Estou pronto para o meu primeiro relacionamento

Você conhece MoneyGuru?

2020.11.26 01:41 Designer_Drawing Você conhece MoneyGuru?

O que é MoneyGuru?
Por meio de extenuantes horas de pesquisa, posso dizer que o MoneyGuru é um " recebedor de pagamento". Se você não sabe o que é um GPT, não sei onde você esteve. Mas basicamente, você é pago para fazer as coisas. Bastante autoexplicativo. Você é pago para compartilhar e espalhar sua influência e para realizar tarefas. Você é pago para revisar anúncios. Trabalho muito simples aqui.
Como afirmei anteriormente, MoneyGuru é uma rede de afiliados. Basicamente, o que eles fazem é dar a você uma certa quantia de dinheiro para cada pessoa que você convida para seu site e também para qualquer pessoa que clicar em seu link.
A forma como funciona é que basicamente você ajuda a trazer tráfego da web para seu site, o que chama a atenção dos anunciantes. Eles pagam com base na atenção que você lhes deu.
Além disso, o MoneyGuru permite outra maneira de ganhar dinheiro, você pode ganhar dinheiro completando tarefas e ofertas, como pesquisas rápidas de 2 minutos. Para cada tarefa que você completa, você é pago de acordo. Parece bom demais para ser verdade, mas analisaremos mais a fundo.
MoneyGuru foi estabelecido há anos, então eles têm um histórico estabelecido no jogo. Eles sabem o que fazer e como fazer com que você seja pago por sua influência. Eles foram estabelecidos em Londres e têm uma página inteira “sobre nós” se você quiser ler mais sobre isso.
MoneyGuru também possui uma página de termos e uma política de privacidade, mostrando sinais de uma empresa real.
Para ser honesto, era cético em relação ao MoneyGuru, com razão. Já fui enganado tantas vezes por sites que afirmam fazer o mesmo que o MoneyGuru. É como um coração partido. Uma vez que você fica com o coração partido, começa a duvidar dos relacionamentos. MoneyGuru restabeleceu minha confiança, e sou eternamente grato por isso. Deixe-me dizer-lhe como.
Como funciona o MoneyGuru?
Fora isso, gostei muito da produção do site deles. Os gráficos são atraentes e se adaptam bem à interface do usuário. Aspectos esteticamente agradáveis ​​permitem fácil navegação e compreensão. Além disso, na página principal, eles têm uma calculadora que você pode usar para estimar quanto vale sua presença nas redes sociais.
Assim que sua página da web é configurada, você pode dizer que eles investiram seu tempo e esforço nisso. É muito bem feito com uma perda de recursos legais nele.
Como se eles tivessem um feed do Twitter ao vivo, o que é muito legal na minha opinião, acho que eles fariam menos esforço se fosse uma farsa.
A Reintegração
Então, basicamente eu encontrei o site e acho que $ 10 foram oferecidos apenas para me cadastrar. Esses $ 10 me deram PTSD, pois sites clones ofereciam o mesmo incentivo. Eu me inscrevi com cautela e, cara, estou feliz por ter feito isso!
MoneyGuru torna muito fácil ganhar dinheiro. Primeiro, você obtém um código de referência exclusivo que envia para qualquer pessoa que você conhece. Como qualquer pessoa. Qualquer pessoa.
Você ganha dinheiro apenas por enviá-lo. Se eles realmente usarem seu link, você receberá mais dinheiro. Enviei aquele código para tantas pessoas que é uma loucura como não fui bloqueado. Então mande isso para seus vizinhos, seus amigos, seus colegas de trabalho e não pare.
Além do código de referência, ao se inscrever, você verá um painel muito legal. Este painel é o seu hub. Ele informa quanto dinheiro você ganhou até agora e também quanto você pode estar ganhando.
O painel também possui tarefas e ofertas que aumentam ainda mais seu estoque. Eu me peguei verificando meu painel enquanto estava no meu trabalho "real" e com muita vontade de sair.
Essas tarefas são extremamente simples, incluindo algumas das quais são apenas pesquisas. Pesquisas. Não sei por que você ainda não se inscreveu.
Se você é uma dessas pessoas excessivamente cautelosas, vou aliviar suas tensões muito rápido. MoneyGuru é um site totalmente legal e honesto.
Empresas e marcas procuram a MoneyGuru em busca de formas de atrair clientela. Os “caminhos” que eles estão abordando somos nós, os influenciadores.
Eles se conectam a nós e usam nossa vasta conexão para encontrar maneiras de promover ou melhorar suas marcas. É por isso que as referências e ofertas são tão lucrativas, já que trazem receita para essas empresas.
Não sei sobre você, mas tenho certeza de que é assim que os negócios funcionam. Você atrai funcionários e os paga por sua ajuda para gerar lucros. Marketing simples.
MoneyGuru tem todos os estabelecimentos para torná-los uma verdadeira rede de afiliados, então não se preocupe. Se ainda não está convencido, basta ler as perguntas frequentes ou os termos (vinculativos) que eles têm em seu site.
Provas de pagamento Além de tudo isso, para provar sua legitimidade além disso, eles nos pagaram com comprovantes de pagamento ali mesmo na primeira página. Essas provas de pagamento são basicamente capturas de tela de clientes felizes e satisfeitos que podem atestar que estão recebendo o pagamento.
Essas provas variam de paypal a cash app e muito mais. É uma loucura que isso seja verdade. Aqui estão as provas que eles fornecem em sua página web.
Estes são apenas alguns dos muitos outros que podem garantir o MoneyGuru e seu processo de pagamento. Eu realmente ganhei com MoneyGuru?
A pergunta de ouro.
Durante meu tempo com MoneyGuru eu realmente aprendi muito. Aprendi que não há limites no que diz respeito ao trabalho árduo e trabalhei tão arduamente como sempre e que valeu a pena.
Na verdade, recebi o pagamento do MoneyGuru. Você também pode me adicionar à lista de muitos outros que o fizeram. Com sorte, se você estiver lendo isso, seja o próximo na lista.
Agora é a hora do melhor momento - hora do dinheiro. MoneyGuru oferece pagamento instantâneo através de muitos meios de comunicação, mas eu apenas uso o PayPal. Se você é da velha escola, há cheques enviados apenas para você. Se você está na nova escola, eles até têm Bitcoin. Sem desculpas agora.
Meu primeiro cheque de pagamento da MoneyGuru era de cerca de US $ 1.500, e isso era de um ponto de vista cauteloso. Se você realmente investiu, pode facilmente ganhar o dobro disso rapidamente.
O que você deve fazer depois de ler este post?
Depois de ler este blog, se eu fosse você, estaria indo para o MoneyGuru neste exato momento. Você deve começar a ganhar algum dinheiro. Neste ponto, você deve estar pronto para querer ganhar dinheiro perdido.
Com MoneyGuru, você tem a chance de tornar o impossível possível. Se você está procurando dinheiro para pagar a entrada do seu carro, inscreva-se no MoneyGuru. Se você precisa pagar seu aluguel, inscreva-se no MoneyGuru. Neste ponto, não deve haver nenhuma razão legítima para você ainda não ser membro do MoneyGuru, agora sou. Quero ganhar mais dinheiro com este site do que já ganhei. MoneyGuru é legítimo.
Conclusão
Vocês podem dizer agora que eu declaro o MoneyGuru legítimo, essa conclusão veio da experiência em primeira mão com o site.
Fiz todas as minhas pesquisas antes e depois que fiz a pesquisa, me inscrevi basicamente como um teste e acabei ganhando muito dinheiro com isso.
Agora estou transformando oficialmente o MoneyGuru em meu negócio lateral. Estou tentando ganhar o máximo possível com essa criação genial de fazer dinheiro.
Agradeça aos criadores do MoneyGuru por realmente cumprirem suas promessas. Muitos desses outros sites acabam roubando seu tempo e dinheiro, pensei, com certeza, o MoneyGuru era um desses sites, mas descobri que não são e sou grato por isso.
Tudo o que posso dizer é que vocês deveriam se inscrever. Agora. É isso aí. O MoneyGuru foi verificado e revelou-se legítimo e todos devemos ganhar dinheiro com este site, vamos aproveitar.
Wendel A Dias
https://ref.moneyguru.co/WendelDias
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2020.10.14 19:38 igorgom3s Desabafei pro meu melhor amigo que gosto dele e pedi pra ficar com ele.. +18a

Eae galera entao, sou novo aqui e esse e meu primeiro post. Recentemente a uns 3 meses eu conheci um menino (q vamos chama-lo de J). Quando eu vi ele pela a primeira vez eu ja meio q gostei dele, e entao investi na amz pra la na frente tentar algo com ele. Só que oque eu nao poderia imaginar é que nossa amz cresceu mt rapido, e hj ele e como um irmao para mim um irmao mais novo q nunca tive. E minha mente ta uma bagunca de sentimentos.
Vou explicar um pouco sobre minha sexualidade. Eu nao consigo ainda saber oque sou, tipo gosto de mulheres, pretendo ter um relacionamento ao ponto de construir uma familia e talz... Mas tem vezes que gosto de meninos, mas nao qualquer um. Sou gordinho e sempre fui, e sempre que vejo um gordinho tipo eu eu acabo olhando de outra forma (tenho mais atracao por esse tipo de pessoa). ja tive relacoes com ambos. Mas nao me relaciono com a pessoa do mesmo sexo se nao conheco a pessoa ou se nao tenho o minimo de afinidade. Nao me vejo namorando uma pessoa do mesmo sexo, ao ponto de morar junto e viver junto. A nao ser que eu AMO de mais essa pessoa, que esta sendo o caso com esse J. Cara se alguem souber oq sou agradeco kkkkkkk.
Mas no decorrer da nossa amz eu me apaixonei por ele, pelo o seu jeito simples e humilde de ser, pela as suas brincadeiras... enfim. kkkkk Quando eu estou com ele eu me sinto o maximo, ele é meu porto seguro. Quando ele veio em casa a primeira vez, conversamos mt, zuamos junto e em um desses momentos ele sentou no meu pc e foi jogar um jogo... entao pedi para mecher no celular dele e sem querer querendo eu vi um nuds no cell dele e pronto. Fiz de tudo para pegar aquele nuds pra mim e deixar guardado. E fiquei pensando cmg mesmo se ele era.
No passar dos dias e semanas juntos a nossa amz foi crescendo rapido e cada vez mais, comecei a ficar com crises de ansiedade por ter medo de perde-lo, medo de perder nossa amz. Quando me dava essas crises eu ficava ruim, nao conseguia dormir e quando estava com ele ficava na bad, triste. Ele até tentava me ajuda conversando e me incentivando maaaas o medo era maior. Era uma inseguraca de nao ter mais ele. Sentei com ele e disse tudo q estava sentindo, disse q estava com medo de perder ele por saber oque ele significava pra mim, o quanto eu gostava dele como amg (nao disse q realmente gostava dele). Ele foi super amigo e disse para eu ficar tranquilo que nossa amz por parte dele nunca ia acabar pq eu tambem significava mt pra ele.
Com o passar do tempo isso uns 2 meses, tive momentos incriveis com ele, brigamos por coisas bestas, choravamos nas brigas, mas sempre se resolvendo. Mas foi crescendo dentro de mim um sentimento chato por assim dizer. Quase em todo os momentos junto com ele eu sempre me imaginava sendo algo alem de um amg, me imaginava tendo momentos quentes com ele. Não podia brincar com ele de lutinha q ficava com um Tzao do caralho ao ponto de ter que sair de perto pra ele não perceber. Mas não podia falar isso para ele por ter medo de perde-lo.
Um belo dia a noite dps de passar o dia inteiro com ele triste, resolvi abrir o jogo.. resolvi fala pra ele o pq que eu ficava triste do nada, ficava fechado. Disse tudo oque estava sentindo por ele e o quando ele mexe cmg. Mais uma vez ele foi super compreensivo e me disse que ele não curtia, disse que não ia rolar. Mas que me entendia, entendia q sentimento a gente não escolhe com quem vai ter. Também disse que nossa amz continuaria a mesma.
Comecei a gostar mais ainda dele, o jeito dele de ser, cara isso mexe cmg. A humildade dele a carisma, a inocencia dele, enfim. Hoje eu ja não tenho mais esse medo de perde-lo, medo da nossa amz acabar. Mas é eu pesar naquilo.. ou sonhar com aquilo... nos dois juntos. Fico mal, triste... meu dia acaba. Ontem acordei um caco, pra baixo, e fiquei o dia inteiro pensando em uma forma de falar pra ele que queria ficar com ele. Queria fala pra ele tentar pelo menos uma vez... dar uma chance.
Não consegui falar em palavras isso pra ele, entao escrevi um puta texto e mostrei pra ele no meu celular, disse pra ele ler até o fim e me dar a resposta. No texto eu dizia o quanto ele realmente mexe cmg e que tenho esses pensamentos e sonhos que acaba cmg. Pedi pra nos tentermos fazer algo.. relacionado a sexo, para que eu realmente enxergasse de vez oque sinto por ele, se e só tzao ou amor.
Ele leu o texto todo e me chamou pra conversar, disse novamente o quando eu significo pra ele e que ele não quer me perder, mas disse não a respeito do meu pedido. Disse novamente que não gostava que não tinha atracao e que me entendia. E bom mais uma vez eu to um lixo, pq eu realmente gosto dele realmente queria mt ter algo com ele seja so momentania... prazer... ou algo duradouro.
Desculpe pelo o jeito q escrevi... esta sendo tudo novo isso que estou passando com ele... essa explosão de sentimentos. Não quero perde-lo de jeito nenhum e não me vejo sem ele nos momentos felizes e tristes. Mas tambem não quero sobrecarregar nossa amz, não quero ficar mais triste cmg e na presenca dele... não quero que ele se canse cmg. Mas tambem não sei oque faco para tirar de vez esses pensamentos chatos q tenho.
obrigado por lerem ate aq. se quiser me ajuda com algo serei mt grato
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2020.09.28 10:24 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 2: Que se lixe isto, vou comprar um carro]

Olá amigos. Hoje vamos falar de carros, um assunto que me é muito querido.

Take-Aways Principais

Driving is love, driving is life

Quando tinha 14 anos os meus pais deram-me uma motinha de 50cc velhinha. Tinha dezenas de milhares de quilómetros, estava a precisar de algum trabalho, gastava muita (MUITA) gasolina, mas era minha. A partir desse dia tornei-me independente: tinha a possibilidade de ir onde quisesse, quando quisesse. Toda a cidade passou a estar acessível no espaço de minutos e não horas, e as aldeias envolventes em "meias horas" e não horas. Deixei de ter que pedir para que me levassem aos sítios, passei a ir quando queria ou precisava. Com algum dinheiro da mesada podia ir saindo com os amigos e começando a ter uma vida mais "adulta". Pouco tempo depois, ainda por volta dos 14, aprendi a conduzir carros também (em estradas privadas, claro).
O valor desta transição é absolutamente imensurável no desenvolvimento de um miúdo. Passa a haver responsabilidade. Quando tinha acidentes, o que acontece de certeza, a culpa era minha e havia consequências. O corpo doía, a mota aparecia riscada e a precisar de reparações, e o que não conseguisse fazer eu tinha que encontrar forma de pagar. Os vizinhos queixavam-se do barulho. Quando chovia chovia-me em cima, e quando fazia frio de manhã a mota não queria pegar. Mas! Quando queria ir ao Continente comprar doces podia ir, quando queria ir visitar o meu pai não tinha que pedir boleia a ninguém, e por aí fora.
A experiência de começar a conduzir muito cedo, particularmente no ambiente "controlado" de uma cidade pequena, serve também para desenvolver algum instinto (à falta de melhor expressão) para a condução, nomeadamente para as duas partes fundamentais que as constituem:
Eu não sei como tem sido ultimamente, mas o processo de obter a licença dos 14 anos há quase 20 anos atrás era ridiculamente simples. Eu sinto que isso não é necessariamente mau, pois reduz a barreira de entrada à condução numa altura em que ainda é possível ganhar aquele "jeito" para a condução sem se tornar uma coisa estrangeira e forçada. Tudo somado, foi facilmente uma das experiências que mais serviram para me fazer crescer naquela altura, e algo que pretendo certamente incutir em infelizes filhos que alguma vez venha a ter.
Quando fiz 18 anos deram-me um carro (muito) velhinho para as minhas voltinhas em Coimbra, para onde iria estudar. Mais uma vez, é um privilégio: era muito velhinho, o seguro era baratinho e o imposto também, mas mesmo assim nem toda a gente conseguia ter o seu próprio carro. Por ter carro nunca precisei de usar os autocarros muito regularmente, o que me permitiu poupar noutras coisas: podia fazer as minhas próprias mudanças quando mudava de casa, podia participar em actividades extra-aulas com mais facilidade, etc etc. Fui quase sempre designated driver, mas sempre foi uma responsabilidade que aceitei com muito gosto: é bom de ter a oportunidade de levar os meus amigos a casa em segurança no fim de uma noite de castanhada. Se eu próprio quisesse participar na castanhada, a Maria normalmente voluntariava-se para trazer o carro para casa.
Ter um carro velho, sem modernices como sensores (ahah), GPS, rádio (exacto), direcção assistida ou ABS, permitiu-me fazer certas coisas. Com a liberdade de experimentar, pude tentar fazer várias reparações eu próprio; notavelmente, o disco de embraiagem que neste momento está nesse carro, que ainda anda, fui eu que o coloquei lá. Pude também fazer uso de alguns baldios que há em Coimbra e arredores para aprender a controlar o carro em situações mais extremas; uma espécie de curso de condução em condições adversas do homem pobre. O que é que acontece se tiver que fazer uma travagem de emergência em piso escorregadio? Como compensar a falta de ABS caso as rodas tranquem? E se a traseira deslizar?
Conduzir, para mim, não é um privilégio nem uma mania nem um capricho. É uma das pedras basilares da forma como lido com o dia-a-dia, uma forma inalienável de independência. O transporte pessoal é uma extensão do meu corpo e conduzir é um escape muito, muito importante.

