no mundo e na minha vida.
Além disso tudo eu não posso fazer nada que eu gosto o que piora tudo infinitamente. Eu sou músico violonista e pianista e sou programador. Porém no último mês eu tenho tido um problema na mão que acredito ser tendinite que toda vez que eu vou tocar ou mexer no computador minha mão começa com uma dor insuportável (Mas já marquei um fisioterapeuta e vou consultar essa semana ainda). Então nesse momento eu tô sem ninguém pra interagir direito e sem poder tocar ou mexer no computador o que piorou tudo.
O que ta me "segurando no lugar" são meus pais, minha irmã, meu cachorro(que veio pra minha casa ano passado) e a amiga que eu consegui conversar. Mesmo assim eu tô tendo crise de ansiedade e começando a chorar do nada e ficando olhando pra parede pensando que que aconteceu e pensando como que o universo gosta de me fuder por que no último ano tudo deu errado pra mim menos o meu namoro e agora o namoro deu errado também.
A moral da história é não pare de interagir com seus amigos em nenhuma situação. Não baseie toda sua sanidade e paz de espírito em uma pessoa por que a gente nunca sabe o que vai acontecer. Eu queria e acreditei que eu ia casar com ela e a gente ia ter filhos e uma família e ficar juntos pra sempre mas o universo tinha outros planos pra gente.
Tente ao máximo não ser social awkward por que isso doi muito e eu espero que mais ninguém tenha que passar pelo que eu passei ontem.
Desculpa pelo texto gigante eu não consegui falar sobre isso com mais ninguém direito e aqui me pareceu um lugar apropriado.
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2020.09.21 13:50 FlavioKD9 Ultimo desabafo

Bom, essa é a última vez que venho desabafar aqui no reddit, primeiro porque nem eu me aguento mais aqui, e segundo porque eu não aguento mais viver.
Vamos começar com toda razão do problema, eu tenho sido uma pessoa completamente frustrada, não tento mais realizar nada. Até porque o meu real sonho, eu não posso alcançar. Tenho o sonho de trabalhar com música, ser famoso, ter sucesso, poder marcar o meu nome na história da música brasileira. Sonhos de adolescente de 15 anos, eu sei. Só que, não sei cantar bem, não sei tocar um instrumento a nível profissional, não sou bonito, não tenho a voz boa, não sou popular e não sou inteligente. Ou seja, é tudo um sonho que vai viver na minha cabeça me consumindo. Só que eu amo música, eu consumo música como um bêbado consome cachaça, vou dormir, fazendo comida, tomando banho, até pra escolher música eu coloco alguma primeiro pra não ficar em silêncio. Eu tenho tido várias ideias pra letras/clipes de músicas, sigo anotando todas, se não fizer sucesso enquanto estiver vivo, quem sabe alguém acha depois que eu estiver morto, grava e faz sucesso. A vontade de ascender a classe social é outro sonho que não é tão alcançável, queria muito poder não me preocupar com dinheiro e poder ajudar os meus pais e outras pessoas, ou qualquer coisa do tipo.
Segundo ponto é a ansiedade, desde que começou a quarentena (março) eu não saio de casa, eu já não saia normalmente, por ser bastante antissocial. Mas, no fim de semana, sempre ia no Shopping olhar as coisas que queria comprar e não tinha dinheiro. Eu sempre fui uma pessoa ansiosa, mas nunca tinha tido uma crise de ansiedade, durante a quarentena tem dias que tenho 2 ou 3. Sinto palpitação no peito, dores de cabeça, começo a chorar, começo a suar, falta de ar, dormência nas pernas e tensão no corpo todo. E como sempre fui uma pessoa muito solitária, ninguém sabe dessas minhas crises. Nesses últimos dias, tenho sentido uma vontade enorme de cometer suicídio. Simplesmente, vou dormir todos os dias sonhando em não acordar no outro dia. Só que eu não posso ter essa escolha, porque minha mãe se sente sozinha comigo vivo. Eu não escolhi nascer, não escolhi ser uma pessoa sozinha, eu só quero que essa dor que eu sinto no meu coração, como se tivesse uma bola de fogo dentro do meu peito derretendo tudo e prestes a explodir. Queria que meus sonhos se realizassem, mas eu sei que nada nessa vida é como a gente quer. Queria poder ser rico, ter uma vida boa, poder dar uma vida boa para os meus pais, poder ajudar pessoas de alguma forma. Eu não consigo mais ficar na companhia de alguém por muito tempo, porque desde os meus 11 anos (acho) eu sempre fiquei sozinho praticamente o dia inteiro, não tinha irmão, não tinha amigos na escola, sempre foi um problema.
Um outro problema durante essa quarentena problemática do caramba, é que eu me apaixonei por uma mulher famosa, a qual eu acompanho o trabalho dela fazem 9/10 anos. Eu como um adolescente sentia atração por ela. Só que teve um hiato em que eu deixei de acompanhar, e esse ano, eu voltei a ver ela mais frequentemente nas redes sociais e em qualquer lugar. E não é mais atração que eu sinto por ela, é algo mais apaixonado, eu sonho com a gente tomando vinho, com as amigas(os) dela em uma sexta feira, sonho com a gente escrevendo músicas, olhando o pôr do sol numa tarde de domingo, contando histórias um pro outro, se divertindo, aproveitando a vida, ela mudando de cor e tamanho de cabelo o tempo todo, a gente meditando junto. Quando eu fecho os olhos agora, só consigo pensar no sorriso dela, e tudo que eu faria pra manter aquele sorriso no rosto dela pra sempre. Eu nunca a conheci pessoalmente, mas sinto uma ligação entre a gente (eu sei, é bobo e eu preciso de tratamento psicológico urgente). Só que eu acredito na merda do destino, mas também acredito que o destino não vai entregar tudo comigo parado em casa.
Vamos pra outro problema. Ela tem um crush em ninguém mais, ninguém menos que Jaden Smith. E eu não consigo competir com ele, eu sou gordo, feio, tenho mordida aberta (ou seja, meus dentes são fudidos) e tenho uma puta vergonha do meu corpo, e com isso tenho medo de me relacionar.
OBS!!!! Se você não quiser ler sobre meu corpo estranho e meu medo de se relacionar com alguém sexualmente, pule um parágrafo. Obrigado.