Viver no campo sem carro

Durante os primeiros 6 meses que passei no UK tive que viver sem transporte próprio; apenas conduzi carros alugados por curtos períodos para ver casas ou fazer mudanças. Usei esses meses para me ambientar, deixar passar o primeiro inverno, estabelecer-me no trabalho e tratar de todas aquelas burocracias que discutimos no capítulo anterior. Aguentei todo esse tempo graças ao facto de a empresa para quem trabalho oferecer um serviço de shuttles para funcionários, que liga o campus às cidades e vilas mais próximas, numa das quais eu vivo. Isto permitiu-me não me preocupar com transportes para o trabalho durante meses, o que foi uma benesse incrível.
Estes primeiros meses foram de adaptação, de exploração e de cometer erros parvos. De aprender a perceber os Ingleses, como se comportam nas coisas mais básicas, e de me tentar misturar com eles com sucesso. Eu optei por viver no campo (i.e. significativamente fora das cidades grandes aqui à volta) por várias razões:
Tirando as viagens casa-trabalho-casa, a minha mobilidade estava muito reduzida. Ir a qualquer lado envolvia caminhar uma distância suficientemente grande para me chatear, no mínimo até à estação dos comboios e depois outro tanto onde quer que fosse. Ir às compras era um pau no cu porque tinha que as arrastar pelo monte acima até casa, pelo menos até descobrir que os supermercados entregam em casa por um preço muito muito razoável.
E depois há a rede de transportes. Eu adoro andar de comboio, mas infelizmente aqui é impossível. Nós somos dois, e ir à cidade mais próxima custa-me, pelo menos, umas 20 libras em bilhetes de comboio. Para comparação, demoro uns 25min a chegar lá de carro (mais ou menos o mesmo) e gasto talvez 2 ou 3 libras de combustível. Já para não falar no congestionamento a certas horas, em que não só os bilhetes são estupidamente mais caros, como temos que fazer a viagem toda em pé. Viagens grandes então nem se fala! Eu quero ir à Escócia ver se encontro a Nessie, e a viagem de comboio para 2 pessoas, ida e volta, ia-me custar facilmente 1000£!! Os comboios em si são espectaculares; fazem os nossos velhinhos Intercidades parecer ainda mais velhos e merdosos do que são mesmo.
Aos autocarros aplicam-se comentários semelhantes, com algumas agravantes. Não só são caros como tendem a não andar a horas, são populados com as pessoas mais nojentas que se consiga imaginar, e devem ser limpos à saída da fábrica e nunca mais.
Se calhar sou eu que sou maniento, se calhar acham que sou um snob mal habituado que anda de cu tremido desde cachopo, se calhar acham que devia era viver uns anos sem carro para ver o que é bom. Eu cá acho que paguei as minhas favas e agora mereço andar de carro até me doerem os joellhos. Eu antes quero poder ter carro e viver deslocado da cidade, do que viver no centro e andar no meio do magote enfiado em autocarros bolorentos e metros a cheirar a mijo. São escolhas. Não vejo grande apelo na "vida cultural" da cidade, da qual até posso desfrutar pegando no carrito e indo lá ver o que é o quê.

Comprar um carro

Um dia destes, com a conta do banco recheada de dinheiro de devolução de impostos, decidi que estava na hora de comprar um carro. Andei a ver carros novos e usados, e decidi que o hot hatch era para mim. Algo na vizinhança das 20000 libras, 10 pagas à entrada e outras 10 pagas em prestações durante uns 3 anos. Parecia-me razoável, estava bem dentro dos limites do que podia pagar e não me impedia de ir chegando aos meus objectivos de poupança.
Marquei um test drive e apanhei um comboio até ao stand. Chegado lá, aproveitei para fazer todas as perguntas e mais alguma ao vendedor, entre as quais como funcionaria o financiamento. Aí ele entregou as más notícias: com menos de 3 anos de residência, é virtualmente impossível conseguir financiamento para um carro, muito menos naqueles valores. Chateei-me, chamei um taxi e fui-me embora sem muito mais conversa. Fiquei fodido. Ainda verifiquei junto do meu banco com esperança da que eles, sabendo quanto ganho, etc, fizessem um jeitinho. Os valores a que me podia candidatar era muito mais baixos do que alguma vez funcionariam, por isso desisti do financiamento. Pela primeira vez na minha vida, ia comprar um carro a pronto.
Passei umas semanas a estudar melhor o mercado de usados. Andei a ver no autotrader [1], aparentemente o site mais popular de anúncios de carros. A primeira coisa em que reparei foi o quão mais baratos os carros são aqui que em Portugal. Eu sempre achei os carros usados caríssimos em Portugal, mas isto trouxe à luz o quão roubado o tuga médio é quando compra um carro. Para terem uma ideia, um familiar meu tinha comprado um carro por 5000€ (valor ajustado ao mercado) pouco antes de me mudar para cá. O mesmo carro, mesmo ano, mesmo trim level, com menos quilómetros, aqui custava 750£. Telefonei-lhe a gozar com ele, foi incrível.
Então decidi que o meu orçamento seria os tais 10k que pretendia originalmente dar como entrada. Deixei de parte a ideia do hot hatch para poder comprar algo mais recente, pois queria um carro com 2 ou 3 anos no máximo. Este limite não era tanto por cagança, mas porque queria apostar mais na fiabilidade do que noutros aspectos. Um carro mais novo, com menos quilómetros, tem uma probabilidade menor de me dar problemas no início, o que me compra tempo para conhecer o panorama de oficinas aqui à volta, o que esperar do seguro, etc. Pequeno, novo, simples, fiável; fui à caça
Há um conjunto de coisas a ter em atenção quando se procurar um carro usado:
Curiosamente, acabei por comprar o meu carro no mesmo stand onde fui antes, ao mesmo vendedor que me tinha entregue a triste notícia sobre o financiamento. Ele ficou impressionado por me ver de volta, mas a vida tem dessas coisas. Apenas fiz um test drive, e comprei imediatamente o carro. Pode parecer precipitado, mas:
bom negócio. Um bocadinho acima do valor de mercado segudo o autotrader, mas nada de muito preocupante.
Ficou marcado ir levantar o carro dali a 2 dias, e entretanto teria de tratar do seguro. Eu já tinha feito algumas simulações de seguros, portanto sabia o que esperar, mas mesmo assim achei caro: quase 1000£ ano para o seguro de um carro pequeno. Entretanto tenho explorado melhor o assunto, e parece que o mercado de seguros no UK sofre de graves problemas:
Para tornar o sistema verdadeiramente insultuoso, há seguradoras que oferecem potenciais descontos se instalarmos no carro um tracker da sua eleição [4]. Ou seja: cobram o que quiserem e ainda querem saber onde ando e a que velocidade ando, e se eu conduzir "bem" segundo lá os critérios deles, fazem-me um desconto; se não gostarem da minha condução sobem-me o preço. Naturalmente, mandei-os passear e paguei mais por um seguro sem tracker. Honestamente, acho a mera proposta de me deixar espiar por um potencial desconto no seguro nojenta: é o reflexo de um sistema profundamente partido. Ninguém diz a um português o que é conduzir "bem", caralho.
O seguro do carro trata-se todo online, o que para mim é muito estranho, e até se pode verificar online se o carro tem seguro [5]. Os comparadores de preços [6] são nosso amigos, mas cuidado com eles por vezes; já li casos de pessoas que tiveram apólices canceladas por tentarem muitas comparações com detalhes ligeiramente diferentes (infelizmente não encontrei uma ref para esta, mas penso que foi no /LegalAdviceUK). Correndo o risco de me repetir, o sistema de seguros auto aqui está profundamente desregulado e a precisar de alguém com tomates para o resolver. Certamente não será o BoJo.
No dia em que levantei o carro:
Dias depois recebi o novo V5C em meu nome. O V5C é uma espécie de livrete, ou "documento único" se formos modernos, mas ao contrário do livrete nunca deve andar no carro pois é muito fácil transferir o V5C para outro nome sem intervenção do dono anterior. Mais curiosamente ainda, o V5C não prova propriedade do carro, apenas quem é o "registered keeper" dele. Por outras palavras, a minha única forma de demonstrar que sou dono do carro é a factura que me deram quando o comprei. Neat.
Sentei-me no carrito, carreguei no botão para arrancar o motor pensando "que modernice", e ele lá acordou. Curiosamente, só nesta altura é que me ocorreu: se calhar não era uma má ideia ir ler sobre as regras da estrada aqui. Sorte a minha, o governo tem a totalidade do Highway Code [8] disponível no site, e tenho-o lido aos bocadinhos. Mais sobre isso no próximo capítulo.
Curiosamente, não é preciso termos connosco nenhuma documentação quando conduzimos [9]. Os Ingleses têm uma abordagem diferente da nossa no que toca à documentação; é tudo guardado em bases de dados do governo, e eles só precisam de verificar a matrícula contra a base de dados para saber se está tudo bem. O condutor apenas precisa de ter a carta de condução, e alguma identificação por conveniência. Eu pessoalmente costumo ter o cartão de cidadão e a carta de condução. Idealmente teria o passaporte, mas evito andar com o passaporte no bolso, e o cartão de cidadão deve ser mais do que suficiente como identificação até no mundo pós-brexit. Na realidade penso que a carta de condução por si chegaria, mas mais vale estar seguro né?
Virei proprietário do meu próprio veículo! Mais um, porque nunca vendi o bolinhas que está em Portugal.

Conclusão

Tenho que confessar que estou impressionado pela positiva com a experiência que foi comprar um carro no UK. O processo foi muito mais simples do que esperava, e praticamente tudo se tratou no stand na hora da compra. Até o seguro podia ter ficado logo resolvido, mas eu preferi fazer em casa com mais algum controlo sobre isso. Nota-se que é um sistema muito mais polido que em Portugal, pelo menos na minha experiência.
A minha relação próxima com a condução começa a entrar, infelizmente, em rota de colisão com o status quo: vivemos num mundo que cada vez menos suporta o transporte individual. Há gente a mais no mundo, e há carros a mais no mundo, há fumo a mais no mundo. Na realidade, há "a mais no mundo" de quase tudo o que é mau, pessoas incluídas. Sinto que esta minha necessidade de conduzir vai brevemente bater de frente contra a necessidade global de cortar no transporte individual a favor de transportes colectivos. Até lá, vou aproveitar as espectaculares estradas de campo aqui à volta, particularmente a horas em que não estejam completamente congestionadas. Fiquem de olho, o próximo capítulo vai falar sobre a experiência que é conduzir no UK, e como é que difere do que eu esperava.
Desta feita apontei para um post mais curto que o anterior, que essencialmente parte este assunto em dois: este primeiro cobre o processo de como (e porquê) comprei o carro, e o seguinte vai cobrir a experiência de conduzir em si. Notei que o engagement no capítulo 1 foi menor que nos posts anteriores, e suspeito que ler uma epopeia tão longa não ajuda; digam-me nos comments se tenho razão.
Abraços, e obrigado por virem à minha TED talk.

Referências

Capítulos Anteriores

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2020.09.18 10:52 TiaSayu Ajuda para aqueles que tem ansiedade...

Yo mina, Daijobu deska? *ೃ˚
Hoje falarei sobre um tema que me atormenta assim com muitas pessoas diariamente. Espero que esse texto ajude alguém que nessa pandemia, anda sofrendo com o dobro das reações desse distúrbio.
AVISO: Se caso você sofre com este problema e níveis descontrolados POR FAVOR, procure por profissionais para se auto-ajudar. Não tente sobre HIPÓTESE alguma tomar medicamentos por conta própria e nem usar métodos não convencionais. Sempre consulte o seu psiquiatra ou médico sobre suas dúvida, e se cuide da maneira correta.
Bilhetinho: Espero com que este texto seja fonte de muito apoio para aqueles que sofrem disto, um guia para aqueles que querem ajudar alguém que sofre. Espero que, de alguma maneira, posso ter sido útil na vida de alguém e ter alegrado o seu dia ♥
Vamos para o textinho︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶
Bom... Para aqueles que desconhecem a ansiedade é algo comum e todos estão sujeitos a senti-la. No entanto, a ansiedade é uma doença subjacente (Que não se manisfesta claramente) somente quando os sentimentos se tornam excessivos, obsessivos e interferirem na vida cotidiana da pessoa, em resumo: ''A Ansiedade é um termo geral para vários distúrbios que causam nervosismo, medo, apreensão e preocupação exagerada. ''
A ansiedade que estou citando é mais do que o comum do qual estamos habituados. Está além da empolgação de ir se apresentar em uma entrevista de emprego ou comparecer no primeiro encontro; Tal circunstância pode se agravar com traumas ou com problemas persistentes na vida de alguém, e os sintomas são duradouros e limitadores, o que atrapalham a vida desta pessoa.
Os principais sintomas que podem acontecer são:
Para ajudar ou se auto-ajudar, é necessário entender esses pontos e procurar conversar ou se entender. Procurar as fontes e raízes desta ansiedade e tentar muda-las para amenizar os efeitos. E é para isto que existem os profissionais e pessoas que podem te dar esse suporte durante uma crise.︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶ °・❀
Conselhos importantes:;
Para aqueles que querem ajudar alguém que sofre com isto, é necessário entender algumas coisas cruciais... E entender em si o que é a Ansiedade e os seus tipos.
1- A coisa mais importante é se ter PACIÊNCIA.~ A pessoa já está sofrendo com diversos pensamentos a mil por hora, mal conseguindo conter as próprias emoções e atos. Tenha cautela ao se referir e agir, qualquer erro pode dar a entender que a pessoa afetada só está incomodando e atrapalhando a vida dos outros (E vai por mim, isso vai piorar em 1000%)
Tente conversar, ajude-a se acalmar, converter os pensamentos negativos. Incentive fazer algo divertido ou diferente, algo que vá distrai-la e alegra-la. Dê amor, carinho e seja compreensivo. Evite Julgar, apontar erros e defeitos.

2- Seja compreensivo.~ Tenha em mente de que aquela pessoa que sofre de ansiedade, não tem controle sobre os próprios pensamentos e emoções. Evite fazer mistério e joguinhos de adivinhação, assim como botar medo ou pressão. Além de ser algo completamente irritante para qualquer um, para um ansioso ele ficará bem mal e aflito. Ex:;
'' Preciso te contar algo, mas só posso contar amanha'' ou ''Estamos atrasados. Se apresse!''
Faça isso e é uma noite que você rouba desta pessoa. Enquanto a você dorme tranquila, o ansioso fica acordado, pensando em tudo que é possível e o impossível para adivinhar o tema do assunto ou se cobrando por ter feito melhor.Então por favor, não faça estas brincadeiras de mal gosto, prometendo e adiando coisas, isso faz um mal que só o ansioso entende.Entenda que nossa cabeça funciona a mil por hora, diferente das demais pessoas:Ex:;
Pessoa normal: ''Ata certo, tenho que fazer isto e pronto..''
Ansioso: Tá eu tenho que fazer isso... Perai, será que eu desliguei o gás? ESSA NÃO, SE A CASA EXPLODIR VAI SER MINHA CULPA, PESSOAS VÃO MORRER E A CULPA SERÁ MINHA. Mas.... Será que eu tranquei a porta?... E SE ALGUÉM INVADIR MINHA CASA E FAZER TAL COISA.
(Vai por mim, isso não vai acabar tão cedo. Então por favor, tenha consciência)

3- NUNCA, SOBRE HIPÓTESE NENHUMA, JULGUE. EVITE TOTALMENTE DAR TRANCOS: Como dito, a sensação de estar incomodando é constante. Pensamos que a pessoa nos abandonará, ou que estamos fazendo mal a ela ou atrapalhando a vida dela, nos sentimos inferiores e sempre estamos nos menosprezando. Há casos que até mesmo, o ansioso termina um relacionamento bacana apenas por pensar que ele é incapaz, que o seu conjunge não o(a) suporta e nem gosta dele(a).
E realmente, há pessoas que julgam.Falam que somos muito complicados, que estamos fazendo drama ou teatro, nos evitam para não ter alguém ''enchendo o saco'', e que nos afastamos por ser pessoas ''falsas''. Houve até comentários na minha vida, de pessoas aconselharem a opção de término de um namoro, pois deduziam que a menina estava distante, que ela estava traindo e estava sendo seca de proposito.
NÃO! Nos isolamos e nos afastamos por achar exatamente que estamos fazendo algum tipo de male. Jamais julgue ou se deixe elevar por opiniões alheias. Tente conversar e entender, não vá se precipitando. No final, se caso isso tenha força, só sofreremos ainda mais.
4- Ouça mais e seja sincero: Se a pessoa finalmente conseguir desabafar, a escute até o fim. E se ela hesitar por medo ou insegurança, acalme-a e prossiga. Na maioria das vezes, elas só querem ser ouvidas e não receber conselhos (A não ser que ele(a) peça). E o mais importante, não finja falsa sinceridade, não dê essa expectativa falsa, além de ser uma ato bem babaca, isso só mostra que no fim, você não estava preocupado e nem interessado em ajudar de fato, que só fez por mera educação.
5- Convide-o(a) para dar uma volta: Se possível no momento, convide-o para uma volta. Caso a pessoa aceite, converse e tente distrai-la e acalma-la, fazer atividades talvez, fazer alguma coisa bacana. Gastar a energia em uma caminhada ajuda bastante (Bom, pelo o menos para mim ajuda)
6- NUNCA, JAMAIS OFEREÇA BEBIDAS ALCOÓLICAS: É serio, em crises a pessoa pode associar a bebida como um escape. AI meu filho, ficará difícil faze-la abandonar.
7- E por ultimo. Não diminua isto: Ansiedade é algo que precisa de atenção, assim como a depressão. É algo que afeta a vida de alguém de forma profunda, sendo motivo de vários suicídios e problemas graves nas famílias. Não a trate como algo banal e sem importância, é algo que precisa de atenção e empatia.
︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶ °・❀
Conselhos para aqueles que Tem a ansiedade e querem uma mãozinha para amenizar os efeitos ♥
1- Pratique alguma atividade física.Dança, artes marciais, ginastica... Qualquer coisa! Isso, além de dar uma animada e fazer bem para a saúde, ajuda a distrair a mente e ''descontar o estresse''. É um ótimo incentivo.
2- Meditação: Se é algo que me ajudou muito nas minhas crises, é a meditação. Ouvir uma musica calma, controlar a respiração, fechar os olhos e relaxar o corpo. É uma boa pedida e AJUDA muito numa crise.
3- Ouvir musicas favoritas: Como uma ansioso precisa descontar sua energia, desconte dançando ou curtindo uma musica de preferência. Isso ajuda e MUITO, nem que seja necessário repetir a musica diversas vezes ou cantar junto.
4- Mantenha uma alimentação top: Sim, até a comida influência. Evite comidas muito gordurosas em certos horários do dia. Os hormônios podem ser nossos inimigos após alimentação.
5- Desconte em seus Hobbies ou descubra novos Hobbies: Nada melhor do que fazer o que a gente gosta, nestes momentos o Faça! Isso pode ajudar durante uma crise e vai distrair sua mente para focar neste Hobby.
6- Pense ao contrario de tudo!: Se realmente está difícil de suportar a crise e nada está ajudando, Alimente boas sensações. De todos os pensamentos negativos converta para os bons. Ex:;
"'Droga eu teria conseguido se eu tivesse feito tal coisa... Não, eu dei o meu melhor e sei que estão orgulhosos de mim. Vou me esforçar mais para que na próxima eu não comenta o mesmo erro. ''
''Ain... Ela falou tão mal de mim... Por que? O que eu fiz?... Não! Há pessoas que me ama do jeitinho que eu sou, e se essas pessoas que são importantes para mim me amam pelo o que eu sou e amam minha aparência, então eu acredito nelas e que se dane o resto!.
Isso é psicológico, não e deixe levar pelos os próprios julgamentos e não se castigue! ♥
7- Procure se amar e se auto entender, reconheça que todos podem errar, e que errar não é algo ruim. Aprender com os erros é melhor do que aprender com os acertos. Se caso você errar com alguma coisa, não se abale! Se valorize e reconheça que você é incrível e que há pessoas que adoram o eu jeitinho.︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶ °・❀