Sexta feira vou fazer 22 anos, e eu nunca me relacionei sexualmente com alguém antes, primeiro porque ninguém é louco o suficiente pra fazer isso, segundo porque mesmo que tivesse, eu não aceitaria porque tenho vergonha de lá de baixo também. Primeiro que ele não é grande e é fino, segundo porque como eu sou gordo, e tenho a parte em cima do pênis, gorda também, o que deixa ele menor ainda, terceiro, eu sou mono bola, ou seja, só uma desceu. Tenho medo de me relacionar com alguém, e a pessoa começar a rir na hora ou até fazer alguma coisa pior, sei lá.
Continuando, como começaram essas crises de ansiedade, eu comecei a meditar, e isso tem me ajudado um pouco, mas não dá pra meditar a cada 1 hora. Então tem alguns momentos em que eu fico com a pouca ansiedade, eu consigo relaxar o corpo e a mente. Outra relação com a meditação que tem me ajudado também, é que quando eu vou tomar banho, eu desligo as luzes, e começa a entrar uma luz natural pela janela (não tomo banho durante a noite, porque só tem uma banheiro que fica do lado do quarto dos meus pais, e eu não poderia acender velas nem tomar banho com luz desligada porque eles iam achar que eu estou maluco, não que eu não esteja, mas é meu momento de paz) e eu também coloco uma música pra relaxar. Aquele momento, é o melhor do meu dia, é o momento em que eu fico mais em paz. Nada pode me tirar do sério, meus pensamentos vão embora junto com a sujeira. Só que quando saio, passa uma hora e volta tudo ao normal. Também tem a meditação da caixa infinita, me vejo em uma caixa enorme que eu não consigo ver o fim, só que tem vezes que eu não consigo enxergar nada, é tudo escuro e frio. Tem vezes que é claro como o dia, eu consigo me ver realizando os sonhos que estão na minha cabeça, consigo ver tudo que eu mais queria. Consigo ver o rosto dela dentro da minha cabeça.
É isso, eu não sei mais o que fazer, estou pra fazer 22 anos, já sou frustrado, tenho certeza que nenhum dos meus sonhos vão se realizar, e queria poder ter a livre escolha de morrer. Não é que eu não ame a vida, eu amo demais, eu amo olhar pra lua, amo escutar música, amo sentir o cheiro de pão saindo do forno, amo ver o sorriso da pessoa que eu nunca vou me relacionar, amo meus pais (mesmo sendo problemáticos, o que é normal, porque todos somos), amo o som do mar e a música que a natureza cria.
Eu sinto que faltou muita coisa que eu não escrevi aqui, é que na verdade, minha cabeça tá uma bagunça, são tantos pensamentos, tanta ansiedade. Sei lá, desculpe se alguma coisa ficou confusa, ou sem sentido. Qualquer coisa me avisa aqui que eu tento explicar melhor. E obrigado separar um tempo pra ler essa epopeia enorme. Você é incrível.
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2020.09.20 01:39 Rod-Molina Eu detessto a mimmnha família

Eu tenho 23 anos, vivo com minha mãe e meu irmão, e desde que meu pai nos deixou, minha mãe depositou um monte de expectativas em mim e vive me cobrando, e no geral me trata como propriedade dela, querendo tomar decisões sobre minha vida por mim e tem zero tolerância quando eu demonstro desinteresse em fazer algo por ela; por exemplo, ela me interrompe enquanto estou estudando para fazer algo por ela, e quando ela quer imediatamente, ela tem um acesso de choro se eu não escondo que estou contrariado; sem ironia, um dia, anos atrás, eu estava fazendo um trabalho de faculdade urgente, trabalhava nele umas 4 horas por dia, e um dia em particular ela ficou me interrompendo repetidas vezes para falar um monte de besteiras, aí uma hora eu falei pra mãe que eu não podia falar com ela, por que estava ocupado demais, logo depois ela teve um acesso de choro; eu não insultei nem ergui a voz para ela, mas é só eu demonstrar um pingo de insatisfação com a atitude dela e pronto, ela chora e depois do choro faz um discurso sobre como tratar as pessoas; isso foi anos atrás, mas esse mês aconteceu de novo, dessa vez ela me obrigou a ir numa casa lotérica num sábado quente para pagar contas para ela, por que ela esqueceu de me pedir no meio da semana, quando eu podia pagar pelo meu celular; e uma das contas vencia naquele sábado, então TINHA que ser pago; outra vez me senti contrariado, e outra vez ela chorou e deu discurso. E ano passado ela me forçou a me juntar a um culto por que uma amiga me convidou dizendo ser um “grupo de estudos”, mas na verdade era um culto; eu falei não antes de iri, falei que não queria ir depois de ir, e ela insistiu até eu me dobrar à vontade dela; fiquei meses me contendo de raiva, por que eu queria fazer qualquer coisa além de perder uma tarde inteira meditando e ouvindo coisas holísticas que não tenho um pingo de interesse em aprender.
Meu irmão tem autismo severo, não tem um pingo de autonomia, ele é praticamente uma eterna criança, então de vez em quando eu também tenho que cuidar dele. Eu também tenho autismo, mas mais leve, tanto que só fui diagnosticado aos 18 anos, e foi poro que um colega de ensino médio, também autista, comentou que eu posso ter Asperger, e isso é mais um motivo que eu detesto a minha mãe; meu irmão foi diagnosticado aos 2 anos (eu tinha 4 na época), minha mãe levou ele a 5 pediatras diferentes, para ouvir a mesma coisa, enquanto eu demonstrava sintomas desde que me lembro como pessoa; eu fazia movimentos repetitivos (fazemos isso para nos acalmarmos, para colocar os pensamentos em ordem), andava pra lá e pra cá (ainda faço isso às vezes), etc, e a minha mãe fazia comentários embaraçosos, tipo “pra quê isso?”, ou “não tem nenhuma necessidade de fazer isso!”, e nunca me levou para ser diagnosticado, no máximo me levou a uma psicóloga aos 14 anos por que eu não fazia amigos na escola; eu fui a primeira pessoa com autismo que ela recebeu no divã dela, então a mãe não fez nenhum esforço para eu receber um diagnóstico. Além disso, ela é muito negligente com o meu irmão, há anos ela o deixa usar a internet sem nenhuma restrição ou controle parental enquanto ela trabalha, e o comportamento dele só foi piorando com o passar dos anos, além de que ele não consegue mais separar realidade de ficção; ele vive falando que tem medo dos antigos colegas de escola dele estarem em perigo, por exemplo da Úrsula (a vilã de A Pequena Sereia 2), e não faz nenhum esforço para ele ter uma rotina saudável de sono, então é comum ele dormir enquanto assiste TV na sala ou até passar a noite acordado. Já tentei conversar com ela mil vezes sobre o comportamento dele, mas ela vive negando, dizendo “filho, a fala dele está melhorando, você não pode dizer que ele não está melhorando.”
Quanto ao pai, não tem muito a se falar; ele não esteve presente a maior parte da minha vida (na real ele perdeu a minha adolescência inteira), e nas poucas vezes que eu o vi depois do divórcio, ele prometia visitar mais vezes e me levar em viagens de pai e filho; eu sendo uma criança autista, acreditava em tudo que ele falava. Hoje em dia eu não sinto mais nada por ele, já falei que não o vejo como pai, mas ele insiste em ser mais presente na minha vida, mas, sinceramente, eu não vejo por que eu precisaria de um pai a esse ponto na minha vida.
Eu já tenho um bom emprego e posso morar sozinho, mas eu não conseguiria deixar a minha mãe e meu irmão, primeiro por que ela está muito velha para cuidar dele sozinha, e tem outros problemas de saúde, segundo, eu não conseguiria não me comparar com o meu pai se fizesse isso.
Por último, eu me odeio; virei um cara amargo, não consigo fazer amigos, tenho problemas de raiva (hoje está sob controle, mas já machuquei tanta gente…), e não me permito ficar vulnerável, é como um reflexo que me faz tirar a minha mão do fogo, simplesmente não dá, a menos que eu beba; já cheguei a beber no expediente para ficar mais “de boa” com meus colegas, nada aconteceu comigo mas não fiz de novo.
Eu não quero conselhos, só quero deixar isso registrado em algum lugar, mas não quero que ninguém que me conheça saiba, pra eu não me aborrecer depois. É isso.
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2020.09.17 04:51 alexroll850 Tá difícil continuar com essa palhaçada chamada e vida. [+ Wall]

Tudo virou uma bagunça, ou sempre foi... nem sei mais. Tenho 25 anos e sou pobre e pra completar o pacote sou ferrado mentalmente. Não queria desabafar, mas infelizmente eu não tenho amigos e nem tenho condições de ir a um psicólogo ou coisa parecida. Sem mais delongas, vou tentar colocar pra fora essa "tristeza abstrata" que me come por dentro a mais de uma década.
Sempre fui um cara considerado tímido e de fato sou e me identifico como tal, nos últimos anos eu melhorei bastante nesse quesito, porém percebo que ser extrovertido não é de minha natureza. Minha vida profissional e meu futuro é uma incógnita e as vezes nem penso nisso pra não me frustrar ainda mais. Quando sai da Escola fiquei bem perdido e ficava em casa escutando de meus pais o quanto eu era inútil e "preguiçoso", sentia muita vergonha de mim, por que me senti perdido, não era por maldade... enfim, nunca ninguém me entendeu mesmo e sofri calado como sempre. Fiz alguns cursos técnicos, porém não segui nada, apenas para "fazer algo" e ocupar meu tempo mesmo eu sabendo que aquilo não daria em nada. Esse descaso com minha vida acadêmica me levou ao meu atual emprego onde tenho que lidar com o público mesmo me sentindo desconfortável com tal por um salário mínimo... me sinto extremamente frustrado e amargurado por isso... pra ser sincero nem sei como faço para levantar todas as manhãs.
Nesse emprego há várias pessoas da minha idade ou até mais jovens do que eu e posso ver o quão diferente eu sou das demais pessoas. Não sei se possuo algum tipo de síndrome mental ou coisa assim, porém desconfio que sim... todos esses anos em que me isolei do mundo e preferi ficar em meu mundinho só me alienou e praticamente vivo hoje coisas que em teoria já deveria ter experimentado anteriormente. Pela minha convivência com eles, percebi o quão infantil e atrasado eu sou... tanto minha inteligência emocional como minhas atitudes e meu jeito de me portar... isso é muito frustrante, não sei se estou conseguindo exprimir isso em palavras, mas isso me magoa muito. Certas brincadeiras simples, me deixam profundamente magoado e nem mesmo eu entendo o porque... sou meio que uma aberração.
Enfim, desculpe por não saber me expressar direito, só coloquei o que me veio na cabeça, tem mais se eu vasculhar minhas tristezas... mas por hora é isso.