Minha experiencia: Sofro de ansiedade, fruto por parte da minha mãe e traumas vindo da época do fundamental/colegial. Meus dias são difíceis e parecem somente piorar. Minha crises são graves e preciso de ajuda na maioria das vezes, tomo medicamentos para ajudar nos sintomas que, muitas vezes, funciona. O sentimento de angustia é algo que realmente machuca, algo que não me dá paz e me faz ter pânico quase por três dias inteiros.
Quando meu namorado está comigo, me ajudando e me dando suporte e amor é algo muito bom. Me sinto muito bem e sinto que melhoro e evoluo demais a cada crise, é importante entender a existência dessas pessoas na nossa vida e de como isso ajuda a evoluir nosso ser. Já fui muito julgada, abandonada, criticada e realmente, são coisas que apenas pioram minha vida. Mas sigo lutando e espero ajudar outras pessoas como eu o aquelas que tem a boa intenção de ajudar estas pessoas.
Enfim, espero que tenham gostado e ter realmente ajudado alguém ♥
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2020.09.09 04:41 kriskastro Cada vez mais quebrado e tentando juntar os cacos

Gente, já li de tudo por aqui e adoro os temas sobre relacionamento. Dessa vez chegou a minha vez de desabafar. : PS: Sorry pelo textão, mas é que eu preciso externar um pouco de tudo pra ver se me serve de alguma coisa.
Já não sou mais um adolescente, mas também não chego a ser já um adulto de meia idade; mas tá perto rs. Tenho 27 anos, já beirando os 28. Nunca engatei definitivamente em um relacionamento sério e nem sei se sou preparado para isso efetivamente, serio mesmo. Minha família é meio fudi* sobre relacionamentos. Pais separados, confusões aqui e ali e até pelo que pude perceber sobre os que estão além dos meus pais, digo tios e tias, a situação não é muito animadora ou exemplar. Enfim, sinto até que de alguma forma por não ter bons exemplos ou referências em casa isso de alguma forma pode ter me afetado, me travado, ou até mesmo me ter deixado com um certo nível de ansiedade/panico. Sei lá. Moro com a minha mãe ainda e meu irmão mais novo.
Sou uma pessoa que simplesmente não sai e resolveu viver isolado na sua própria bolha; diria até que com poucos amigos próximos, digamos assim... (sabe daqueles que você pode literalmente contar com eles para o que der e vier? Pois é.). Já sou formado, pago as próprias contas, ajudo até de certa forma a segurar ainda a estrutura financeira abalada em casa. SIM, meu pai era o provedor do dinheiro como toda "família tradicional" brasileira; mas hoje me dia minha mãe já tem a fonte de renda dela que se complementa com a minha. E meu pai acho que ainda ajuda só por conta do meu irmão mais novo mesmo.
Enfim, sinto que o tempo vai passando e passando e a maneira como eu vivo hoje me incomoda. Não quero ter esse papel de "pai provedor" da família que eu ainda não tive, se é que me entendem. Sinto que preciso mudar e sair dessa zona de (des)conforto, mas ao mesmo tempo vivo um dilema entre a responsabilidade para com aqueles que estão comigo e a vontade de construir algo meu, a minha própria história. Agora assim, sair de casa pra (sobre)viver e ficar a ver navios é foda, até pq a vida sozinho é bad trip total. Nessa parte, já quero introduzir o tema o relacionamento que até então são inexistentes; penso que de alguma forma quando você tem alguém que vale a pena você lutar para que as coisas deem certo, e obviamente a pessoa também queira, de alguma forma os dois conseguem encontrar alguma felicidade em meio a tudo, mesmo diante das dificuldades.
Mas vamos lá que já estou é divagando aqui. Sobre relacionamentos: sou uma pessoa extramente fechada. Não saio. Como disse, sou de poucos ou quase nenhum amigo próximo. Não considero conhecidos ou colegas de trabalho como alguém que se pode contar muito, sabe. Obviamente pra não pirar da batatinha, pelo menos cresci aderindo ao hobby de jogar video games pra aliviar um pouco o estresse e até a deprê - na verdade herdei esse hobby da adolescência e acho que os sentimentos meio depressivos também. Tenho ps4 que mal jogo hoje em dia, mas ainda me divirto um pouco no pc com uma galera muito massa no lol kk. SIM. 27 anos jogando ainda League of Legends. Mas voltando... pra piorar um pouco, tenho de certa forma uma atração, ou sei lá um imã, pra garotas que são bem peculiares, digamos assim.
O meu primeiro contato na adolescência que talvez pudesse ter rendido um relacionamento foi com uma garota que conheci no Tinder. Eu deveria ter uns 17 anos mais ou menos. Nem tinha entrado na faculdade. Ela era gata e inteligentíssima, mas não me recordo o nome dela. Sente o drama: depois de semanas conversando e praticamente se descobrindo quase que nascidos um pro outro, ela me revelou que fazia tratamento para câncer e já faziam anos e mais anos na luta. As fotos dela eram de peruca, sabe. Tanto que depois de semanas ela começou a me mostrar as fotos já carequinha. Ela morava no interior e vinha de tempos em tempos aqui pra cidade fazer o tratamento dela. O namorado dela a deixou depois dessa bad trip. Enfim, um negócio pesadíssimo. Quase como A culpa é das estrelas. : O tempo passou, coisas aconteceram, a vida foi entrando numa velocidade frenética. A faculdade chegou, as provas, os semestres, os estágios, a rotina maluca e simplesmente fomos aos poucos deixando de nos falar e eu simplesmente não sei o final dessa história. Mas me arrependo quase que amargamente de não ter ido conhecer ela pessoalmente independente do desfecho.
Na faculdade, me apaixonei por uma garota. Mas nem vou me alongar muito. A thread da facul: depois de anos estudando juntos, me declarei pra essa garota e para minha surpresa uma amiga nossa em comum também fez a mesma coisa. A garota da história é bi e eu tinha total consciência sobre isso, mas só fiz o que meu coração mandou. Enfim, esse negócio não foi nem pra frente e nem pra trás. Nem eu e nem a nossa amiga em comum ficou/namorou essa garota. Mais uma vez o tempo foi passando e passando... até que terminei a faculdade e até onde tive notícias, hoje a garota que eu era apaixonado está namorando um cara aí. Enterrei esse amor e deixei o tempo cumprir o papel dele. Aconteceram outras coisas na faculdade também entre eu e uma outra miga, mas nem vou comentar pq não vem ao caso, simplesmente não era para ser e pronto e o pior é que até transa sem camisinha rolou kk #medo, mas calma que teve pilula e teste após isso. Então, nada de filhos não programados. Amém.
Após a facul e agora sim em um tempo mais recente. No trabalho, há uns dois anos atrás descobri que uma garota era perdidamente apaixonada por mim. Isso era novidade pra mim que já estava acostumado só com amor não correspondido, mas o drama aqui é que eu simplesmente não sentia a mesma coisa por ela. Olha só que ironia, não? Isso é foda, pq eu sabia como era gostar de alguém e isso não ser recíproco. Mas enfim, a garota foi demitida e com a demissão acho que foi-se qlq esperança de se construir algum amor - isso para os que acreditam que esse trem é construído tijolinho, por tijolinho. Eu só simplesmente não sei como funciona, desculpa.
Há seis meses atrás ou até mais, meu coração resolveu bater mais forte por alguém mais uma vez. Mais uma coisa que simplesmente não sei o pq diabos acontece, mas já aceitei que a vida é assim. Ela é uma colega de trabalho. O tempo passou, ficamos íntimos, conversamos muito, mas muito mesmo sobre absolutamente tudo. Literalmente tudo. A pandemia chegou e até hoje estamos de home office :p. O drama aqui é que eu resolvi me declarar para ela. Abri o jogo. Coloquei as cartas na mesa e joguei para ver o que iria dar. Como resposta tive um surpresa e um desagrado ao mesmo tempo. A surpresa foi em saber que ela se preocupa comigo tanto quanto eu me preocupo com ela, mas amigos... o sentimento que temos um do outro é bem diferente. Infelizmente! Ah e o drama aqui não vou entrar em muitos detalhes, mas a thread só não chega a ser pior do que a minha primeira história e a segunda. Talvez seja pior que a segunda. Envolve uma infância bem conturbada da parte dela, abusos do pai e até relacionamentos abusivos de ex. Mas como disse, não vou entrar em detalhes. Enfim, essa semana tive a noticia de que ela está com um cara ai e é isso, amigos. Mais uma vez quebrei-me em mais um monte de pedaços antes mesmo de saber o que é um relacionamento.
Agora assim, sabe o que é o pior de tudo? A sensação de baixa-autoestima que você acaba criando e acho que até uma certa ansiedade/nervosismo ou sei lá o que. Um sentimento quase como: qual é o meu problema? Será que eu não sou uma pessoa interessante? Estou fora do padrão do que costumam encontrar por ai? Enfim, neuroses que nem vale a pena perder tempo pra não cultivar bad trips. O tempo só vai passando e não há nada que eu possa fazer a respeito a não ser aceitar que as coisas são como são e pronto. E que simplesmente não sirvo para relacionamentos. Talvez isso me conforte de alguma forma.
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2020.09.04 18:33 DanteStonecross Senta que la vem história

Eu to a algum tempo lendo e comentando coisas nesse /, e eu sempre quis dizer varias coisas aqui, porque de algum jeito eu me sinto confortável de ver essas coisas e todos vocês, mesmo discordando com algumas pessoas aqui e ali ta tudo bem, discordar é normal, faz a gente mais humano.
Mas eu queria muito contar uma história aqui hoje, é uma jornada importante pra mim, e eu espero que vocês gostem de me ver aprendendo uma coisa muito complicada. Nessa história, todos os nomes serão fictícios, e será um resumo muito resumido, então a grande maioria dos fatos não está aqui, mas o que isso tudo me ensinou, você vai poder ver com certeza.
Eu sempre fui um Romântico, e quando eu digo Romântico, eu falo da escola literária, eu não uso aquele português difícil, mas eu enxergo o mundo de uma maneira similar, eu vivo os momentos com as pessoas com intensidade, com muito sentimento, e os momentos seguintes a esses vem a melancolia.
A primeira vez que eu me apaixonei quando tinha 11 anos, o mundo se tornou diferente pra mim, era como se de repente todo o resto fosse preto e branco, e apenas aquela garota fosse colorida(eu tenho essa história contada em um texto, que é o ponto inicial da minha depressão, escrito exatamente como aquela criança enxergava o mundo, se ao final alguém se interessar eu mando sem problemas).
E, perto se fazer 14, em 2013, eu conheci uma garota muito mais do que bonita, ela era simplesmente divina aos meus olhos, ela era tão incrível, ela tinha absolutamente tudo que eu gostava. Eu conheci a Ágata dando aulas de matemática(o que mais um nerd faz?) e algo me chamou muita atenção: mesmo com 13 anos eu já tinha dado muitas aulas pra muitas pessoas e todo mundo tem um limite, todo mundo desiste(pede uma pausa) depois de X questões, mas ela não, mesmo sem entender muitas coisas ela persistia até o fim tentando entender tudo, até o horario dela ir embora ela continuou la, com o caderno e a caneta fazendo de tudo pra conseguir entender.
Bons meses depois Ágata se tornou minha melhor amiga(embora no início ela respondia minhas mensagens a cada 3 semanas, sem exagero!), e mais um tempo depois e muitos conflitos com a família dela, a gente começo a namorar.
Eu ainda não posso explicar o que era a sensação de namorar com ela, ela era literalmente o que todo garoto sempre sonhou: baixinha, cabelo cacheado, um rosto muito agradável, um sorriso lindíssimo, peitos e bunda enormes(ENORMES), cantava feito um anjo, era popular, divertida, extrovertida, dedicada, esforçada... É uma lista de qualidades que, na época, transbordava.
De 2014 até 2019, nós tivemos 3 anos de relacionamento e 5 anos de amizade, e eu aprendi muito mesmo em todos esses anos. O motivo do término do relacionamento(numa versão em resumo do resumo do resumo) foi, principalmente, possessão. Eu tenho um pai que é extremamente possessivo e eu levei 14 anos pra sair das garras deles(ou seja, ainda era recente quando eu conheci ela), e 1 ano depois do namoro ela começou a querer cada vez mais a minha atenção, onde eu não sentia mais liberdade pra fazer coisas que eu queria, porque eu tinha que ficar 3 horas falando no telefone com ela(e eu nem gosto de falar no telefone).
Não me entendam mal, eu não estou dizendo que fui perfeito, que não tive defeitos ou que só eu que estava passando por problemas, acabou porque precisava acabar. Inclusive se você, Ágata, por algum motivo descobriu o reddit e se reconhecer nesse post, saiba que mesmo não mais falando com você e não conseguindo mais olhar na sua cara(história pra outro dia), você pra sempre terá minha gratidão e meu respeito, nós vivemos muitas coisas juntos e, se hoje eu sou um homem, foi você que o moldou, muito obrigado.
Quando isso terminou, eu comecei a conversar mais com uma outra garota que eu conhecia, estudava na mesma escola que a gente, e conforme eu a conheci, ela começou a conquistar cada vez mais espaço no meu coração.
Carol era uma mulher interessante de várias maneiras, ela era extremamente extrovertida, cantava muito bem, tinha muitas histórias pra contar, era uma das pessoas que mais tinham ficado com gente na escola, e principalmente, ela tinha acabado de ganhar uma filinha. O jeito que a Carol olhava pra filha dela me fazia querer estar por perto, não porque ela parecia uma mãe incrível, mas porque havia uma dualidade dentro dela: aquela criança foi concebida de um estupro, onde foi muito difícil aceitar conceber a criança, quando ela nasceu era completamente visível que ela não sabia o que fazer, ela amava mais do que tudo aquela criança, ao mesmo tempo que ela via o homem que fez isso quando olhava pra ela(graças a deus, isso mudou bem rápido).
O tempo passou e eu e Carol começamos a nos dar muito bem, e em meados de 2019 a gente se beijou pela primeira vez, essa foi oficialmente a segunda pessoa que eu beijei na vida e cara, que coisa mais estranha, eu não sabia nem como descrever o que tinha sido aquilo de tão estranho... Até que ela me beijou uma segunda vez, e ai oficialmente, aquele era o melhor beijo do mundo.
Eu e Carol ficamos mais algumas vezes, e a gente se dava muito bem em tudo, até na cama era muuuuito diferente do que era com a minha ex, e a gente fazia tantas coisas juntos, viamos animes, conversavamos sobre varias pessoas, saíamos pra comprar roupas...
Cada dia que passava o meu sentimento só aumentava, e quanto mais ele aumentava, mais coisas que eu achava incríveis aconteciam, como a gente ver as coisas abraçadinhos, ficar de mãos dadas, varias dessas coisas de casal.
O meu erro? Carol desde o inicio falou "Não se apaixona por mim, eu não me apaixono por ninguém". Eu segui essas instruções o quanto foi possível, mas cara, talvez fosse loucura minha, mas parecia muito que ela também estava apaixonada, não com palavras porque toda vez que eu mencionava ela mudava a expressão e o jeito por um tempinho, mas as atitudes dela, os nossos momentos...
Depois de um tempo, no inicio desse ano, eu tentei cortar a Carol da minha vida torcendo pra que resolvesse meu problema, e deu certo por 1 mês até que ela me mandou mensagem perguntando quanto tempo isso levaria. Eu dei o meu melhor e coloquei todos os meus sentimentos em um texto, cada palavra continha tudo que eu sentia por ela, e ela também fez um texto de volta pra mim, e eu pude sentir o que ela sentia também, ela queria ser só minha amiga, e nada mais.
Nós ficamos mais 3 ou 4 meses sem nos falar até que, por intermédio de uma amiga em comum, a gente voltou a se falar e, desde então eu vi Carol mais umas 3 ou 4 vezes, mas é tudo muito estranho, a gente troca mensagens uma vez por semana e olhe la, eu nem acredito que um dia a nossa amizade volte, quanto mais a gente ficar ou coisas do tipo.
Mesmo com tudo isso, ela sempre viveu no meu coração.
Porem aqui vem a lição, meus amigos.
Há semanas atrás, eu consegui contato com uma garota que a gente não se via a muitos, muitos anos. Sabe aquela história de primeiro amor a gente nunca esquece? Esse foi meu segundo, e o que eu verdadeiramente nunca esqueci, eu sempre vou me lembrar do meu primeiro dia de aula numa escola completamente nova, e no fim do dia eu ainda todo perdido uma garota me puxa, me olha nos olhos e a primeira coisa que ela diz pra mim é: "Você namoraria comigo?". A resposta pra essa pergunta era não, obviamente, foi muito aleatório, mas eu estava tão nervoso que saiu "sim", ela deu um sorrisinho e voltou ao que tava fazendo. Desde aquele dia, Livia se aproximou cada vez mais de mim, e ela tentou me conquistar todos os dias, e acreditem em 2012/13 eu não era naada fácil.
E quando eu consegui falar com ela novamente, alguma coisa dentro de mim estalou, a gente voltou a conversar e era como se nada tivesse mudado, a gente conseguia desenvolver do mesmo jeito que a gente sempre fez, nem parecia que tinham 7 anos sem contato. A gente se viu algumas vezes(sim, eu sei que a gente ta de quarentena, todas as medidas de seguranças foram tomadas pra gente conseguir) e, cara, eu tinha me esquecido o que é olhar pra alguém que te olha como se você fosse uma obra prima, aquele olhar de quando éramos crianças não mudou nem um pouquinho, ela ainda olha pra mim como se eu fosse a pessoa mais legal do mundo.
Eu, com todos os meus defeitos, com todas as minha chatisses e meu jeito ""inteligente"" de ser, onde a lista de qualidades é exatamente igual a lista de defeitos, ela me vê como se fosse alguém muito mais do que incrível.
E eu olho pra ela assim também, e quando eu a olho, eu quero que ela sinta a pessoa incrível que eu vejo, uma pessoa que passou por inúmeros problemas pelo mundo afora e ainda passa, alguém que realmente foi a raiz do meu gosto pelas mulheres, que me ensinou que atitude é a melhor caracteristica possível em alguém, e que eu quero alguém com isso na minha vida, alguém que tenha coragem de me puxar pelo braço e dizer que me quer, alguém que queira os meus toques, alguém que querias os meus carinhos, as minhas massagens, os meus abraços, as minhas implicações, assistir animes ou séries comigo, beber comigo, aprender e viver todo tipo de experiências e situações. É isso que eu quero com ela também!
Esse é um pedacinho da minha odisseia, eu pedi a Deus, ao universo, a seja la o que for que estiver ai fora por nós, pra que 2020 seja um ano de apredizados e conquistas, 2020 foi o ano mais difícil da minha vida, onde por conta de um treinamento pra competição, da pandemia(home office) e tambem por causa de ter a Carol na minha cabeça, eu passei pela pior fase da minha vida, mas eu consegui correr atrás de ajuda a tempo(onde eu devo a minha vida a minha hipnoterapeuta, que mulher excepcional) e, no final dessa jornada, eu cresci muito e me tornei bem mais forte.
Muito obrigado, eu deixo aqui os meus agradecimentos a todas essas garotas, que me mostraram quem eu quero junto a mim e quem eu quero ser, a minha mãe que é a melhor mãe do mundo e, mesmo a gente se desentendendo as vezes, eu não resistiria sem ela, a minha hipnoterapeuta que consegue a façanha de me colocar em transe(hipnose ericsoniana é a melhor, sem dúvidas!) e que me ensinou muuuito mais lições do que eu teria aprendido em 20 anos da minha vida.
E principalmente, muito obrigado a mim mesmo, por ter aguentado até aqui, por nunca ter parado de ir pra frente mesmo pensando todos os dias em desistir, em jogar tudo pro ar, pensando até em coisas muuito, mas muuuuito mais escuras nos dias mais dificeis, mesmo assim nós estamos aqui, prontos para a proxima jornada, onde a gente vai sofrer, mas a gente vai aprender algo a respeito disso no final.
Se você chegou até aqui, meu caro amigo, eu só queria te contar a história de como eu descobrir o que, pra mim, é o amor. Amor é o que eu sinto quando olho pra alguém que também me devora com o olhar e as atitudes, amor não é toda a intensidade, todo o fogo, toda a loucura, não! Pode ser um pouco disso, mas principalmente, amor é reciprocidade, é você não ter que se esforçar em mudar 1001 coisas só pra agradar a pessoa, quem você ama e quem te ama de verdade gosta de você por ser quem você é, e é isso que eu quero pra minha vida, amar e ser amado!
Eu não sei se eu e Livia vamos ficar juntos, a gente deve descobrir mais a frente, mas eu sei que eu quero isso, e se o destino(ou o universo, ou deus...) não permitir que a gente fique junto, tudo bem, eu sei agora o que procurar, e que vai existir mais alguém que olhe pra mim do jeito que eu olho pra ela.
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2020.08.17 02:59 gimme-that-potato Uma das melhores decisões que tomei foi começar a tomar remédio para depressão

Olá, meus queridos.
Como o título sugere, venho aqui compartilhar minha experiência, pois acredito que possa acabar ajudando alguém aqui. No mais, vou poder pôr algumas ideias em ordem e poder dar uma desabafada. Tentarei ser breve, mas sei que não vai rolar rs, e acredito que meu texto não será tão linear.
O negócio é o seguinte: nunca fui apaixonado pela vida, de modo geral. Sempre fiz minhas coisas e tudo mais, mas essa tendência já me fez ficar para baixo (talvez algumas vezes depressivo) em algumas partes de minha vida. Nada disso me impediu de viver normalmente, sentir alegria, felicidade, paixão, correr atrás do que gosto, etc.
Acontece que ano passado estava em uma época braba. Havia terminado a faculdade, saído do emprego para prestar um concurso que não passei, e estava desempregado. Porra, estar desempregado é foda. A sensação de ficar em casa sem produzir é péssima.
Chegou uma hora que quis me cortar. Nada de suicídio, e nunca acreditei que pudesse fazer isso (apesar de estar com a constante sensação de querer nunca ter nascido), mas não deixa de ser um sintoma bem preocupante. Quando comecei a me dar uns pequenos cortes (escondidos), entendi que era hora de voltar pra terapia. Voltei para a mesma psicóloga que conheço há uns anos e confio bem.
Cabe aqui fazer um parênteses sobre depressão: há vários jeitos de melhorar esta doença. Contudo, tem um estudo recente que analisou a mistura entre dois tratamentos variados (ioga com psicólogo; meditação com psiquiatra; prática de esportes com meditação; etc.), e a melhor combinação de tratamento encontrada foi: acompanhamento psicológico junto com psiquiátrico. Não significa que tem que deixar outros tratamentos de lado, mas essa foi a melhor fórmula comprovada para combater.
Outra coisa: se você quer buscar um psicólogo, o que super recomendo, não importa a linha que ele ou ela segue. Freud, Lacan, Jung... nada disso importa. São ferramentas elaboradas para chegar em um mesmo objetivo. O que importa é você encontrar alguém que você vá com a cara. Alguém que você confie em desabafar. Não adianta conversar com um psicólogo pica das galáxias se você não se sente à vontade com ele.
Enfim. Começando a terapia, comecei a perceber diversos outros sintomas. Já não estava com a mesma concentração de antes. Me perdia no meio de frases. Estava me desconectando do mundo. Até atividades mais prazerosas estavam soando trabalhosas ou cansativas demais para mim. Meu prazer em coisas comuns, como comer algo bom, estava diminuindo. Foi a primeira vez que minha psicóloga sugeriu eu procurar um psiquiatra para me ajudar.
De início me senti mal, pois nunca tomei remédios para a cabeça. Mas depois veio um certo alívio: eu simplesmente estava doente, como uma gripe, e talvez precisasse só tomar um remédio. Você tem ideia de como é um alívio entender que sua mente te prega peças, e o motivo de você estar mal pode ser simplesmente algo fora de seu controle? Como uma mera desregulação hormonal, ou falta de algum receptor no cérebro, algo assim.
Falando com o psiquiatra, ele me passou um remédio relativamente novo, que, a grosso modo, estimula a produção de receptores de certos neurotransmissores na minha cabeça. Em outras palavras, ele estimula o cérebro a "captar mais prazer", ao invés de criar o prazer em si (como uma droga ilícita geralmente faz). Tanto é que é um remédio de tarja vermelha, e que não vicia (apesar de dar efeitos colaterais).
O início do tratamento foi bem ruim. O primeiro efeito colateral era a sensação de estar sonhando, ou na beira de uma grande ansiedade. Como se eu estivesse caindo, mas aquela sensação de "estar caindo" tivesse durando minutos. Isso me fez aprender a deixar rolar, sabe? Eu sabia que era um efeito do remédio, então não podia fazer nada, senão deixar acontecer, seguir com a maré. Eu diria até que eu pude aproveitar minha ansiedade. Sentia que era o remédio que me causava essa aceleração, mas que era ao mesmo tempo ele que me possibilitava ter esse "freio".
Outro efeito ruim foi o sono. Na verdade era mais uma vontade incontrolável de bocejar em si do que sono.
Como um outro possível efeito era falta de libido, óbvio que nos primeiros dias a primeira coisa que fui testar foi a masturbação. Confesso que foi bem difícil chegar no orgasmo, parecia que eu ia criar fogo com as mãos hehe. Por outro lado, um tempo depois minha libido até melhorou, pois minha depressão me fazia não querer buscar sexo. Minha namorada me apoiou durante tudo isso e entendeu, quando conversamos, que o sexo poderia piorar, o que felizmente não ocorreu.
Depois esses efeitos melhoraram (acredito que em até 2 semanas). O de sono e bocejo passou por completo, assim como o da ansiedade. Eu sentia que o remédio era um freio para minha ansiedade. Se eu fosse um carro, era como se o remédio colocasse uma trava na velocidade máxima. Sentia ele me ajudando.
Uma coisa que demorou para melhorar foi meu fluxo intestinal. Estava acostumado a ir ao banheiro todos os dias, às vezes até duas vezes (aqui cabe ressaltar que sou homem e, quando comecei a tomar o remédio no ano passado, estava com 26 anos). O remédio me fodeu com isso. Comecei a passar uns dias sem ir ao banheiro, ou ficar totalmente desregulado. Hoje, meses depois, isso já melhorou 100%.
Umas semanas depois comecei a ter um pouco de insônia, que até hoje vem e volta, mas nada que me atrapalhe.
Mas nada disso chega perto ao que o remédio me proporcionou: a capacidade de sentir prazer banal, no dia a dia, como ao ver um pôr-do-sol, ouvir uma música foda, ou comer algo gostoso. Hoje nem parece que eu tomo remédio. Faz parte da minha rotina: eu acordo, tomo meu comprimido, meu café, e sigo com o dia. Às vezes penso que deveria ter buscado um psiquiatra antes.
Claro que o tratamento é temporário. Eu sinto um pouco de falta de poder "curtir mais minha angústia" quando não tomava remédio, pois isso me ajudava a compor música ou escrever algo. Hoje me sinto melhor sabendo que estou mais pronto para terminar o tratamento (que demora no mínimo 6 meses, se não me engano até 2 anos). Também sei que, se voltar a ficar mal daquele jeito, tenho mais ferramentas para usar ao meu favor.
Se você está mal, não tenha vergonha de procurar um psiquiatra. Não coloque barreiras que não existem. Se você estivesse com febre, você iria no médico. Pode ser que sua depressão seja simplesmente uma reação física de seu corpo, e não uma mera falta de vontade (aliás, acho que nunca é, pois vontade de estar bem todo mundo tem). Até porque, uma pessoa com a vida 100% boa pode sofrer de depressão. Como falei, pode ser por algo idiota, como uma desregulação de seu corpo, algo hormonal, etc.
Pense nos remédios como uma rodinha extra numa bicicleta: ele vai servir de apoio para seu cérebro reaprender a andar sozinho, e, então, quando estiver pronto, vai poder andar ser as rodinhas.
Uma questão é que eu dei sorte. Um dos meu melhores amigos demorou uns bons anos para encontrar o remédio certo para ele. Ele tentou de tudo, várias terapias, e finalmente achou esse remédio (que é o mesmo que o meu, por coincidência), junto uma terapeuta de confiança. O cara até conseguiu assumir ser gay e hoje está namorando e feliz em um relacionamento, o que me deixa muito feliz.
Quando compartilhei essa história com outro amigo, ele confessou que estava tomando remédios para a ansiedade. Ele disse que era incrível poder sentir o prazer do presente ao andar de ônibus.
Comecei um trabalho novo em janeiro, e venho enfrentando altos e baixos por conta do isolamento da pandemia (não estar fazendo exercício vem ferrando com meu corpo). Mas sei que hoje tenho mais recursos para me cuidar. Ainda tomo remédio e faço acompanhamento psiquiátrico, e parei com a terapia pois não queria fazer online, embora eu ache que volte logo menos e faça por videochamada mesmo.
Enfim, espero ter ajudado alguém, ou ao menos estimulado a empatia, caso conheça alguém que esteja depressivo, ou com receio de começar a tomar remédios. Sempre fui muito mente aberta com muita coisa, inclusive terapia e psiquiatria. Mas ainda dava uma julgada com quem "parecia bem" e mesmo assim estava tomando remédio. Hoje vejo isso com mais empatia, pois nem todo mundo que parece bem está de fato bem. Quem sou eu para saber o que o outro sente, quando às vezes nem eu mesmo sei dizer o que sinto...
Se você tem algum amigo com depressão, ofereça seu apoio. Não julgue. Quando puder, insista na amizade. E não vomite suas próprias histórias. Não fale que "é falta de vontade", ou que é "frescura", ou que você conhece um "óleo essencial" para depressão. Às vezes a pessoa só precisa de alguém para desabafar, ou ao menos saber que você está lá para ela (como eu estive para esse meu grande amigo). Apesar de a tristeza poder ser um sintoma da depressão, depressão não é tristeza. Depressão é o oposto de vitalidade.
Por fim, deixo como dica de leitura o que acredito ser uma espécie de "guia definitivo" para a depressão (só não digo "definitivo" pois é uma área da ciência em constante evolução, e, CARAMBA, como eu sou grato por nascer nesta nossa época e não há 50 ou 100 anos, quando havia muito mais estigma e muito menos remédios...). Trata-se do livro O Demônio do Meio-dia, de Andrew Solomon. É um documento jornalístico que conta a história, em primeira pessoa, do escritor e sua luta para entender a própria depressão e a Depressão em si como doença. Nele há muito sobre questões emocionais, como os diferentes remédios funcionam, como a depressão afeta diferentes grupos de diferentes formas, etc. Foi o que me ajudou para ganhar conhecimento e lidar melhor com esse meu amigo (e, depois, lidar comigo mesmo). Esse mesmo jornalista faz um TED Talk muito bom aqui.
Obrigado a quem teve o saco de ler até aqui. Não sei se vou responder todas mensagens, mas tentarei. Se tiverem alguma dúvida, será um prazer tentar ajudar na medida do possível. Um grande abraço e tenha uma boa noite!
Edit: o remédio é Venlafaxina.
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2020.07.18 04:08 mololokov Ela deixou o instagram público hoje

Já fazia um tempo que eu tentava acessar o perfil. Desde que meu ex-namorado - com quem eu tinha 5 anos de relacionamento - me abandonou enquanto fazíamos planos de ter uma casa só nossa em São Paulo. Assim mesmo, do nada: na sexta disse que um amigo ajudaria a arrumar um emprego pra mim na capital para que eu me juntasse a ele logo, na segunda confessou que não estava pronto pra morar com ninguém e queria terminar. Menos de um mês depois, ele linkou o @ dela com um coraçãozinho na frente. Gosto de pensar que superei a situação toda. E não é mentira: na maioria dos dias, não penso nele. Mas criei o hábito de acessar as redes sociais dos dois - sem muito sucesso, porque ambos mantém tudo privado. Queria ver como eles eram juntos. Ela é linda. Apaixonada por carros, assim como ele. As legendas falam sobre esse encontro lindo das almas dos dois, da reviravolta que suas vidas tiveram. Eu fui o que restou da reviravolta. Ele emagreceu e ganhou uns músculos. Ela deve ter 30kg a menos que eu. Estão morando juntos durante a quarentena e não poderiam estar mais felizes. Almas gêmeas. Eu ainda estou aqui, quebrada em vários sentidos. Não foi a primeira vez. Meu primeiro namorado disse que não me amava tanto assim, o segundo disse que se encontrar comigo era cansativo como ir trabalhar. Perdi a capacidade de confiar e isso têm tornado impossível que eu viva um novo relacionamento. Nunca me sinto segura. Nunca saio da defensiva. Tenho a certeza de que vai acontecer de novo, de que eu sou insuficiente para ser o amor da vida de alguém. Me sinto um corpo vazio conduzindo pessoas a seus destinos finais. Eu sou sempre, sempre o elo mais fraco. A mais apaixonada, disposta a abrir mão de tudo - inclusive de mim mesma - em benefício de outra pessoa. Tenho medo de nunca ter um relacionamento saudável, onde eu não desgaste tudo com ataques de ciúmes e inseguranças. Amar sempre esteve ligado à sacrifício no meu coração. À dor. E eu não sei como ser uma pessoa diferente...
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2020.07.16 16:26 fobygrassman ENCONTRE COROAS CASADAS HOJE