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2020.09.17 03:30 xfpj Desabafo

Oi
Eu não queria escrever aqui porque quando nós falamos ou escrevemos no caso, parece que as coisas se tornam mais reais do que nunca, e coisas reais e mundo real é algo que eu ando fugindo desde 2019. Sinceramente eu me sinto parada, alguém que não tem perspectivas ou que se quer tem sentimentos, o ano passado foi um ano de grandes mudanças, mudei de casa, de escola e meus pais se separaram, precisei deixar um curso que eu gostava muito e focar em ajudar minha mãe em casa, nunca tive muito incentivo nem animação pra nada do que eu fazia da parte do meus familiares, a não ser minha própria animação, sempre ouvi comentários negativos e até desmotivadores do tipo "você só passou nesse curso por que a concorrência era baixa" ou quando eu pensava em começar um estágio com o ensino médio ouvia que eu não deveria trabalhar e sim estudar e muitas outras proibições, bom fiz o último ano do ensino médio ano passado completamente deprimida, mal ia pra escola e quando eu ia era sempre isolada de todas as outras pessoas (eu era a que passava o intervalo no banheirokkkk) e eu tenho consciência de que toda a minha falta de interesse na vida, na escola e em todas as coisas no ano passado viria ter uma consequência nesse ano. Em Janeiro eu percebi que precisava ter um rumo na vida sabe, fazer alguma coisa, estudar ou trabalhar ou qualquer coisa que me tirasse de casa e me fizesse ter vontade de levantar da cama, e é claro que a pressão pós ensino médio pesou em mim e que eu fiquei pilhada nisso. Apesar de muita tristeza acumulada, falta de vontade e tantos outros sentimentos ruins dentro de mim eu via coisas boas pra esse ano e esperança de que eu poderia sair dessa vida de odiar viver, mas aí veio a pandemia ;-; e todo o planejamento e a motivação que eu tinha se perderam como areia nas minhas mãos, claro que eu não fiquei parada, continuei estudando remotamente pro vestibular, e fiz dois cursos livres, sigo procurando um emprego, eu sinto a cobrança em casa para que eu faça algo da vida, porém eu sinto uma cobrança maior ainda dá minha própria pessoa, dentro da minha cabeça eu sou uma pessoa completamente inútil, que não sabe fazer nada, não tem sonhos, propósitos e nem perspectivas. Eu sinto que eu nunca vou conseguir fazer nada de bom, que eu nunca vou acrescentar ao mundo e as pessoas ao meu redor e também que tudo que eu faço não é nada ou que consequentemente não resulta em nada, e talvez seja um pensamento exagerado como um amigo já me disse uma vez mas mesmo eu lutando contra esses pensamentos negativos sobre eu mesma, é inevitável não me sentir constantemente mal com isso. Eu penso as vezes que seria muito mais fácil não viver pra ter que lidar com todos os meus medos e inseguranças, mas é claro que eu ainda prezo pela minha vida só que tem dias que não sei se vale mesmo a pena
Obrigada por me ouvir.
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2020.09.15 22:25 Yog-Shoghoth Tenho medo de conversar com pessoas

Desculpa o texto longo
Desde pequeno sou uma pessoa muito insegura, sempre sofri com bullying, seja verbal ou físico, de dentro e fora de casa, porém, nos últimos 2 anos, sinto que minha vida melhorou, hoje moro apenas com a minha mãe e estudo em uma escola bacana porém, ainda tem algo que me aflige.
Em todas as escolas que estudei nunca fui o garoto popular, sempre me sentei na frente e fiquei sozinho no intervalo, conhecia as pessoas porque elas vinham falar comigo para saber quem eu era, porém eu sempre gaguejava e morria de vergonha, ficava de touca longe de todo mundo lendo ( hábito que sempre tive muito por influência da minha mãe )
Porém, as pessoas que eu menos conseguia conversar eram garotas. Tipo, conseguia conversar tranquilamente com adultos, e com o tempo, aprendi a perceber sobre que assuntos eram mais fáceis de conversar com garotos, porém sempre tive problema com o sexo feminino. E, nesse últimos anos, as coisas melhoraram e pioraram.
Hoje estudo em uma escola em que não sofro bullying, fico um pouco mais tranquilo e tenho uns colegas legais, mas no começo do ano comecei a gostar de uma garota, a quem chamarei de N1. N1 era uma garota legal, que tinha gostos muito parecidos e a conheci por um amigo em comum porém no meio do ano, ela começou a namorar com um garoto e parou de falar comigo ( coisa que me deixou bem mal ) e eles ficavam se pegando no meio da sala de aula, o que me deixava meio incomodado, porém as coisas ainda pioraram.
Durante esse meio do ano ao qual fiquei mal, comecei a gostar de uma garota a qual chamarei de N2, bonita e popular, mas que sempre me tratou bem e me chamava de amigo, e, durante esses outros 6 meses, me apaixonei por ela, passava todas as aulas querendo fazer ela rir, contava piadas ( sempre fui péssimo nisso), ouvia como tinha sido o dia dela e sempre me preocupava com ela, uma das coisas que mais gostava de fazer era cheirar o cabelo dela, principalmente nos dias que ela o lavava, chegando ao nível de adivinhar quando ela o lavava e qual shampoo ela usou, chegava em casa e só ficava pensando/falando dela, e vivia pensando no seu sorriso.
No final de 2019/2020 eu mandei uma mensagem para ela me declarando ( coisa que foi um grande erro, visto que eu não conseguia falar isso para ela ao vivo ) e ela me respondeu dizendo que gostava de mim como amigo e que se desculpava se tivesse me feito mal ( pois ela se abria muito comigo e contava se tinha ficado com alguém ou estava gostando de alguém ) respondi para ela não se preocupar e beleza.
2 semanas depois ela começou a namorar com um garoto que ela tinha conhecido a 1 mês atrás, e no dia do seu aniversário, acabei não indo pois tinha medo de chegar lá e ver ela com ele, então acabei ficando em casa, triste. Quando nos voltamos as aulas, ela começou a ter uma mania de me contar sobre o seu relacionamento, desde as coisas que ele falava para ela até fotos dele, e, eu acabava não reclamando pois me sentia feliz dela me considerar amigo o suficiente para falar sobre essas coisas, porém isso me machucava muito, me deixava se sentindo um lixo. Cerca de dois meses depois eles terminaram ( ele traiu ela ) e, agora na pandemia, sinto que perdi o contato que tinha com ela, tenho vergonha/medo de falar com ela, e sinto saudades de ouvir sua voz, ver o seu rosto.
Me sinto um lixo por ter estragado a nossa amizade e me sinto o garoto mais bosta do mundo. Fico sempre pensando que sou um merda, o pior homem do mundo, que nunca vai conseguir ser ninguém pois é um covarde e fraco. Tenho uma mãe legal com quem consigo conversar, porém não consigo me abrir sobre essas inseguranças. Sinto como se eu fosse o único que não consegue ter alguém, seja um amigo ou namorada, e, sempre vi sobre esse esteriótipo de homem perfeito, que não chora nem sofre, e é um ombro amigo para as pessoas e, não consigo ser assim, muitas vezes deito em posição fetal e choro me sentindo um lixo, ou tento ficar jogando/lendo para esquecer minhas fraquezas. Nunca me considerei um garoto bonito, e, quando criança, não gostava de escovar os dentes, o que me fez ter 6 dentes estragados e 1 torto, agora tenho medo de beijar alguém, quanto mais sorrir, sinto vergonha de falar próximo das pessoas, estava indo ao dentista, porém com essa pandemia acabei parando.
Bom, esse é meu desabafo, e desculpe esse final ficar meio nice guy.