ENCONTRE COROAS CASADAS HOJE Conheça coroas, MILF's, e Mulheres Maduras brasileiras reais em menos de 2 horas, garantido!
Como Pegar Uma Coroa no Brasil Escrito por uma coroa verdadeira casadas
Quero namorar com uma coroa casada! Como eu namoro com uma coroa? Quais são os melhores sites de namoro de coroas? MILFs e coroas são a mesma coisa?
Não sei dizer quantas vezes já ouvi esta pergunta como especialista em namoro.
Originalmente minha resposta foi simples, pesquise no google sites de namoro de coroas e se compromete com um casal que você goste.
No entanto, há um grande problema com sites de namoro de coroas que afirmam ser focado em torno de mulheres maduras, MILFs, e coroas que estão buscando um homem mais jovem (referido como um "boytoy" ou "filhote".....
Eles não funcionam! E aqui estão 4 razões para isso: Não se preocupe, eu também lhe direi a melhor maneira de garantir um encontro com uma coroa casada ;)
  1. Não há coroas suficientes para dar conta Isto sobre isso, pumas são uma das categorias mais populares de pornografia. Em 2018 foi mostrado que "milf" foi a terceira coisa mais procurada em sites pornográficos. Cada jovem tem uma fantasia de mulher mais velha, mas quantas mulheres mais velhas você acha que estão assistindo a esses vídeos?
  2. A competição é grande! Para cada 1 coroa há 10-20 homens jovens tentando chamar sua atenção. Suas caixas de entrada estão cheias de mensagens não lidas. Minha tia é uma coroa autoproclamada, ela se inscreveu para um site de namoro de coroas uma vez, depois de obter +100 mensagens em seu primeiro dia ela nunca voltou. Então, se você é um cara jovem à procura de uma coroa você vai encontrar alguma competição séria. Pegando sua atenção é quase impossível e mesmo se você conseguir não há nenhuma garantia que ela vai estar interessada.
  3. Coroas não precisam do site Como eu mencionei antes, coroas são muito procuradas. Elas podem gritar pela janela e conseguir uma fila de caras. As coroas são mais propensas a namorar ou dormir com alguém que elas conhecem pessoalmente, elas são da antiga assim. Então, boa sorte competindo com o seu piscineiro, jardineiro, ou filho de amigos enquanto você é apenas um cara da internet
  4. Você precisa estar entre 24-29 para ter uma chance Já existe uma quantidade gigantesca de competição, mas a situação piora. Se você não está entre 24-29 você está em uma desvantagem séria. Uma pesquisa recente de coroas determinou que a idade ideal para um boytoy é 26 anos e a faixa etária média que elas poderiam até mesmo CONSIDERAR está entre 24-29. Há obviamente umas exceções mas são uma porcentagem pequena de um grupo já pequeno.
Disse a verdade sobre sites de encontros de coroas, mas provavelmente ainda está perguntando; OK, eu concordo que os sites de namoro de coroas são um desperdício de tempo, mas o que eu faço em vez disso?
Bem, você está com sorte porque há um pequeno truque muitas vezes negligenciado para aqueles que procuram coroas, sites de infidelidade! Isso mesmo, sites de traição são ótimos para encontrar coroas.
Estão aqui 6 razões porque os sites de traição ganham de sites de coroas para encontrar mulheres maduras:
  1. A grande maioria das mulheres lá são casadas, o que significa que a idade média é de cerca de 37-38 anos, a idade de coroa ideal!
  2. Você está competindo com caras mais velhos Esta é uma vantagem em tantas maneiras. Em primeiro lugar, você vai se destacar de todos os outros caras devido à sua juventude e condicionamento físico. Imagine uma coroa gostosa procurando através de homens perto dela e vendo foto após foto de caras velhos, fora de forma. Homens como seus maridos, que não as satisfazem.... Aí eles vêm através de seu perfil! Você é jovem, você está em forma (especialmente em comparação), e você está confiante. As chances de ela escrever a você é muito maior do que as chances de uma MILF se quer RESPONDER a você em um site de coroa.
  3. Elas não estão à procura de relacionamentos Elas estão em um site de traiçao de casado por isso está muito implícito que elas querem discrição e um relacionamento principalmente sexual. Isto significa que além da primeira ou segunda reunião você é basicamente o seu peguete.
  4. Você pode se destacar com uma foto de perfil! Em sites de traição a maioria dos usuários não tem uma imagem de perfil público de seu rosto. O que é típico é uma foto de corpo como seu retrato público do perfil e então fotos reveladoras em sua galeria privada. Podem compartilhar e revogar o acesso a esta galeria com sua própria discrição com quem quer que elas querem. Entretanto já que você provávelmente solteiro você pode criar um perfil com uma foto pública que inclua sua cara. Isso vai fazer você se destacar 100x vezes mais. As chances são que as mensagens virão antes mesmo de você precisar se apresentar.
  5. Elas etsão solitárias e insatisfeitas com seus maridos. Elas estão em site de infidelidade porque carece atenção de seus maridos. Normalmente, o marido começa a tratá-las como mãe/esposa e já não como um ser sexual. Esta é a sua oportunidade de dizer que elas ainda são sexy e ainda muito desejáveis e acredite que elas precisam/querem ouvir isso desesperadamente.
  6. Elas estão prontas para explorar sexualmente. Estas mulheres estão casadas há anos e o pouco sexo que têm com os seus maridos tornou-se mecânico e "baunilha". Elas estão prontos para apimentar as coisas e são maduras o suficiente para tentar novas experiências sexuais como: BDSM, ménage à trois, dominatrix, etc.
Ok, agora você provavelmente está pensando, "OK, você me convenceu de que os sites de infidelidade são 100x melhores para pegar coroas, mas como eu faço para realmente encontrar uma coroa?" Não se preocupe, siga estas 7 dicas e você vai aumentar drasticamente suas chances de encontrar uma coroa ou MILF em um site de casos.
7 Dicas Para Pegar Coroas Nota: algumas destas dicas são para o uso em sites de traição e algumas são dicas gerais
  1. Mencione a discrição no seu perfil e na sua primeira mensagem. Estas coroas são casados e estão à procura de parceiros casados porque isso garante que ambas as partes serão o mais discreto possível. Assumindo que você não é casado ou comprometido elas vão precisar de segurança de que você é discreto e confiável imediatamente. Considere escrever algo em seu perfil que diz:
"A discreção é muito importante para mim. Eu estou procurando somente parceiras discretas que são mutuamente respeitosas". 2. Mostra que não vai pôr em risco o seu casamento A outra preocupação que as coroas casadas que procuram homens têm é que você homens mais jovens são rápidos para se apaixonar e podem representar uma ameaça ao seu casamento no futuro. Elas não querem estar em uma posição onde você está exigindo que elas se divorciem de seu marido para que ambos possam estar juntos. Elas estão em sites de traição porque elas NÃO querem se divorciar. Assim o que eu recomendo é pôr algo assim no seu perfil e/ou primeira mensagem:
"Não olhando para mudar seu status ou meu, apenas olhando para ver se eu posso encontrar uma boa conexão com limites claramente definidos". 3. Você está disponível! Uma das coisas mais difíceis de se ter um caso é a disponibilidade. Se ambas as partes estão em relacionamentos é muito, muito difícil encontrar um momento em que AMBOS podem fugir de seus cônjuges sem levantar suspeitas. Mesmo quando você concorda sobre um tempo e um lugar, algo pode surgir e um de vocês pode não ser capaz de ir. A boa notícia é que você pode trabalhar em torno de sua programação. Este é um grande bônus então deixe que ela saiba disso! Ela pode nem mesmo perceber o quanto problema programação é se esta é a sua primeira vez traindo. Diga que já que você é solteiro você pode encontrá-la sempre e onde é melhor para ela.
  1. Mostre a ela que você respeita limites. Na verdade, diga a ela que você está ansioso para ouvi-los. Novamente, coroas casadas precisam de discrição e a melhor maneira de ser discreto é estabelecer limites. Pergunte a ela se há alguma regra de discrição que ela precise que você siga. Muitas vezes, são coisas como "não me escreva entre 18h e 23h", "use palavras em código para que se alguém ver as mensagens parecerão inocentes" etc. Tudo isso permite que ela saiba que você está falando sério sobre sua discrição.
  2. Elogie ela! As coroas estão em sites de infidelidade porque seus maridos não as tratam mais como mulheres atraentes e desejáveis. Se elas têm filhos, mesmo que sejam MILFs, é provável que seus maridos as vejam como mães mais do que amantes agora. Elas estão desesperadas por validação que ainda são sensuais e desejáveis e, vindo de um homem mais jovem, isso significa ainda mais!
  3. Acho que você é jovem demais para mim / não é jovem demais para mim? Espere que essa pergunta surja muito. Não se preocupe - este é um bom sinal! Se ela está dizendo / perguntando isso é porque ela está lhe dando a oportunidade de refutar. Se ela realmente se sentisse assim, não responderia a você. Mas agora você está em uma posição crítica; como você responde a isso determinará se você consegue um encontro / relacionamento. Lembre-se de que ela não está falando sério, está testando você. Prepare uma resposta bem pensada a isso com antecedência. Eu acho que este é um bom começo:
“Você realmente se sente assim ;)?” Esta é uma maneira divertida de ir direto ao ponto" "Eu realmente não vejo as coisas dessa maneira. Estou procurando por características como maturidade, confiança, discrição e abertura. Mulheres mais maduras têm mais desses traços e você é incrivelmente sexy." 7. Elas vão pensar que você é imaturo. Imediatamente elas assumirão que você é jovem, excitado e imaturo. Você precisa refutar isso imediatamente. Inicie suas mensagens o mais maduro e profissional possível. Releia suas mensagens e verifique se a ortografia e gramática são 100%. À medida que a conversa continua, você pode se tornar cada vez mais brincalhão, mas a primeira impressão dela precisa ser que você é maduro e inteligente, e não um garoto idiota.
Então aí está, minha opinião extensa e bem pesquisada sobre: Por que sites de coroa não funcionam Onde você pode encontrar coroas REAIS Como você pode maximizar suas chances de entrar em um relacionamento causal com uma coroa Se você leu este artigo e realmente implementar essas dicas, estará dez passos à frente da concorrência e estará no caminho de namorar coroas, MILFs e mulheres maduras.
Ah, e antes que eu esqueça, a pergunta "MILFs e coroas são a mesma coisa?"
A resposta é não. MILF: MILF significa ‘Mãe que eu gostaria de comer’ em inglês. São mulheres com filhos que você acha sexy, só isso.
Coroas (ou cougars em inglês): as coroas são mais velhas, atraentes, mulheres que estão "rondando" explicitamente por homens mais jovens!
O Brasil é um país de trair coroas casadas! Uma em cada dez mulheres casadas encontrou alguém mais de 10 anos mais novo! 8% das mulheres têm encontros casuais com homens muito mais jovens. A maior diferença de idade média entre coroas casadas e amantes é de cinco a dez anos 57% dos homens tiveram um caso com uma coroa casada O estudo constatou que oito por cento das mulheres casadas tiveram um caso com um homem mais jovem Mulheres maduras também são muito atraentes para homens casados. 61% dos homens casados ​​no Brasil têm um caso extraconjugal com uma mulher mais velha. 25% dos homens casados ​​namoraram uma mulher entre cinco e dez anos mais velha. O apetite sexual das mulheres aumenta com a idade, enquanto os homens tendem a atingir o pico em seus vinte e poucos anos. Isso poderia explicar a tendência crescente de coroas casadas em busca de homens. Casados ​​com homens podem ver um declínio escasso no desejo sexual e coroas casadas, eles estão ficando cada vez mais frustrados. Eles agora optam por conhecer um cara que é mais jovem, simplesmente porque sua libido é mais semelhante.
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2019.08.12 07:24 echimenes SOBRE O LADO COMPLICADO DAS RELAÇÕES - HOMOAFETIVAS OU NÃO

Ok, isso é literalmente um desabafo. Acho que já passei da fase das reclamações - e essa nem seria a função desse grupo. Mas aviso desde já: história longa a frente.
Primeiro, vou contextualizar vocês:
Eu tenho 22 anos de idade. Formado em Contabilidade em uma universidade federal. Me considero bonito, tenho boas comunicações sociais no ramo profissional e já trabalho na minha área de formação a quase 2 anos.
Sou gay. Não assumido para familiares - não por escolha, mas simplesmente por que não me preocupo com o que vão pensar de mim. Eu sou o que sou e tenho pleno orgulho de mim. Não preciso ficar anunciando a ninguém. Quem já sabe, e algumas pessoas mais próximas a mim já sabem, me aceitam sem complicações ou preconceitos imaturos.
Sempre fui mente aberta, porém apenas me reconheço como homossexual a pouco mais de 3 anos. Morava em uma cidade minúscula até mudar definitivamente para a cidade onde a minha universidade se localiza, uma das maiores do estado. Aqui, terminei minha graduação e consegui um bom emprego. Viver com a minha avó, depois do falecimento da minha mãe aos meus 11 anos, me fez crescer livre, embora minha timidez excessiva na adolescência não me permitiu ser um cara de festas e baladas, ou bebidas e outras drogas lícitas. Não sou de muitos amigos até hoje, embora seja mais extrovertido do que jamais fui.
Gosto de escrever. Muito. Meu sonho é ganhar dinheiro escrevendo um dia, seja livros ou roteiros de novelas e filmes - confesso: eu penso alto, embora meus pés estejam bem firmes no chão. Sou nerd quando o assunto é ciências, filmes, séries, livros e coisas dessa área pop. Gosto de fazer amigos que curtam o mesmo que eu.
Agora vamos ao "problema":
Eu me apaixonei por um garoto. Um ano mais velho que eu. Nem um pouco nerd e de personalidade extremamente mais dominante, mais autoritária. Um cara mandão, do tipo que não aceita "nãos" como resposta para nada.
Eu, que cresci sendo mimado pelas mulheres da minha família, jamais pensei que fosse me desarmar por outra pessoa como aconteceu. De verdade, pensei que eu fosse ser um grande babaca quando encontrasse o amor da minha vida.
"Grande engano o seu!" - disse o coração.
Pois é, o amor veio. Jamais senti o que senti por ele quando nos conhecemos. Foi bem na época em que eu "soube" que gostava de garotos e esse cara literalmente me ensinou, me introduziu ao mundo LGBTQ+. E só Deus sabe o quanto eu adorei isso. Aprendi a perder o pouquinho de preconceito que eu ainda trazia comigo desde antes de me ver nesse meio. Ele cuidou de mim, me ajudou a me adaptar nessa nova cidade e me fez pensar estar num sonho.
Obs.: sem contar que tudo o que sei 'na cama', adivinhem? Foi ele também que me ensinou. Virgem até os 20. Pronto, falei.
Eu realmente espero que outros homossexuais que lerem esse texto se identifiquem com a minha história. Eu não acho que seja tão incomum assim passar pelo que eu passo.
Começamos a namorar. Eu conheci a família dele. Passei a frequentar muito sua casa e a dormir lá mais vezes do que eu dormia na minha própria durante a semana. Seis meses haviam passado e já fazíamos planos ousados de irmos morar juntos dividir um mesmo aluguel e um mesmo lar. Ter nosso próprio doguinho.
Logo quando encontramos nossa nova casa, com menos de um ano que nos conhecíamos, resolvemos fazer nossa "lua de mel". Compramos juntos uma viagem para o Nordeste, onde ele viu o mar pela primeira vez comigo - eu já havia visto antes, durante um Simpósio no sul em que fui com minha turma da faculdade.
Foi durante essa viagem que senti as coisas começarem a desandar. Eu soube desde o início que ele era obsecado por sexo. E não me entendam mal, eu também gosto, mas no caso dele - ser assumido desde muito pequeno, ter conhecido o mundo do sexo logo com seus 14 anos de idade e nunca ter sido muito controlado pela mãe que o criou para ter cuidado com esses assuntos, creio que isso mexeu com a cabeça dele -, imagino que isso o deixou ser mais guiado pelo lado irracional da coisa.
Eu sei que muitos casais passam por isso. Apimentar a relação, encontrar uma forma nova de fazer. De repente, um brinquedo ou um até mesmo um terceiro. Sim, hoje eu sei que isso é a coisa mais normal no mundo. Não é um bicho de sete cabeças. Não é um BIG DEAL. É o ser humano. Somos nós. Cansamos do mesmo corpo, dos mesmos lábios, dos mesmos assuntos. Não tem a ver com amor. Tem a ver com adrenalina. Precisamos sempre de renovações, de viver novas aventuras. É maior do que nós. Pessoas desimpedidas passam por isso dia após dia. Mas chega a ser um tabu para os casais. E não estou falando apenas de homossexuais. Homens e mulheres se machucam o tempo todo quando chegam nesse estágio do relacionamento. É triste e desencorajador, mas devo dizer que para quem passa por isso, pode ser um grande ensinamento de vida.
Não sei se é por sermos dois homens ou se é por termos feito as coisas muito rápido, mas com menos de um ano de namoro, cansamos um do outro. O amor não diminuiu, pelo contrário, ainda é o mesmo. O que mudou foi a falta de novidade. Ele já tinha tido muito mais experiências do que eu. Havia passado por loucuras que rezo para nunca ter que passar. Mas eu, em termos, ainda sou um iniciante nesses assuntos. Ele queria mais do que isso.
Sugeri um terceiro. Sou MUITO mente aberta. A ideia não me magoou no início, embora tenha me assustado, confesso. Ele prontamente aceitou e aconteceu ainda nesse viagem. Minha primeira experiência a três, mas não a primeira dele, claro. Embora eu não tenho dito nada a princípio, isso mexeu comigo. Não soube como reagir. É estranho ver a pessoa que você ama com outro. Okay, eu deixei, eu permiti aquilo, mas quando aconteceu, fui invadido por um sentimento totalmente novo.
Depois da viagem, as coisas não melhoraram muito. Fizemos a "brincadeira" outras várias vezes, mas parecia não ser certo. Eu vejo pornografia online diariamente como todo garoto da minha idade. Isso nunca me afetou ao ponto do vício.
Então as desconfianças começaram.
Eu ia para o trabalho nos dias em que ele tinha folga e ficava imaginando o que ele estaria fazendo em casa. Ou com quem ele estaria. Vejam bem, não sou ciumento, mas eu já sabia do que ele era capaz por causa do sexo. Aliás, não se trata de ciúmes; é algo mais... ético. Poxa, somos um casal. Praticamente casados com alianças e tudo. Já fizemos ménage antes e não haveria por que pensar que pudesse haver traição no meio. Eu tinha esse sentimento dentro de mim - ainda tenho -, de querer conhecer alguém diferente, me envolver como me envolvi com ele. Sabem? Me sentir como me senti no começo com ele. Quando a chama da paixão era ardente e incontrolável. Mas não poderia deixar nada mesquinho aflorar de dentro de mim. Eu amo ele. Ponto.
E foi então que eu descobri. Eu já estava às vésperas de me formar na faculdade. Estava com emprego novo e tudo parecia correr as mil maravilhas. Eu soube através de um meio anônimo que ele estava saindo com outros caras. Não poderia dizer quantos, mas sabia que eram mais do que um. Meu mundo só não caiu por que sei me virar em situações de emergência. Sei alinhar meus pensamentos. Sei administrar o que é racional do que não é.
Não joguei nada na cara dele. Deixei as coisas fluirem. Continuei a trabalhar durante o dia e pegar o ônibus para ir a faculdade a noite. Nos finais de semana, eu limpava a casa e lavava nossas roupas. Por ter poucos amigos, praticamente não saia nas folgas.
Não demorou muito para eu também começar a sair com outras pessoas. As escondidas, claro. Era só sexo. Nada de contatos. Apenas satisfação da carne. Ele fez, por que eu não podia? Também sou jovem, bonito, por que bancar a Cinderela com a madrasta e as primas más? Podem me julgar a partir daqui, mas me senti revigorado. Senti a chama de novo. Não me senti me vingando, estava muito além disso.
As vezes ainda fazíamos nossos trios, mas com frequência menor do que antes. Então um dia, ele descobriu que eu também pulava a cerca como ele. O cara com quem eu havia saído numa folga minha em que ele trabalhou, não sei por qual motivo - talvez para ver o circo pegar fogo - mandou prints de nossas conversas para ele e aí... bem, não foi tão frio quando eu fui. Brigamos como nunca. Claro que já havíamos brigado antes por vários motivos diferentes - inclusive por sexo -, mas essa briga em especial foi a maior. Decidimos nos separar. Ele jogou varias hipocrisias na minha cara e eu, bem, eu aceitei. Foram sete dias sem nos vermos. Eu já estava pensando em me mudar para a casa de um primo até saber para onde iria, quando tivemos uma última conversa. Abri minha alma, expliquei o que eu havia feito e por quê. Lembram do que falei sobre não aceitar "nãos" como resposta? Pois é, isso vale para não aceitar que a culpa recaia sobre você também. Foi uma conversa difícil. Tínhamos um cachorro para cuidar. Uma casa alugada com um contrato de aluguel ainda longe de vencer e dívidas contraídas juntas para liquidar. Talvez tenha sido a junção de tudo isso, daquela dívida moral que eu sempre vou ter com ele por ter me ajudado tanto no começo, mas reatamos.
Continuamos juntos, embora elefantes ainda caminhem pela nossa casa. Eu sei perdoar. Já perdoei várias coisas e pessoas antes dele. Não guardo mágoas, pois sei dos malefícios que se dão com isso. Não gosto de atmosféras tóxicas dentro de um relacionamento, seja ele amoroso ou não.
Agora, sinceramente já não ligo para as folgas dele. Não ligo para o fato de quantos caras ele vai levar para a nossa cama enquanto eu Não estou por perto. Eu sou mente aberta ao extremo. Talvez se ele tivesse me pedido antes de fazer, eu tivesse deixado. Não estou decepcionado e não me sinto traído. Não choro por isso a noite depois que ele já dormiu. Minha consciência está, acreditem vocês, tranquila. Certa vez, num banheiro público, li a seguinte frase:
"Você tem certeza que não está colocando vírgulas ainda deveria estar colocando pontos finais?"
Pois é, eu sei que estou colocando vírgulas. Muitas. Sinto que metado de mim iria embora no momento em que nos separassemos definitivamente. Pois mudei muito depois que o conheci.
Mudo a cada dia estando perto dele e sabendo do que aconteceu. Me sinto preso. Preso em algo que já parou de andar. Isso me faz querer me odiar, mas eu também tenho amor próprio. Ou será que acho que tenho por pensar assim e fazer algo totalmente diferente?
Eu sou um garoto e a outra pessoa também é. Somos um casal homossexual vivendo num país predominantemente homofóbico e intolerante. Mas eu sei que essa minha história é a mesma que muitos outros casais vivem ou já viveram por aí. Eu amo esse cara. Amo ao ponto de ainda estar com ele depois de tudo. Amo ao ponto de saber que estaríamos melhor separados. Mas me faltam forças para dar esse passo.
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2019.06.23 23:56 d3rr1c53xpl0r3r Como tudo aconteceu (Na minha Cabeça)