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2020.09.14 17:11 leavemeplease1 Lidando com o niilismo

As vezes me pego pensando na hora que as coisas vão fazer sentido, tipo, tudo sabe? o sentido de estudar, trabalhar, aguentar as merdas do dia ou do porquê ler algo, e eu começo a achar que nada nunca vai fazer sentido e tudo isso acaba sendo inútil, e eu to nessa a anos..eu realmente tentei procurar o sentido, procurei por Deus mas, desde os meu 7 anos eu não consigo acreditar em Deus, já que ele nunca me respondia quando perguntava do meu pai, então faz tipo, 9 anos que a vida em si não tem sentido ao meus olhos e o'que me faz sair da cama às vezes é um objetivo que eu tento alcançar, nem é nada muito complicado, é mais tipo: chegar na escola antes do sinal ou comer 3 torradas sabe?
Esses dias eu vi um garoto perguntando aki como as pessoas conseguiam viver com o niilismo, e to pensando muito nisso desde então, e eu nao sei como viver com essa merda toda ainda, porque não ver motivo nas coisas é uma merda, e acredite em mim quando digo que não consigo acreditar em deus, eu realmente queria enfiar a cabeça na religião e acreditar que Deus tem um objetivo pra mim, seria tao mais facil, so que nao vai
sobre como conviver com o niilismo...é só isso sabe? viver não tem muito oque fazer, nao tem um macete que faça vencer esse “boss” e se ajuda Albert Camus um absurdista, acredita que há 3 modos de lidar com o niilismo, 1 fingir que existe significado, 2 acabar com a própria vida, 3 a revolta, eu , ateia não funcionaria a primeira, então eu me revolto. se a vida não tem sentido o propósito, não existe arrependimento e o passado nem o futuro importa mais, viva seus dias como se fosse o último, se declare, ame e deixe ir e eu sei que quem me conhece sabe que eu falo muito isso, as vezes, é pra ser assim
é tudo sobre curtir o momento, o momento que a musica tem um som maneiro ou quando voce ta deitado e voce e a pessoa que ama ficam se encarando, ou quando voce e seu amigo cantam juntos, ou um beijo de segundos que nao vai esquecer tao facil, pode ate ser sobre um personagem 2d que sorri e voce sorri automaticamente pelo simples fato de "eu amo ele demais" é tudo sobre pequenas coisas.
eu sei que o texto parece confuso, é pra ser, e perdão por isso, tô só querendo entender as coisas melhor e achar alguem que entenda isso já, mas sinceramente nao sei qual a resposta que eu quero ter
me de uma força se quiser no meu insta de arte pq é isso que eu faço da minha vida eu.quero.ser.artista , um dia eu trampo com isso quem sabe, só segue se gostar do que ver e tudo bem se nao gostar
obrigado por ler isso mesmo sendo confuso e mal escrito, so to...sabe? eu atualmente sou a Umme, e eu me despeço aqui, adeus meu caro primata evoluido
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2020.09.14 13:44 JustCallMeLyraM8 GT DA BROTHERAGEM

GT DA BROTHERAGEM
/cc/
>eu tenho um amigo bem próximo
>amigo não
>ele é tipo um irmão
>amo aquele filho da puta
>vamos chamar ele de Maicão
>nos conhecemos no jardim da infância
>dividíamos o todynho e o biscoito passatempo no recreio
>bolachaéocaraio.mp3
>estudamos na mesma turma até a quinta série quando os pais dele se mudaram pra longe da escola
>ele continuava morando na mesma cidade, mas tava numa escola diferente
>ainda assim nos víamos todos os fins de semana
>nossas famílias se tornaram amigas também
>tudo era um mar de rosas até o final de 2004
>ano 2005
>entra uma aluna nova na minha turma
>o nome dela era Thais
>lembro como se fosse ontem do momento em que ela entrou na sala
>tudo parecia ter ficado em câmera lenta
>o sol batia nela
>o ventilador soprou seus cabelos
>ela marchava como uma égua manga larga do trote formoso
>paudureci naquele exato momento
>o foda é que eu tava em pé naquela hora e a primeira aula era de educação física
>short.gif
>todo mundo da sala começa a rir de mim e a gritar
>me chamaram de pau retrátil porque foi só a menina aparecer que ele subiu
>morri de vergonha naquela hora
>sentei na cadeira e pus a mochila no meu colo
>eu só queria sumir
>até a professora riu
>mas a Thais não
>ela sentou atrás de mim e disse pra eu não ligar pra eles e que eu ficava lindo com vergonha
>caraio vei não pude acreditar
>eu era tão tímido que pedi pra ir no banheiro na mesma hora e fiquei trancado lá até a hora do recreio
>quando o recreio chegou eu pus o dedo na goela na frente da sala dos professores
>acho que vomitei até meu intestino naquela hora
>comecei a dizer que tava passando mal
>os professores me liberaram da escola e fui pra casa mais cedo
>chego em casa e passo a tarde toda tendo fantasias masturbatórias com a Thais
>eu era tão beta quanto aqueles peixes de briga
>quando a noite chega eu corro pra casa do Maicão
>conto tudo pra ele feliz da vida
>Maicão fica feliz por mim
>brodagem.rar
>segue o jogo
>durante o resto do ano eu iria me aproximar cada vez mais da Thais e me afastar cada vez do Maicão
>ele dizia que ela tava me afastando dele mas eu discordava
>dizia que era coisa da cabeça dele
>o tempo passa
>a Thais é promovida à pitanguinha e a distância entre mim e meu brother ia aumentando cada vez mais
>um dia briguei feio com o Maicão quando ele disse que ela tava cmg só por conta do meu dinheiro
>eu não era rico, mas da escola eu era o mais bem de vida
>meu pai era o único que não tava preso e não trabalhava com drogas
>minha mãe não trabalhava na zona
>zoas ela trabalhava sim
>ela agenciava a tua mãe, aquela puta boqueteira
>zoas de novo, minha mãe era artista plástica
>um dia eu acabo falando pra Thais que o Maicão tava se sentindo escanteado
>ela começa a me dizer que era inveja do nosso relacionamento e que ele só queria nos separar
>acabo dando ouvidos a ela e brigando feio com ele
>putaquepariuqueburrice
>nunca devia ter dado ouvidos à ela
>foco no gt
>paro de falar com o Maicão e cada vez mais me entrego pra a Thais
>toda semana era cinema
>lanche na Mc Donald’s
>roupa na Marisa
>minha mesada começou a ser exclusivamente dela
>um belo dia recebo uma mensagem do Maicão dizendo que a Thais tava me traindo
>respondi mandando ele tomar no cu
>ja faziam uns 5 meses que eu não falava com ele e do nothing ele vinha com um papo desses
>ele disse que eu devia ficar atento aos sinais
>não dou a foda pro que ele diz e continuo o namoro
>na semana seguinte vejo ela com uma marca roxa no pescoço
>ela diz que tinha caído da escada
>eu disse que acreditei mas fiquei desconfiado
>nada me tirava da cabeça oq o Maicão tinha me dito
>procuro ele e conto oq aconteceu
>diferente de mim ele não era um filho da puta
>Maicão me ove e depois me conta tudo que sabia
>a Thais tinha vindo da escola em que ele estudava
>ela era conhecida como viúva negra na escola
>ela se prendia à um macho e sugava tudo dele até ele não ter mais nada
>sim, ela tmb sugava o pau
>não, ela não tinha sugado o meu ainda
>Maicão continua a história dizendo que tinha visto ela saindo da casa de um carinha que morava no mesmo bairro dele
>até aí não vi nada demais
>mas ele me disse que ela tinha dado um beijo na boca do cara na saída e quando virou de costas o cara deu um tapa na bunda dela
>ÉOQ?!