Depois de ter ouvido todos os 24 episódios do Caso Evandro é impossível não formar uma narrativa própria na sua cabeça. Ao longo desses 24 episódios você transita entre a culpabilidade e inocência dos sete acusados. Impossível não, já que num caso tão conturbado quanto esse e com tantas variáveis fica difícil acreditar 100% em qualquer depoimento ou confissão. Pensei em esperar que todos os episódios saíssem antes de fazer esse post, mas aí lembrei que o Ivan mencionou que dará o seu parecer pessoal de como acha que as coisas aconteceram. Então para que não haja “Depois de ter ouvido fica fácil falar”, eu vou postar agora. Até para que eu não me influencie pela versão dele. Caso nos próximos episódios alguma coisa bombástica venha à tona e mude a minha opinião, eu irei colocar edits na minha postagem.
Só para que vocês entendam um pouco sobre mim venho de uma família umbandista e cresci entremeio sessões espiritas em casa, centros de umbanda e candomblé e “presenciei” sacrifícios de animais (Por ser pequeno na época, nunca me deixaram ver o ato, mas via o resultado nos dias seguintes. Como já ficou claro, as vísceras têm que ficar no alguidar por 3 dias antes de serem descartadas em água corrente, ou levadas a uma encruzilhada). Meu avô (Já falecido) era pai de santo e minha tia filha de santo e atendíamos apenas família e vizinhos próximos. Nunca tivemos um centro propriamente dito. E como isso já faz bastante tempo, obviamente algumas coisas me somem à memoria então fui pesquisar mais sobre o assunto.
Antes que eu comece, até para que vocês entendam um pouco melhor sobre as religiões Afro-Brasileiras, existem VÁRIAS vertentes. Sabe aquela coisa de brasileiro “gourmetizar” as coisas? (isso será importante na minha versão da história) Pois bem, com essas religiões não é diferente. Primariamente vieram da África com seus escravos TRÊS religiões, a Umbanda, a Quimbanda (ou Kimbanda) e o Candomblé. Sendo a umbanda e a quimbanda cultos semelhantes. Na “Umbanda Branca” temos o trivial de sessões espiritas, atendimento aos consulentes e o famoso passe (Algo apenas para dar uma paz de espirito a quem precisa, limpeza de aura e etc.) e oferendas à Yemanjá, Oxalá, Xangô, Ogum, Oxossi, Iori, Iorimá, que são as 7 linhas da umbanda. Na “Umbanda Negra” ou Quimbanda também há 7 linhas, todas chefiadas (encabeçadas) por diferentes Exus, que esses por sua vez em troca de sua sabedoria e conhecimento de outros Exus da gira (networking) pedem oferendas mais “caras”, oferendas de sacrifício de sangue. Dependendo do que lhes é pedido os tipos de oferenda variam desde uma simples galinha até humanos. Na África até hoje esses sacrifícios acontecem segundo o que pude encontrar (Não sei se é verdade). Eu poderia fazer um post apenas sobre isso, pois é uma assunto MUITO extenso e complexo. Pois bem, abaixo vocês podem conferir a minha versão do acontecido. Algumas coisas apenas os envolvidos sabem e ninguém NUNCA saberá a verdade.
Chega em Guaratuba no começo de Janeiro de 1992, o “Pai-de-Santo” e jogador de Búzios Osvaldo Marceneiro com sua então namorada Andrea Barros e os mesmos tentam estabelecer negócio na feira de artesanato no centro da cidade. Antes que os outros integrantes da feira se opusessem a permanecia de Osvaldo na feira, o mesmo conhece Beatriz Abagge que como declarou varias vezes gostava de misticismo e coisas do gênero. Após algumas leituras de Búzios os dois se tornaram próximos e assim começaram um relacionamento de amizade. Beatriz por sua vez leva seus pais a uma consulta em 29 de Janeiro de 1992.
Osvaldo por morar no imóvel de Carmelita Cristofolini, ficou sabendo do terreiro da Mae Hortência o qual Beatriz Abbage também frequentava. Carona vai e carona vem, já que Osvaldo não tinha carro (como declarou), os dois vão ficando cada vez mais próximos. Beatriz Abagge recém separada de seu noivo, estava obviamente em busca de respostas e um direcionamento em sua vida e recorreu a ajuda de Osvaldo nos búzios (Aquela coisa de mulher, “será que ele vai voltar”, “será que ele ainda gosta de mim” e etc.). Contundo Osvaldo oferece não apenas o consolo espiritual, mas também um consolo emocional e o que era amizade acaba se tornando um affair. Aí pronto, isso é o suficiente para que Beatriz comece mover montanhas por Osvaldo. Logo após isso os outros integrantes da feira de artesanato começam uma movimentação para que Osvaldo e Andrea sejam removidos da feira e com o apoio de Beatriz, Osvaldo vai à prefeitura de Guaratuba para pedir ao Prefeito Aldo Abagge que o conceda um alvará de funcionamento na Feira. Com isso Osvaldo conhece Davi Dos Santos Soares que era o Vice-Presidente do conselho dos artesãos e esses se tornam amigos. (Não sei ao certo, ou não me lembro de onde Vicente de Paula e Osvaldo se conhecem ou quando se conhecem). Pois bem, Osvaldo consegue a permissão para permanecer na feira lendo os seus Búzios.
Osvaldo, um jovem que na verdade era FILHO-de-Santo precisa se “firmar” para conseguir se tornar um Pai-de-santo propriamente dito e abrir o próprio Terreiro em Guaratuba com a ajuda de Beatriz Abagge. Osvaldo foi vulgarmente chamado de “pai-de-santo” por todos por ignorância dos que não conhecem como a religião de fato funciona. Só é considerado “Pai-de-Santo” quem tem um terreiro e passa por uma iniciação feita por um outro Pai-de-Santo que tem um terreiro em funcionamento. No caso da região de Guaratuba já existia um terreiro, o da Mãe Hortência, e por motivos não sabidos talvez a Mae Hortência não quis iniciar Osvaldo (O que já é um red flag). Pois bem, Osvaldo ambicioso e com sede de se estabelecer de vez em Guaratuba pois agora estava apaixonado por Beatriz vai atrás de informações para fazer a sua própria iniciação como Pai-de-Santo na umbanda. Entendam, para que alguém se torne Pai-de-Santo, o mesmo deve possuir amplo conhecimento sobre a religião, linhas de trabalhos, tipos de espirito, como proceder no caso de algo dar errado numa sessão, e principalmente, o quão forte o “cavalo” é, se aguenta a pressão imposta pelos espíritos. (Algo que não mencionei no texto acima sobre as religiões, é que Umbanda e Quimbanda se entrelaçam de uma maneira homogenia. Quem segue uma acaba seguindo a outra indiretamente, já que as duas juntas são o ponto de equilíbrio. Sendo uma sempre contraria à outra.).
Já envolvido com Vicente de Paula e Davi dos Santos Soares, Osvaldo começa a busca de sua primeira oferenda. Oferenda essa para se auto iniciar como Pai-de-Santo. Com isto, o menino Leandro Bossi desaparece em 15 de Fevereiro de 1992. Não temos detalhes sobre esse acontecido pois como tudo consta o menino Leandro continua “desaparecido”. Há “informações” de que o corpo havia sido descartado no mesmo rio onde o saco com partes de Evandro seriam encontrados mais adiante, porem nada de concreto foi constatado. Vale ressaltar que não acredito que Beatriz e Celina estejam envolvidas nesse desaparecimento, inclusive acho que Beatriz na época do ocorrido em Fevereiro não ficou sabendo que havia sido Osvaldo o responsável por isso, pois ate então os dois não eram tão próximos assim e obviamente Osvaldo não queria assustá-la. Pois entendam, somente quem segue a religião e a estuda, entende a razão do sacrifício e não encara isso como um crime, pois o está fazendo por suas crenças e o vê como necessário para obter o que almeja. (Não estou de maneira nenhuma defendendo a prática, e de fato apesar da religião requerer tais sacrifícios os mesmos não deverão ser praticados pois envolve o assassinato cruel de um semelhante. Aqui sem dúvida entra a linha tênue entre a crença e a moral do ser humano)
O menino Leandro continua desaparecido e ninguém tem pistas, apenas o relato de Diógenes de ter visto Leandro na garupa da moto com Osvaldo (?). Portanto esse acontecido segue em paralelo enquanto as vidas dos 7 acusados continuam e tudo está maravilhoso. Osvaldo, De Paula e Davi estava certos que nunca ninguém descobriria o que aconteceu, como de fato não descobriram, pois, o retrato do Menino Leandro Bossi continua na pagina do SECRIDE na seção de crianças desaparecidas, ou seja, não falecidas. Portanto não há materialidade para se constatar que um homicídio ocorreu.
Passam-se então quase dois meses até que cheguemos ao desaparecimento do menino Evandro Ramos Caetano. Nesses dois meses, na minha cabeça entendo que muitas coisas aconteceram, principalmente entre Beatriz Abagge e Osvaldo Marceneiro. Os dois com certeza se tornaram ainda mais próximos, porem Osvaldo tinha Andrea, a qual já suspeitava do affair entre os dois. Daí vem os relatos de ciúmes excessivo de Osvaldo e de possíveis agressões. Só quem trairia (ou trai), acha que está sendo traído. Pensem, o affair de Osvaldo e Beatriz jamais poderia vir à tona, por várias razões. Primeiro, Osvaldo era juntado com Andrea que veio com ele pra Guaratuba, ela talvez não tivesse pra onde ir caso os dois se separassem e por esse motivo Osvaldo talvez se sentisse responsável por ela, já que a mesma o acompanhou ate Guaratuba. Segundo, Beatriz era filha do prefeito e da poderosa Família Abagge, e não poderia ser vista com tendo um caso com um “Pai-de-Santo”. Isso iria colocar em xeque a credibilidade da família perante a política local e até mesmo estadual. Sem mencionar que na cidade o mesmo já era visto com maus olhos pelos artesãos e obviamente pelo eleitorado católico, predominante em cidades do interior brasileiro, incluindo Celina Abbage.
Porém, sabem como é não é verdade? Basta apenas que uma dádiva seja concedida para que o descrente se torne crente. Nesses dois meses Osvaldo dever ter feito alguma previsão que se tornou realidade, ou fez algum trabalho (Oferenda) para Beatriz que se provou frutífero e a mesma juntada de seus sentimentos por Osvaldo mergulhou de cabeça na idéia. Nesse interim Beatriz começou um trabalho de convencimento com seus pais com prováveis “Tá vendo, não disse que ele é serio” ou “Desde que o Osvaldo começou a fazer trabalhos nossa vida tem melhorado, estamos abrindo o Centro pra cuidar das crianças, você esta trazendo o partido pra cidade, vai Lançar a Denise como candidata e etc.” ou coisas do tipo. O que não sabíamos no começo do podcast mas ficou claro nos últimos episódios é que Celina era extremamente arrogante, ambiciosa e sedenta por poder. Logo, ao ver que as coisas estavam andando na vida da família atribuiu tudo (por influencia de Beatriz) à Osvaldo, esquecendo assim o seu catolicismo e se convertendo ao “Osvaldicismo”.
Osvaldo, sabendo que sua influência na família Abagge havia aumentado consideravelmente em poucos meses propõe à beatriz que abrissem um centro de Umbanda junto com De Paula e Davi que já estavam próximos ao “casal” nesta época. O único problema é em que cidades pequenas, notícias envolvendo a família do prefeito correm rápido. Logo ficou sabido que Beatriz estava envolvida na abertura de um centro de umbanda com Osvaldo. O que fez com que a mesma, até por pedido de seu próprio pai deixasse a idéia de lado pois não seria bom por motivos políticos. Enfim, com algumas coisas indo bem pra família Abagge atribuídas à Osvaldo faltavam as coisas principais serem “consertadas”. A serraria que não andava muito bem das pernas (e da onde provavelmente vinha o sustento de toda a família, já que pelo que dá a entender Beatriz, suas irmãs e sua mãe não tinham renda alguma ainda que estavam envolvidas em projetos aqui e acolá) e a força política que Aldo e Celina tanto queriam e que estava sendo ameaçada por Diógenes (com seus panfletos) e pelo outro candidato da oposição (o qual não me recordo o nome).
A família Abagge convencida de que Osvaldo tinha o poder de interceder por eles e ajudar a família a sair dos problemas políticos e financeiros que os afligiam pedem ajuda à Osvaldo. Agora lembrem-se de que Osvaldo não tinha nenhuma outra ocupação a não ser jogar búzios e ser “Pai-de-Santo”. Depois de meses de consultas com a população de Guaratuba e seu envolvimento com Beatriz, Osvaldo vê neste apelo a chance de fazer um pé de meia. Neste momento Osvaldo descreve à Beatriz o que deveria ser feito, quanto custaria e quem participaria. Acredito que Beatriz ao ouvir o que deveria ser feito deve ter se assustado e não deve ter concordado de primeira, porem Osvaldo lhe diz que é a única maneira de conseguir tais benefícios. Depois de conversa com sua família Beatriz e Celina decidem proceder com as orientações de Osvaldo. Começa então a segunda caçada ao próximo menino que teria de ser sacrificado. Entra aqui agora a parte da “Gourmetização” da religião. Osvaldo por conveniência ou não, não posso afirmar, envolveu o número 7 neste trabalho. Pois lembrem-se, há de fato 7 linhas de trabalho nas religiões afro-brasileiras. Coincidência ou não, neste caso acredito que não. Osvaldo, além de ter 7 letras, é um nome o qual a soma de suas letras pela numerologia também é 7. Evandro, além de ter 7 letras, também soma o número 7 quando usamos a numerologia. E o suposto ritual acontece no dia 7 de Abril 1992. Neste caso, não acredito que sejam apenas coincidências, pois são muitas. É aquele velho ditado, onde há fumaça há fogo. São muitas coincidências juntas, porém vamos chegar nessa parte quando falarmos sobre as torturas.
Após a aceitação da proposta de Osvaldo, a família Abagge, começa a premeditação do ritual. Se o que falei sobre o número 7 no parágrafo acima confere, então Evandro se torna um alvo. Pois lembrem-se, para que o menino escolhido se encaixasse nos parâmetros, eles deveriam saber o nome do garoto, não poderia ser qualquer garoto. Então assim, as Abagge começam a pensar nos meninos os quais elas sabiam o nome e que poderiam se encaixar no pedido de Osvaldo. Os pais de Evandro estavam diretamente ligados à prefeitura, sendo sua mãe Maria trabalhando na Escola onde Evandro frequentava e o seu Pai Ademir na prefeitura. Logo, a família Abagge conhecia a família Ramos Caetano muito bem, e sabia o nome de seus filhos. Por um infortúnio Evandro se encaixava perfeitamente. Agora, colocando de lado o simbolismo do número 7, Evandro só estava na hora errada no lugar errado e fui abduzido pois era um menino. Pensem, proveniente de uma família humilde, os Ramos Caetano jamais pensariam que a família Abagge, a mais poderosa de Guaratuba faria uma coisa dessas. Mas sabe aquele negócio de é tão óbvio que ninguém nunca suspeitará? Pois então, mas o que eles não esperavam é que Diógenes estaria à espreita aguardando um passo em falso para que ele atacasse.
Eis que no dia 6 de Abril de 1992 por volta de 9:30 da manhã por um acaso (ou não, pois acredito que o menino Evandro não fazia aquele trajeto todos os dias naquele mesmo horário. Naquele dia ele não havia tomado café (ou esquecido o mini-game) e foi até em casa buscar na hora do recreio) enquanto passando pelas redondezas da casa dos Ramos Caetano, as Abagge avistam o menino Evandro indo pra casa e o seduzem com balas para dentro do carro. Voltando à simbologia do numero 7, lembrem-se de que o ritual seria feito no dia 7, logo elas deveriam ter o menino um ou dois dias antes apenas, pois o mesmo deveria estar vivo no momento do sacrifício e não teriam onde deixar o menino por um longo período de tempo caso o tivessem raptado por muito tempo antes de poder fazer o ritual.
Vale voltar um pouco no tempo para mencionar o relato de Diógenes dizendo que Osvaldo havia espalhado pela cidade que uma grande tragédia iria acontecer e iria virar a cidade de pernas pro ar. Aqui é a parte onde ele mesmo começa a entregar a corda pra que fosse enforcado mais adiante. Sabendo do ritual que aconteceria, já que as Abagge haviam concordado, Osvaldo viu aí a oportunidade de se tornar “famoso” pois ele haveria previsto um acontecimento antes que o mesmo houvesse ocorrido, OU, o mesmo de fato viu nos búzios que algo viraria a cidade de pernas pro ar, mas não sabia que ele estaria envolvido. Afinal, ninguém comete um crime esperando ser pego, certo?
Depois do rapto do menino Evandro no dia 6 começam os preparativos para o ritual no dia seguinte, dia 7. Airton Bardelli, já envolvido com Osvaldo por intermédio de Beatriz recebe a ordem de que no dia seguinte todos da serraria deveriam ser dispensados mais cedo às 6 horas da tarde, para que o trabalho pudesse acontecer às 7 (?). Aqui fica a minha duvida, e eu não sei responder essa questão de como Bardelli e Cristofolini entram no ritual. Será que apenas para composição de quórum, já que Osvaldo disse que precisariam de 7 pessoas? Osvaldo pediu à Cristofollini, seu então vizinho para que apenas os ajudasse compondo o grupo, e a mesma coisa à Bardelli por parte de Beatriz já que Bardelli estaria na Serraria e seria responsável pelos funcionários não estarem lá? Isso é uma das coisas que jamais saberemos. Porém, não acredito na parte que a serraria ficou fechada uma semana para que eles pudessem limpar o local e etc., qualquer idiota colocaria um pedaço grande de lona ou plástico para forrar o chão e não ter que lavar ou limpar o sangue depois. Se eles não o fizeram assim, foram burros – fica a dica pra próxima rs.
O Ritual acontece de acordo como relatado, onde o menino Evandro é oferecido em forma de sacrifício para um Exu (Não para o Diabo, não para Satã, não para nada disso). Acreditem ou não, mas Exus em sua grande maioria não são espíritos maus, são apenas mensageiros entre o mundo dos vivos e dos mortos os quais cobram pelos seus serviços (em forma de oferendas). Contudo, há também Exus de má índole, que são espíritos não evoluídos e que agem pelo lado errado da gira. Qual o Exu ao qual o menino Evandro foi oferecido, nunca saberemos. Após o ritual ser terminado os 7 deixam a serraria e Beatriz e Celina voltam pra casa, e Celina vai à tal festa com Aldo. Osvaldo, De Paula, Davi, Bardelli e Cristofolini se dirigem às suas casas. Aqui fica aquela confusão sobre o dia 6 ou dia 7, bar da dobradinha, jantar na casa de Antonio Costa. E também onde Andrea desmente o álibi de todos, pois diz ter visto Osvaldo e De Paula saindo com roupa de trabalho e sendo buscado por Beatriz. Mais um indício de que Osvaldo e Beatriz estavam tendo um affair o qual Andrea já sabia e por vingança não encobriu o seu namorado.
Voltando ao dia 6, após o desaparecimento de Evandro, sua família obviamente estava recorrendo a qualquer tipo de ajuda. Nisso chega a notícia no terreiro da mãe Hortência por meio de Davina de que o menino havia sumido e a família estava pedindo que pessoas se dirigissem à casa da família para orações. Não obstante, Vicente de Paula vai à casa dos Ramos Caetano e recebe a entidade que se propõe a ajudar porem não quer fazer naquele momento pois o “cavalo” não está com a roupa adequada. A entidade pede que o mesmo coloque sua roupa enquanto vai na “gira” ver se consegue achar o menino e que depois voltaria. Acho que é aqui que o resto está na casa de Antonio costa jantando após a sessão no terreiro. Depois do jantar quem vai ajudar na busca é Osvaldo com Davi dos Santos (que não é o “Cheiro” rs) junto com Davina e seu marido Mario. Quando a entidade pede que seja levada a uma rua que tenha palmeiras Osvaldo sinaliza que sentiu uma presença forte no final da rua perto do mato. Aqui na minha opinião, Osvaldo entrega mais um pouquinho de corda para ser enforcado na tentativa de fazer o seu nome como Pai-de-Santo. Depois da profecia de que haveria uma tragédia na cidade ele deve ter achado por bem profetizar a presença do menino naquela região pois já havia planos de desová-lo lá após o ritual. Porém isso foi mais uma bala na arma de Diógenes.
Cinco dias depois quando o corpo é encontrado no Sábado dia 11 de Abril a 30 metros do local onde Osvaldo havia sentido uma “presença forte”, as coisas começam a ficar suspeitas. Infelizmente o corpo encontrado está além do reconhecimento e fica difícil a confirmação porem como já sabemos o corpo encontrado está sem as mãos, sem alguns dedos dos pés, sem orelhas e olhos e sem órgãos internos incluído coração. E tudo isso é explicado nas doutrinas, a falta das mãos é para fortuna, do pênis para impotência, e assim vai. Não me recordo de todos. E é aqui que as coisas começam a ficar esquisitas e se esclarecer ao mesmo tempo. Mesmo que o corpo encontrado não seja de Evandro, seja de Leandro Bossi por exemplo. Os cortes citados, as partes faltantes do corpo são por coincidência de acordo com a doutrina de sacrifícios?! Não acredito, e tem mais, aqui cai por terra também a teoria de que Diógenes teria conspirado contra as Abagge. Pelos depoimentos de Diógenes ele se mostrou TOTALMENTE ignorante às religiões aqui envolvidas. Portanto, ele não saberia o que fazer com o corpo para que parecesse que um ritual de sacrifício tivesse sido realizado no corpo em questão. E mais, se hoje nem na internet se encontra tais instruções podemos imaginar em 1992. Só quem de fato é praticante há MUITOS anos tem acesso a como praticar tais rituais. Pois não é apenas pegar um corpo X cortar e tchau, como o nome diz é um ritual, portanto existem musicas, palavras a serem faladas dentre outras coisas e só quem estuda há um bom tempo sabe o que fazer.
Portanto quando Diógenes faz a sua denuncia no dia 29 de Maio de 1992 quase DOIS meses depois do ocorrido, ele se baseia em “fofocas” porém também em outros fatos, como sobre a do “Grupo Tigre” estar próximo à família Abagge durante as investigações. Se depois de dois meses ninguém sabe absolutamente nada, é porque alguma coisa tem, concordam? Depois da sua denuncia ao ministério público, o mesmo acha por bem colocar o “Grupo Águia” da PM em uma investigação paralela à da Polícia Civil que nada fez por dois meses. Aqui na minha opinião entra a parte onde Diógenes tinha sim uma agenda contra a Família Abagge. Por N motivos ele não gostava deles em especial à Celina que causou o divórcio de seus pais. Após ficar sabendo de tudo que ficou por intermédio de conhecidos, Davina, Edézio, Jorge Banana e cia, ele foi mais do que correndo colocar a sua denuncia pois então ainda que não tivesse provas concretas pra ele tudo aquilo fez sentido e ele tinha nas mãos o que sempre quis.
Não acredito que as testemunhas tenham mentido a pedido de Diógenes. E entendo o fato delas não terem se pronunciado no dia, ou dias depois. Morando numa cidade pequena onde todos se conhecem, a família mais poderosa e talvez mais rica da cidade se envolve num crime hediondo desses, você se pronunciaria? Eu não me pronunciaria, e é a verdade. No caso de Edézio, ele ficou sem saída porque seu amigo Hamilton ao qual ele havia confidenciado ter visto as Abagge raptando o menino Evandro contou ao Diógenes que por sua vez deve ter obrigado ele a prestar depoimento do que havia visto. Não há nada de estranho nisso. A mesma coisa com o Jorge Banana, se eu estou pescando e vejo um saco cheio de restos mortais do que poderia ser um feto, meu barco viraria uma lancha de tão rápido que eu sairia de lá. E com peixe ou sem peixe no meu barco eu JAMAIS puxaria o saco pra dentro do barco. E é isso que talvez destrua a credibilidade das testemunhas, o MEDO. Ninguém quer admitir que tem medo, mas a grande maioria das pessoas tem, e por não querer admitir isso em juízo ou em depoimento acaba passando por mentiroso. Pois é muito fácil falar, “Ah, mas você viu que tinha mãos dentro do saco, cabelo e não pegou o saco?!”. Não, eu também não pegaria. Agora, se eu soubesse do que tinha acontecido (Coisa que Jorge Banana não sabia à época do ocorrido), e visto um saco com as coisas eu chamaria a policia sem dúvida alguma, porém se não soubesse, aquele saco de cal iria ficar lá pra sempre.
Finalmente chegamos às prisões dos dias 1,2 e 3 de Julho de 1992, onde os 7 acusados são presos. Aqui eu vou ser bem sucinto e explicito nas minhas opiniões. Eu acredito que todos tenham sofrido tortura sim, sem sombra de dúvidas. Porém pra confessar aquilo que de fato haviam cometido porque jamais confessariam de uma outra forma. Não defendo tortura e não acho que esse deveria ter sido o caminho a ser seguido. E acho que a maneira com a qual a PM conduziu as prisões e os interrogatórios foi o que estragou o caso. Se eles não tivessem torturado os réus a argumentação da promotoria teria sido muito mais forte e o único argumento da defesa seria o de que o corpo encontrado não era o de Evandro.
Agora as perguntas que ficam e talvez a chave de todo esse mistério é, se o corpo encontrado não é o de Evandro como afirma piamente até hoje o Delegado Luis Carlos de Oliveira, porque os acusados colocaram as roupas de Evandro no cadáver? O que eles tentaram fazer aqui? Encobrir uma morte com outra? Desovar o cadáver de Leandro Bossi que estava na geladeira que a Celina tirou da serraria como relatou Teresinha e por isso tinha marcas roxas e já estava em estado de putrefação como se fosse Evandro? O que vocês acham? Isso vai ficar no imaginário de cada um, pois nunca saberemos.
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2019.05.10 07:05 giulianosse Apatia; viver faz ainda menos sentido e literalmente não vejo saída pra isso

Aviso que isso vai ser longo. Provavelmente ninguém lerá até o fim, mas eu juro que tentei resumir o máximo que pude.
Background: 2018
Eu, 23 anos, basicamente um fracasso em quase todos os aspectos possíveis da vida.
Em julho descobri que seria jubilado no final do semestre após cursar 4 anos de um curso que eu amo em uma das faculdades mais prestigiosas do país pois não tinha vontade e ânimo de estudar (dificuldade de me adaptar = DPs = poucos amigos)... mas tudo bem
Sempre tive poucos amigos. Muitos colegas e conhecidos, mas poucos amigos de verdade. Sou super introvertido, mas depois que conheço mais a pessoa me torno o cara mais extrovertido do planeta. Não gosto de ir em festas e baladas onde não conheço ninguém, mas adoro passar uma noite enchendo a cara e falando/fazendo merda no boteco mais sujo da cidade com meus amigos. Sempre tive sobrepeso, fui feio e tive zero auto-estima, então nunca aprendi a me aproximar de alguém novo... mas tudo bem
Tenho os hobbies mais caseiros possíveis: livros, séries, jogos e filmes. Porém, assim como minha persona social, sou esquisito e sou doido de vontade de fazer outras coisas mais "ao ar livre" tipo viajar para outras cidades/países, ir em shows, festas, praticar um esporte; só faltava companhia mesmo... mas tudo bem.
Nunca tinha tido uma relação amorosa. Pior, sequer consigo conversar direito com meninas. Apesar de não ser mais bv, ainda assim era virgem e nunca tinha sentido vontade de ter um relacionamento... mas tudo bem.
Digo "tudo bem" pois eu aceitava perfeitamente a minha mediocridade. Eu não era feliz, mas de certa forma conformado e satisfeito com a minha situação... e isso era o que importava. Era contente e deixava a vida me levar.
Aí chegou setembro.
Logo no começo do mês, viajei com uns amigos e passamos um fim de semana enchendo a cara em um sítio, como fazemos semi-regularmente. Sempre vão basicamente as mesmas 8-10 pessoas, às vezes alguém novo. Eis que o impossível acontece: uma garota da minha idade, amiga comum de todos os meus companheiros (todos na casa dos 28 anos pra cima), também foi. Inicialmente eu não dei a mínima, mas aconteceu que ela estava 100% interessada em mim. Até eu, um zero a esquerda nesse assunto, notei isso na hora.
Enfim, por iniciativa dela acabamos se pegando (e eu, na ansiedade e pânico do momento, acabei nem me despedindo dela quando fui embora no domingo hahaha)
No dia seguinte, resolvi adicionar ela no Facebook (como faço com todas as pessoas novas que conheço) e, pasmem, ela vem puxar assunto. No começo, mal conseguia responder. Ela teve muita insistência em continuar me dando trela. Papo vai, papo vem e acabo "descobrindo" que ela estava realmente interessada em mim.
Acabou que, em basicamente uma semana, estávamos trocando mensagens todos os dias e conversando basicamente o dia inteiro sobre tudo, tudo mesmo. Contei coisas pessoais que nunca tinha falado pra ninguém. Ouvi, também. Éramos compatíveis em literalmente tudo. Nos abrimos como livros. Nunca havia sequer imaginado que poderia ser íntimo assim com outra pessoa em minha vida.
Acabou que, obviamente, nos apaixonamos. No começo foi meio estressante (duas semanas depois, primeiro encontro, eu já a pedindo em namoro e ouvindo um "não" porém continuamos interagindo da mesma maneira; ela ficando com outras pessoas em um bar e depois vindo contar, chorando, que não podíamos ser nada além de amigos; ela mudando de opinião 180º um fim de semana depois) mas deu que acabamos por enfim namorar.
Não quero me prender muito aos detalhes, mas apenas gostaria de dizer que foram os melhores três meses da minha vida. Eu a amei, e era tudo absolutamente 100% recíproco. Fizemos planos, fomos descobrindo ainda mais coisas e hobbies que éramos compatíveis... até brincávamos que estávamos bancando o Juscelino Kubitschek edificando Brasília - 50 anos em 5 - pelo ritmo das coisas. Não sou muito de filmes românticos, mas eu ainda acredito que nossa paixão era melhor que 95% de todos os roteiros e scripts que alguma vez já foram lançados no cinema (assistam "Spring" - além de ser um filme pica d+, é basicamente uma alegoria 1:1 do nosso namoro até então. Ficamos até meio chocados quando assistimos)
Nesse período eu também dei um duplo twist carpado na personalidade - minha auto estima foi de negativo a 100, comecei a me vestir melhor, fiquei mais extrovertido - as pessoas sempre nos chamavam para participar de qualquer coisa - e animado, comecei a expandir meu círculo social; passei no vestibular - extremamente concorrido e difícil da mesma universidade que fui desligado - sem estudar absolutamente nada, estava pronto para arranjar um estágio/emprego na área que sempre sonhei... Evoluí pessoal e profissionalmente nesses 3 meses o que não havia feito em 5 anos.
Começou 2019.
Tudo estava correndo na mais perfeita normalidade... até mais ou menos a metade de janeiro. No período de uma semana, um interruptor mudou nela. Da mesma maneira que a relação esquentou, esfriou... porém sem nenhum motivo óbvio. A mudança foi de nível "trocar 300 mensagens melosas por dia e o caralho a quatro" e contar os segundos até que pudéssemos nos ver novamente pra "tô cansada e ocupada, só posso falar de noite" e ficar indiferente quando finalmente nos encontrávamos.
No último dia do mês ela terminou por telefone. Ela disse que "não estávamos na mesma fase de vida" (ela havia terminado uma relação de 6 anos no começo de 2018) e que se isso continuasse ela iria me tratar ainda pior a cada dia que passasse, como foi com o ex dela. Disse que gostaria de continuar "sendo amigos", mas nem isso acabou por ser recíproco. Provavelmente queria aproveitar a vida e não arrumar outra relação séria tão cedo, enfim.
Antes que alguém pense nisso - não, eu não estava sendo traído nem nada do estilo. Disso eu tenho absoluta certeza pelo que eu conhecia dela. E também não digo que eu não tive culpa de nada - durante o último mês da relação, a falta de reciprocidade estourou a minha ansiedade pra mil e isso mais que certeza contribuiu bastante pro final.
Para a surpresa de ninguém, isso foi como um tiro pra mim. Não esperava um término de fato, ainda mais sem nenhuma explicação. Mas o pior do pior de tudo foi o pós - agora, no caso.
Pense em alguém que esteve a vida inteira caído no chão. Um belo dia, alguém lhe dá a mão e a ajuda a levantar. Assim que a pessoa, por fim, finalmente fica de pé, alguém passa uma rasteira por trás e a pessoa volta a cair no chão.
Como eu falei, antes eu era medíocre, mas era conformado. Hoje eu voltei à mesma mediocridade, mas não consigo mais me contentar após ter visto "o outro lado" da vida. Como era bom ter uma pessoa na vida que realmente se importava com você. Como era ser amado por outra pessoa. O que é intimidade. Como é bom ser valorizado pelo que você é.
Infelizmente, tudo que conquistei acabou por voltar ao modo que era antes. Estou na mesma merda em relação à faculdade (falta de ânimo pra estudar = fazer poucas matérias no semestre = deixar de me enturnar com os outros calouros = suicídio social 2.0), não consegui um estágio, tenho quase 24 anos sem experiência profissional, sem um diploma, sem círculos sociais novos.
Nem tudo foi pro lixo. Ainda mantenho o meu peso (lá pra maio do ano passado comecei a fazer uma dieta que emagreci 25kg em 6 meses - me perguntem sobre jejum intermitente que eu sou profissa nisso!) e me sinto 1% mais confortável no meu corpo, minha relação com o meu pai melhorou e não perdi nenhum amigo que tinha após o termino (tanto porque nosso círculo social era o mesmo).
Porém, eu tenho vontade de acabar com tudo todos os dias.
Diversas pessoas me contaram, na época, que isso ia passar. Eu ainda penso nisso quase todos os dias. Pior ainda pois estou bem desocupado (tenho só 2 aulas por semana).
Venho tentando ser o mais social possível, organizando bares, encontros entre amigos, programas, churrascos... tudo pra ter um pouco de companhia. Mas, eu te pergunto, e aí? Todos meus amigos, por serem mais velhos, tem suas responsabilidades e não estão sempre disponíveis. Sem contar que eu sinto que a cada dia eles estão se enchendo de mim, por eu estar projetando toda essa carência (só conversei sobre meu término de vdd com um dos meus amigos, que além de ser família eu o considero praticamente como um irmão)
Nunca fui fã de acreditar em destino, mas vira e mexe me pego pensando "será que ela era 'a minha alma gêmea' e como eu caguei na oportunidade ficarei solitário pelo resto da minha vida?". Leio milhões de relatos na Internet de pessoas que são solteiras com seus 30, 40, 50 anos e me vejo no lugar delas. Tentei por um tempo dating apps mas foram poucas pessoas que me interessaram, ainda menos que sequer responderam minhas mensagens e nenhuma até agora que sequer deu a mínima bola. Me considero um 6 de aparência, mas sempre me prezei pelo meu humor e capacidade de conversa. Fato é que ninguém me quer.
Com toda certeza também nunca encontrarei alguém como ela na minha vida. Isso não é papo e sim praticamente um fato. Quais as chances de alguém, além de me achar interessante e bonito, dar a iniciativa que está afim de mim, me dar bola, ser bonita, possuir os exatos mesmos gostos e hobbies, mesma personalidade, mesmo senso de humor, maturidade... mesma porra toda? E ainda possível conhecer ela por intermédio de amigos? Absolutamente zero.
E é por isso que não vejo mais sentido nessa vida. Só estou prolongando o meu sofrimento e apatia a cada dia que passa. Estamos já quase na metade do ano em um piscar de olhos e sinto que tô jogando minha vida no lixo. Francamente, meu desejo de viver acabou quatro meses atrás e atualmente eu sou apenas um zumbi vivendo em função do momento. Não há um dia que passe e eu não pense em como seria reconfortante dar um fim nisso tudo.
Se você leu até aqui: meus eternos agradecimentos e desculpas por ser algo tão patético. Desabafar me trouxe um alívio momentâneo, mas atualmente é tudo que eu tenho.
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2018.07.14 22:00 andrevbl Me sinto um garoto, apaixonado por alguém que não me dá a mínima.