>aquela vadia não tinha nem sequer me deixado pegar na bunda dela ainda
>dizia que era só depois do casamento
>eu era beta betoso full +15
>ela me levava pra igreja todo domingo
>acreditava nela sem questionar
>caio no choro e o Maicão me consolou
>disse que eu não tava sendo um bom amigo mas que ele nunca deixou de me ter como irmão
>bolamos desmascarar ela juntos
>ela ia pra casa dele toda sexta de noite
>realizo que era a hora que a mãe dela saía de casa pra ir pro culto de oração da igreja
>caraio_como_sou_burro.jpeg
>chifre.rar
>no dia seguinte falo com a Thais como se nada tivesse acontecido
>ela diz que me ama
>digo que amo ela tmb
>caraio, eu queria matar ela ali naquela hora
>mas amava aquela desgraçada
>feelsbad.png
>sexta feira
>19h
>tava com o Maicão escondido na rua da casa dela
>avistamos a mãe dela saindo de casa
>corremos pra mãe e contamos a história
>mãe não acredita, mas topa ir com agnt até a casa do talarico
>19:30h
>Thais sai de casa com um short enfiado no cu
>pqp pra quê enfiar tanto ssaporra?
>tava tão fundo que ela devia ta sentindo do gosto dele
>seguimos ela de longe
>a vadia entra na casa do moleque
>nessa hora a mãe dela já queria matar ela, mas eu fiz ela esperar
>entrei dando um chutão na porta da frente
>queria pegar ela com a boca na botija
>e consegui
>infelizmente a botija em questão era a rola do cara
>ela tava engolindo o pau daquele moleque com uma facilidade absurda
>nem sua mãe consegue engolir minha piroca tão fácil
>foco no gt
>Thais leva um susto tão grande na hora que morde o pau do cara
>num ato reflexo por conta da dor o cara da um murro na cara de Thais
>ela cai no chão
>a mãe dela comeca a bater nela com uma havaianas e depois começa a arrastar ela pelos cabelos pra fora de casa
>a Thais é arrastada pela rua até chegar em casa
>racho o bico com a cena como mil hienas comemorando a morte do Mufasa
>peço perdão pro Maicão pela cagada que fiz
>Maicão diz que fui um idiota, mas que era o irmão dele e que nada iria nos separar
>dois dias depois Thais chega na escola toda roxa
>tinha apanhado tanto que o conselho tutelar tirou a guarda dela da mãe
>ela chega perto e diz que quer falar CMG
>ignoro
>ela me puxa pelo braço, olha no meu olho e diz:
>como vc descobriu?
>digo que o Maicão me contou tudo
>ela diz que vai pra um orfanato hoje. Só foi na escola buscar sua transferência.
>Kkkkkjkkjjjk
>ela diz que eu posso rir agora, mas quem ri por último ri melhor. Disse também que nunca iria esquecer aquilo e que o Maicão iria pagar por ser x9
>puxo meu braço, dou as costas e vou embora
>ano 2016
>terminei a escola e faço faculdade
>Maicão faz o mesmo curso que eu e estudamos na mesma turma novamente
>full brothers +15
>desde o episódio com a Thais nunca mais tínhamos brigado
>trabalhávamos, tínhamos nossa independência
>tudo ia bem até recebermos o convite para uma festa que rolaria naquela noite
>eu e o Maicão dividiamos o apartamento agora
>o convite veio por baixo da porta dentro de um envelope
>open_bar.jpeg
>o envelope vinha com 2 pulseiras
>as pulseiras davam acesso à área vip da festa onde rolaria os alcoolismo
>ficamos relutante por um momento até abrirmos a carta
>a carta tava endereçada à mim e ao Maicão
>era uma letra de mulher
>não tinha muita informação só dizia que não deviamos perder a festa por nada e que lá tudo seria explicado
>não tinhamos nada à fazer então topamos
>22h
>party.time.jpeg
>logo de cara fomos recebidos por duas loiras peitudas que estavam de camisa branca
>ambas estavam dançando na entrada da festa enquanto se molhavam com uma mangueira
>séélococuzão.rar
>a festa tinha uma proporção de 4 depósitos para cada homem
>a cada dois homens, um era gay
>era tipo o plenário da câmara dos deputados só que ao contrário
>quando entramos no salão principal todo mundo virou pra a gente
>tipo aquela cena do universidade monstro
>as depósitos cochichavam entre elas
>pensamos que tinha algo errado conosco mas a vdd é que éramos os caras mais lindos dali
>na vdd nem éramos isso tudo, mas tínhamos rola e éramos heterossexuais
>feelsalpha.png
>fomos andando até a área vip
>a decoração da festa era cheia de fotos de uma depósito
>era uma ruiva 10/10
>a festa devia ser dela
>tive a impressão que ja tinha visto ela em algum lugar
>áreavip.gif
>a área vip era lotada de bebidas
>não tinha uma depósito abaixo de 8/10
>no buffet tinha camarão e lagosta
>mano do céu era a festa mais foda que eu ja tinha ido
>quando olho pro lado ta o Maicão atracado com uma mina
>dois minutos depois a mina larga ele e agarra outra mina
>ÉOQ?!
>aquilo tava parecendo um bacanal grego
>uma coisa no entanto me incomodava
>quem teria nos convidado?
>avisto a anfitriã da festa, aquela ruiva 10/10
>ela se aproxima de mim lentamente
>mano do céu, paudureci na hora
>só conseguia imaginar eu enfiando o pau tão fundo nela que quando eu terminasse ia ta na camada do pré-sal
>a calça aperta e ela percebe que estou preparado para o abate
>fico sem graça e tento disfarçar
>ela vem por trás de mim, ri e diz que eu fico lindo com vergonha
>gelei na hora
>caraio, era a Thais - pensei
>pergunto se ela era a Thais
>ela ri e me chama de idiota.
>diz que seu nome é Raquel
>caraio, ela nao tinha nada a ver com a Thais
>errei feio, errei rude
>pensei que tivesse estragado minha chance
>raciocinando com a destreza de um crackudo na fissura e digo:
>é porque thaislinda com essa roupa
>ela ri, eu rio, segue o jogo
>nessas horas eu nem sabia mais que existia um Maicão
>só pensava em mergulhar naquelas tetas magníficas
>na boa, se ela fosse minha mãe eu mamaria até hj
>quando olho pro lado o Maicão tava agarrado com duas ao mesmo tempo
>bodyshot.gif
>caraio o Maicão tava levando uma surra de peito na cara enquanto bebia e eu no 0x0
>me aproximo da ruiva já na maldade
>ela chega do meu lado
>põe a mão no meu ombro e fala na minha orelha direita:
>quem é esse teu amigo?
>poooooooooooorra.mp3
>o moleque ja tinha catado duas e agora ia catar a ruiva
>tive vontade de mandar ela se fuder, mas ele era meu brother, não podia prejudicar ele
>nenhuma depósito ficaria entre nós
>não deu nem 10 minutos do momento que disse o nome dele pra ela e ela ja tava agarrada nele
>a ruiva chupava a língua dele como se fosse o último picolé do verão
>avisto uma depósito 9/10 dançando sozinha
>penso em me aproximar, mas antes que eu chegue a ruiva puxa ela e põe na roda com o Maicão
>ja não entendia mais nada
>eu sempre pegava as depósitos +/10 do que ele e agora ele tava numa orgia de bocas e eu sem nada
>começo a beber
>realizo que ta na hora de baixar as expectativas
>avisto uma ananzinha 5/5 escorada no balcão
>me aproximo dela e pergunto se o pai dela era padeiro
>ela pergunta se era pq ela era um sonho
>eu digo que era pq eu queria comer a rosca dela
>sério que anã rabuda do carai
>a anã me dá um tapão e sai de perto
>vsf que festa merda do carai
>comecei a beber descontroladamente pra compensar a frustração
>dou em cima da garçonete
>a garçonete era uma trans
>ela me esnoba e vai embora
>vômito.rar
>caraio nem a mulher com rola me quis
>decido que hoje não é meu dia e que ta na hora de voltar pra casa
>procuro o Maicão pra ir embora cmg
>vejo ele entrando no carro com duas 1,5 depósitos
>pensei que ele tivesse indo pra um motel ou algo do tipo
>ele tava de mãos dadas com a ruiva e com a anã 5/5
>a ruiva olha pra mim, da uma risada e depois um xauzinho
>caraio que raiva daquela ruiva
>me esnobou e agora vai dar pro meu brother
>faço sinal pro Maicão que vou embora
>ele grita “Oklahoma”
>era nosso sinal secreto
>significava que ele ia realizar o ato de socação intra uterina e que eu não deveria incomoda-lo
>entendo o recado, dou meia volta e volto pra casa
>chegando em casa
>tudo girava por conta do álcool
>brinco um pouco com o o Visconde de Sabugosa até ele cuspir
>durmo
>no dia seguinte acordo com dor de cabeça, deitado no sofá
>percebo que tinham 537272717 chamadas não atendidas no meu celular
>todas do Maicão
>imagino todas as desgraças do mundo
>comeco a ligar de volta mas ele nao atende
>recebo uma ligação de um número desconhecido no meu celular
>é uma mulher
>ela ria descontroladamente
>disse que estava na festa o tempo todo me observando
>pergunta se a noite foi boa e se eu peguei alguém
>mando ela tomar no cu e digo que peguei a mãe dela
>ela racha o bico e diz que é impossível pq a mãe dela foi a primeira a pagar oq devia
>gelei na hora
>reconheci a voz
>era a Thais
>ela começa a contar seu plano do mal
>diz que foi parar num orfanato depois daquele episódio
>que apanhou muito da família onde foi parar mas a família era podre de rica
>a família produzia festas tipo o tomorrowland
>viajaram pra fora do país e levaram ela junto
>disse que por muito tempo quis se vingar mas a família não dava a foda
>dois meses atrás a família tinha morrido num acidente de carro e ela ficou como única herdeira
>ela pôs como meta de vida concluir a vingança que passou anos arquitetando
>disse que a festa foi planejada por ela
>que todas as depósitos da área vip foram contratadas por ela baseadas no meu tipo de mulher
>pergunta como me senti não pegando ngm e vendo o meu “amiguinho” catando todas
>respondo que a vingança dela era uma merda e que tava feliz pelo meu brother
>ela racha o bico e diz que a vingança dela não era me deixar sem pegar ngm
>ela queria se vingar dele por ele ter dedurado ela
>pergunto qual vingança há em encher a rola dele de depósito
>você verá - ela me disse
>desligo o espertofone e percebo que chegou uma mensagem do Maicão no oqueapp
>faz uma semana que o Maicão toma mais coquetel que o Amaury Jr.
pica relatada da mensagem
https://preview.redd.it/9o5g9y8ep3n51.jpg?width=1080&format=pjpg&auto=webp&s=3dbefd7c59d10e7b40b9168ddac79176762f8591
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2020.09.12 01:27 sheisice Crise existencial? Qual o sentido da vida?

Estou a escrever este desabafo novamente porque ontem o apaguei sem querer. Há uns dois dias sai com duas amigas minhas e antes que digam que não respeitei a quarentena, moro em Portugal, onde a quarentena acabou há meses. Continuando...
A maioria dos meus amigos já trabalha ou estuda na faculdade enquanto que eu, por ter 'acabado' a escola mais tarde, não faço nem um nem outro. Pretendo começar a trabalhar ainda este ano mas esse não é o tema deste desabafo. É frustrante para mim saber que não posso compartilhar experiências parecidas com as dos meus amigos pois parece que estamos em fases diferentes de vida mesmo com a mesma idade. Sei que este ano não vou poder entrar na faculdade e que provavelmente no próximo ano será a mesma coisa mas mesmo que entrasse, acho que a faculdade já não teria o mesmo significado para mim como antes. E sim, eu sei que a vida não se resume em fazer um curso, trabalhar para construir uma família, apesar da nossa sociedade ver isso como o básico para uma pessoa ser minimamente feliz.
Então quando saí com as minhas amigas, o que deveria ser um encontro alegre tornou-se sufocante.
Elas as duas estudam o mesmo curso mas em faculdades diferentes, ambas acabaram o primeiro ano e claro que ficaram muito entusiasmadas em compartilhar isso comigo. Eu fiquei feliz por elas. No entanto, 90% da conversa que tivemos foi sobre o curso delas(não estou a brincar quando digo isso) e foi ai que comecei a desejar voltar para casa. Não queria sentir inveja ou algo do tipo mas também não queria ficar aquele tempo todo a falar só de faculdade quando elas mesmas estavam de férias! Eu pedi para falarmos de outros temas além do curso delas e elas concordaram. Falamos um pouco sobre o que cada uma fez durante estes meses e claro que elas tinham novidades para contar (namoro, passeios, a vida dos nossos amigos, etc) enquanto que eu não tinha nada de emocionante para contar pois passei praticamente estes meses em casa, mesmo quando a quarentena acabou aqui em Portugal.
A conversa continuou e uma das minhas amigas que tem o costume de interromper a conversa para falar dela mesma, não parava de nos interromper. Tivemos até que lhe explicar que ela estava a interromper e ela pediu desculpa. Ela costuma fazer isso mas não o faz com arrogância, apenas fica muito entusiasmada. Todos temos defeitos, né? Então quando essa minha amiga recebeu uma chamada, a minha outra amiga começou a falar comigo e foi ai que eu comecei verdadeiramente a falar, sem frases soltas ou monossílabos. Até a minha amiga comentou isso, que enquanto a outra falava por chamada, eu comecei a falar.
Durante a conversa, comentei sobre ter pensado no verdadeiro sentido da vida pois passei estes meses a me questionar muito sobre isso. E quando elas me perguntaram qual era o sentido da vida para mim eu respondi algo como "O sentido da vida para mim? Acho que é sobreviver!". A frase soou deprimente pois as repostas delas em relação à pergunta foram muito mais interessantes e cheias de sonhos como "acabar a faculdade ou marcar a diferença ajudando alguém e bla bla". E mais uma vez senti-me uma idiota.
Elas voltaram a puxar o assunto faculdade, começaram a falar sobre as matérias do curso que eu não entendia nada mas sorria e fingia adorar ouvir tudo. Elas se aperceberam que estavam a falar demais sobre isso e pediram-me desculpas mas sempre voltavam para o mesmo. Algumas vezes ainda tentavam que eu falasse sobre outras coisas mas eu não tinha nada de interessante para dizer. Comecei a desejar que o dia acabasse logo e felizmente uma delas disse que tinha que ir para casa e eu aproveitei para também sair dali.
Quando cheguei a casa chorei. Sentia-me uma falhada e vazia por dentro. Percebi que a minha vida está parada, fechada numa bolha, porque eu não faço nada para mudar isso, simplesmente fico no conformismo. Quero emoção, algo novo na minha vida mas estou cansada de viver. Quero pessoas verdadeiramente interessadas em me conhecer profundamente pois sinto que a maioria que me cerca não quer saber de mim de verdade, talvez me achem muito burra ou apenas apagada...Mas como posso querer que me conheçam profundamente quando nem eu faço esse esforço por mim mesma? Será que devo mesmo me esforçar mesmo sabendo que não valerá mais a pena pois vou morrer um dia?
E não, não me vou suicidar. Apenas estou cansada. Sinto que a vida não tem significado. Fazer x cursos, ser dono de uma empresa ou construir uma família. Tudo isso um dia vai acabar quando a morte chegar e eu só quero que ela chegue. Sei que estou numa crise existencial a encaminhar para uma depressão. Sei também que este texto ridículo não me vai levar a lado nenhum mas estou cansada. Só quero perceber o sentido de colocar vida na terra para depois sofrermos. Pessoas vivem com a dor e falta de itens básicos na vida enquanto que eu, com os pais vivos, um teto e amigos, sinto-me vazia, estranha...
Qual seria o sentido da vida se não sobreviver? Os últimos meses foram intensos para todos nós e isso só me fez ver que não tem necessidade nenhuma estarmos vivos. As pessoas sofrem, uns mais que outras. É inevitável. Estou cansada de ver tanto sofrimento para depois saber que vamos todos morrer.
O mais engraçado nisto tudo é que eu faço parte daquele grupinho de pessoas que acredita em vidas passadas (sim, não me julguem). Então, sendo eu uma pessoa que acredita no reencarne e desencarne, devia saber que a vida apesar de efêmera, terá continuidade noutra vida e que não estamos aqui nesta vida por acaso. Só que ultimamente esse pensamento criou-me mais incertezas do que certezas. Porque se de facto vidas passadas existem, eu não quero reencarnar novamente. A vida já é tão exaustiva para reencarnar novamente...
É isso. Eu não quero tirar a minha vida, apenas quero que a vida me tire dela.
Enfim, obrigada se chegaram até aqui. Peço desculpas pelo desabafo cheio de contradições e erros ortográficos. Se quiserem dizer algo, fiquem à vontade!
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