Antes de tudo, deixo avisado que é um desabafo longo.
Fui num show de rock em Maio deste ano (2018) e na pista conheci uma moça que me chamou a atenção. Ela é ruiva, tem 22 anos, rockeira, tatuada e descontraída. Mora bem longe de mim, cerca de 4h de carro (não é tão longe, mas sou um adulto falho de 22 anos que tem medo de dirigir).
Em meio a este clima de festividade que é um show, o pessoal na pista foi se conhecendo e conversando, e com isso foi criado um grupo no WhatsApp com todos ali. Apesar d'eu odiar isso, foi bom para que eu tivesse o número da moça que me encantou e pudesse manter contato com a mesma, sem ter que pedir o número dela.
Já no show, quis dar uma de bom samaritano e, como eu estava de mochila e ela não, ofereço a a mesma para que ela pudesse guardar seu copo comemorativo, celular e outros acessórios. Ela confiou e fiquei durante o espetáculo com seus pertences em minha mochila. Terminado o show, devolvi e nos despedimos.
Após alguns dias, tomei coragem e a chamei no privado para conversar, e assim fomos seguindo durante o dia. A conversa até fluiu bem, porém eventualmente acabou. Então, achei que simplesmente não daria certo. Entretanto, no dia seguinte ela me chamou pra conversar e aí começamos a sempre trocar ideia diariamente. Descobri que tínhamos gostos muito parecidos, o que fazia eu gostar mais e mais dela.
Numa tentativa de sairmos, a chamei para passar um final de semana em um sítio aqui na minha região, onde eu vou com alguns amigos. Para minha surpresa, ela aceitou, e nos próximos dias acabamos sempre ficando mais ansiosos pela viagem juntos. Chegou uma época em que ela chamou minha mãe no whatsapp e a chamou de "sogrinha", brincando. Eu fiz o mesmo dias depois e a mãe dela gostou, vide o vídeo que ela gravou da mãe quando ela disse que eu mandei um "oi sogrona". Parecia que iríamos nos encontrar e ficarmos juntos, quem sabe construir um relacionamento.
Entretanto, o dia da viagem foi ficando próximo e uma semana antes ela ficou ausente. Foi deixando de conversar como fazia, foi sumindo. Eu imaginei que estaria com amigos e relevei. Até que o dia da viagem chegou, e eu fiquei bem ansioso.
Era uma sexta feira fria, ela iria pegar o ônibus na rodoviária às 19:10 e eu iria com a minha mãe busca-la, como ela combinou com a mãe da menina por telefone. Quando eu estava me arrumando pra sair, a mãe dela me chama dizendo que não iria mais, porque a menina havia saído pro cabeleireiro e não tinha chegado ainda. Pro meu alívio, ela chegou mas perdeu o ônibus, mas trocou a passagem por uma às 20:30. Tudo bem, minha mãe e eu esperamos para encontra-la na rodoviária às 22:00.
Quando ela entrou no ônibus, pediu para que eu comprasse na farmácia um anticoncepcional pois o dela acabou e ela esqueceu de passar na farmácia pra comprar mais. Isso aumentou minha expectativa para o final de semana.
Entretanto, quando chegamos em casa, ela foi bem evasiva. Não quis ficar junto a mim e quando deitei ao seu lado, ela pediu para que eu fosse para o outro colchão pois ela é bem espaçosa. Fiquei magoado, mas tudo bem, já era quase uma hora da manhã e tínhamos que acordar às 5:30 para ir ao sítio, então entendi que ela estava cansada para fazer qualquer coisa comigo.
Fomos ao sítio e então o inferno começa. Logo quando chegamos, eu estava descarregando o carro quando ela disse que iria dormir no quarto com as meninas, e perguntou se eu "não vou ficar bravo". Ela não queria dormir comigo, era claro. Alguns minutos depois ela disse que realmente não queria dormir comigo porque estava com um problema de saúde no útero e não queria fazer nada... Mas tudo bem.
Durante o dia, ela se mostrou mais distante de mim, como se estivesse desconfortável com a minha presença e não a quisesse. Ela teve de conhecer todas as pessoas presentes e se mostrou mais feliz e solta com elas do que comigo, com quem conversava havia exatos dois meses e até brincava de minha mãe ser a sogra dela. Eu tentei algumas vezes me aproximar dela porém ela ficava quieta quando eu chegava e isso foi me destruindo cada vez mais. As brincadeiras que eu fazia, ela revirava os olhos e fazia cara feia. Senti que ela também me fez de capacho, pois ela não bebe refrigerante, sucos prontos e nem naturais com açúcar, tendo que ser só naturais. Fiz questão de comprar frutas para fazer suco para ela sem adoçar e, quando fiz um para ela beber, ela não agradeceu, e depois falou pra eu fazer outro. Fez cara feia quando eu disse que não estava a fim e falei pra ela fazer, já que eu fiz o primeiro.
Após o almoço ela disse que iria tirar um cochilo e, após o mesmo, pediu para eu emprestar o lençol que eu levei de casa para ela arrumar a cama dela. Nesse instante, achei que seria possível a gente conversar ou ao menos ficar a sós por alguns minutos, mas ela simplesmente agradeceu e falou pra deixar a porta aberta.
Agora cá estou, deitado em minha cama no sitio desde às 14:30 (agora são 17:00). Está um sol forte lá fora, céu aberto e clima bem agradável. Amigos estão se divertindo. Eu, entretanto, tudo que quero é ficar deitado, não tenho vontade de ir lá fora e tudo que eu queria era estar em casa sozinho, onde poderia me lamentar por ter me apaixonado por alguém que visivelmente não gosta de mim ou da minha companhia, sem ninguém para me julgar ou mentir que não quero ir jogar bola ou pular na piscina porque estou "ruim do estômago".
Me sinto como na adolescência, tudo de novo, quando me apaixonava e me entregava por alguém que não me dava a mínima. Me sinto fraco e sem vontade de fazer qualquer coisa, apenas esperando amanhã, dia que iremos embora e eu poderei ficar "livre dela".
Mais uma vez, obrigado por ter lido até aqui e desculpe por você perder seu tempo lendo esse longo desabafo.
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2018.05.09 02:57 porco-espinho A menina que mudou minha vida. (E ela provavelmente nem sabe disso)

Tô meio reflexivo nos últimos dias e também estou tentando melhorar minha escrita, então juntando o útil ao agradável, está saindo esse desabafo.
Antes queria falar sobre o que eu acho de mim mesmo, pra dar algum contexto. Acho que minha melhor qualidade é a falta de orgulho, e o fato que sou muito egoísta, sempre me coloco a frente de qualquer outra coisa ou pessoa. Juntando os dois eu acabo sendo alguém que sempre está do lado do time que está ganhando. Mudo de posicionamento e de opiniões como se fosse cueca, muitos me acham hipócrita, provavelmente estão certos. Também sou bom em influenciar pessoas, sempre consigo que as pessoas a minha volta, tenham as ideias que eu acho certas.
Com o contexto criado, vamos à história, tudo começou quando entrei no colegial. Eu odiava escola, sempre fui aquele aluno mediano, mas puxado pra zuera, não estava na lista dos três piores alunos da sala, mas meus pais tiveram que ir na escola algumas vezes. Desde o fundamental eu carreguei comigo um amor pela matemática, era minha matéria preferida, sempre ia bem nela (em física também), mas em todas as outras eu era uma aberração, sempre mendigando arredondamentos pra somar a nota mínima e passar de ano, recuperações e provas substitutivas eram parte do meu cotidiano.
A escola que eu estudava era grande, tinham várias turmas do mesmo ano, é era comum as turmas se comunicarem pra trocar trabalhos e tarefas. Em uma dessas, no meu segundo ano, acabei pegando o MSN da Luiza (nome fictício), uma garota de outra turma que tinha pego o mesmo tema que eu. Adicionei é fui pedir o trabalho para copiar, ela foi muito educada comigo mas negou, não me passou, nem deu uma desculpa, só falou que não ia passar e mudou de assunto. Fiquei meio perdido, não esperava aquilo, já tinha feito várias vezes e sempre conseguia no final, mas ela foi diferente, me deu várias dicas de como fazer o trabalho, mas não me deu ele pronto. Acabei tendo que fazer, não entregar ele significava que eu não teria mais chance alguma de passar direto naquela matéria.Depois disso, passei a conversar com Luiza frequentemente, as vezes na escola mesmo, mas normalmente pelo MSN, ela sempre me ajudava com algumas tarefas do gênero.
Nesse ponto eu preciso falar mais sobre Luiza, ela sem dúvidas estava no top3 das meninas mais bonitas do meu ano, mas ela namorava um cara do terceiro ano. Ela era a menina super dedicada, filha de um casal de professores, ela era a detentora do melhor boletim do ano, era a garota que todos os professores amavam. Totalmente certinha e perfeitinha é a melhor definição que tenho pra ela nesse momento. O tempo foi passando, e mantive esse contato com ela, aliás ela sempre me ajudava, quando eu realmente precisava fazer algum trabalho.
Românticamente meu segundo ano foi bem legal até, tive alguns rolinhos característicos dessa idade, mas nada sério, só ia levando. A coisa melhora logo depois que acaba o ano letivo. O terceiro ano vai fazer a tradicional viagem de formatura e o namorado de Luiza decide que queria aproveitar solteiro. No momento não passou nada pela minha cabeça, só segui minha vida e segui conversando com ela, mas agora as vezes as conversas se alongavam por horas e começaram a ficar mais frequentes.
Quando começou o terceiro ano eu tinha certeza, precisava me aproximar mais dela, era mina única chance. Mas eu não sabia como ela poderia se interessar por mim, eu era só o garoto que tinha problema com as notas, bom em matemática e viciado em jogos de PC e ela era perfeita.
Não tenho muito o que comentar nesse ponto, as coisas foram seguindo naturalmente, até que um dia, aconteceu e tentei beijar ela. Para minha surpresa, fui correspondido, e a Luiza me beijou de volta, foi o início do nosso namoro. Foi uma época mágica, eu realmente fiquei apaixonado por ela e me sentia correspondido. Ela melhorou minha vida em todos os aspectos, meu comportamento, minhas notas, minhas atitudes, minha responsabilidade, tudo influenciado por ela, eu já tinha mudado muito, mas ela ainda ia mudar muito mais em mim.
Mas com isso também vi o outro lado dela, o que antes eu achava uma menina brilhante, agora eu via uma menina dedicada. Ela não tinha facilidade nas matérias, mas sim estudava por incontáveis horas na sua casa, pra manter o nível de excelência. Realmente, não acho que nesses últimos 10 anos eu conheci outra pessoa tão dedicada quanto ela. Outro ponto importante é que é ela era muito sonhadora, com 17 anos ela já tinha a vida dela inteira programada, quando ia casar, quando ia ter um filho, quando ia trocar de emprego, realmente tudo, e eu estava inserido nesse sonho dela, mas eu via que claramente ela conseguiria fazer tudo aquilo sozinha.
Tivemos um ano incrível, terminamos o colegial juntos, tive notas de um aluno normal (e não de um idiota) até nossas famílias já se conheciam e se "gostavam", mas como todo recém formado, entramos pra faculdade. Eu fui fazer computação em uma faculdade da cidade e ela passou em um curso tradicional de humanas em uma faculdade na cidade vizinha. Como todo adolescente idiota eu conheci o mundo das festas da faculdade, primeiro semestre e eu estava sempre tentando ir pra festa, ela também entrou na onda, curtimos muito nos primeiros meses das nossas faculdades.
Só que eu precisava de mais, eu queria curtir aquilo ao máximo e nesse ponto Luiza passou a ser um problema pra mim. Não demorou muito pra tomar a decisão que eu precisava estar solteiro pra curtir aquilo ao máximo. Passei a colocar na cabeça dela que precisávamos terminar, pouco tempo depois tivemos o fatídico dia em que "juntos" chegamos a conclusão que seria melhor para os dois se terminamos. Mas a realidade é que eu já tinha todas as falas e todos os cenários programados na minha cabeça, só precisei fazer ela dizer as palavras, foi fácil eu conhecia ela muito bem.
Nesse momento eu sabia o que tinha feito e sabia que tinha trocado uma vida perfeita, com a menina perfeita e precisava fazer aquilo valer a pena, não importava o preço disso. Foi minha segunda era de ouro, eu curti muito, zuei muito, bebi muito, me droguei muito e segui a vida cheia de exageros. Sempre com o pensamento de que eu troquei a Luiza por aquilo, então eu precisava fazer valer a pena. Meus pais não são ricos, então pra sustentar meu estilo de vida, logo consegui um estágio em programação.
No estágio logo eu vi uma oportunidade pra ser efetivado, mas eu estava concorrendo com outros cinco estagiários, todos em anos mais avançados do que eu na faculdade. Nesse ponto o pensamento de Luiza sempre me voltava, eu precisava da vaga, pra provar pra mim mesmo que eu tinha feito a decisão certa. Em três meses de estágio fui efetivado, depois de muito estudar por conta é trabalhar praticamente o dobro do que era necessário. Levei muito a sério a ideia de Play Hard, Work Hard, essa era minha vida agora.
A história se repetiu mais algumas vezes, e tive uns ascensão bem grande em um curto tempo, tudo graças a Luiza. Nesse ponto ela passou a ser um ideal de vida pra mim, apesar de nunca mais ter tido muito contato com ela, era a lembrança de ter deixado ela, que me motivava à ir pra frente e pra cima. Eu queria provar pra mim mesmo que tinha feito a escolha certa.
Hoje já se passaram quase 10 anos desde que começamos a namorar, e vejo o quanto aquela menina me mudou e o quanto eu ainda colho frutos disso. Tive outros relacionamentos no caminho, mas nunca foram metade do que eu tive com aquela menina que não me ajudou com o trabalho de Geografia. Fui muito mais longe do que qualquer pessoa poderia imaginar, todo mundo sempre achou que eu tinha um dom ou algo especial, mas era bem mais complexo do que isso. Tenho hoje um salário maior do que um governador e participação em três empresas. Hoje Luiza já não é minha fonte de inspiração, mas sempre que dizer o quão importante ela foi na criação de tudo isso, na minha criação.
Desculpa, ficou muito longo, se alguém leu até aqui, obrigado mesmo! Digitei no celular então vou ainda dar uma re-lida e possívelmente editar alguns erros, mas todo e qualquer feedback será muito bem aceito.
Espero que você esteja feliz Luiza. Te desejo tudo de melhor, você é incrível.
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2018.01.26 16:52 porco-espinho Minha visão totalmente parcial, sobre como melhorar (e MUITO) a sua vida. Vi um post parecido em um finado forum uns sete anos atrás e isso mudou minha vida, agora chegou minha vez de contribuir.

Faz algum tempo que estou querendo escrever isso, não sou muito bom com textos, mas vou tentar dar o meu melhor aqui. Esse texto é o que eu enviaria para mim mesmo dez anos atrás, espero que ajude alguem. Você não precisa seguir tudo, isso não é uma biblia, é o que funcionou pra mim, adapte para o seu cotidiano/vida e tire o melhor.
Isso não é uma lista sobre como ser uma pessoa melhor, ou como mudar o mundo, e sim como ser totalmente egoista e melhorar a sua vida.
Nos meus cinco ultimos anos eu melhorei e muito a minha vida, hoje tenho meu próprio apartamento em uma capital, não preciso me preocupar com dinheiro, meu salário em 2018 é 15 vezes maior do que meu sálario em 2013 e tenho conquistado muito mais do que eu um dia poderia imaginar cinco anos atrás. Isso foi só pra chamar a sua atenção e ver que você tambem pode mudar sua vida.
Desative as notificações do seu celular - Não vou citar links aqui, mas cinco minutos de Google você acha milhares de pesquisas, fortemente fundamentadas, que mostram que milhares de pessoas não conseguem mais sentar e manter o foco por mais de 30 minutos por estarem viciadas em interrupções. Sério, desative as notificações e pare de checar seu celular igual louco, se alguma coisa realmente séria acontecer, você vai receber uma ligação te avisando. Você não precisa estar 24 horas por dia disponivel no WhatsApp ou no Facebook. Essa simples mudança vai te trazer beneficios incriveis, acredite.
“Suspeita é uma armadura pesada e o seu peso dificulta mais do que protege.” — Robert Burns
Se desinforme - Sério, o que mudou na sua vida desde que a Dilma caiu ou o Eduardo Cunha foi preso? Você acha mesmo que todo o tempo/energia que você perdeu lendo matérias e acompanhando esse caso valeu a pena? Ler noticia sobre o que não tem influencia direta na sua vida é entreterimento, é a mesma coisa de assistir uma novela, sempre tem um gancho no final pra tentar te fazer voltar no outro dia e ler mais. Isso tambem vale para outros tipos de entreterimento disfarçado de conhecimento, sério, qual o valor que te agrega saber "Como funcionam os buracos negros" sendo que você trabalha como Nutricionista? É puro entreterimento, trate esse tipo de conteudo como tal, perder horas no youtube em canais de ciências não são horas produtivas é só tempo jogado fora.
“A verdade pode às vezes machucar, mas ilusão causa mais malefícios.” — Vanna Bonta
Ninguem vive de amor e ideais - Sério, não vivemos em uma roda hippie, somos um mundo capitalista e isso NÃO VAI MUDAR, se acostume e aprenda a viver nele. Você precisa de dinheiro e quanto mais melhor, é muito mais fácil você ser feliz gastando seus finais de semanas com viagens incriveis do que discutindo na internet sobre seu politico preferido.
“Resistência é inútil.” — Doctor Who
O sistema pune aqueles que não seguem seus padrões - O sistema É PRECONCEITUOSO, se você é homem, você NÃO VAI ser professor infantil. Você pode passar a sua vida inteira lutando por isso, mas não vai valer a pena, sério, vai ser cinco vezes mais dificil pra você do que para as pessoas que estão competindo com você, escolha outra coisa e segue a sua vida. Você pode até pensar "aah, mas se eu não lutar isso nunca vai mudar", isso é verdade, mas esse post aqui é como melhorar a SUA vida e não o mundo, só aceite que tem coisas fora do seu alcance.
“O mestre compreende que o universo é para sempre fora de controle.” — Lao Tzu
Mantenha suas opiniões para você mesmo - Pessoas levam tudo para o lado pessoal, se você é a favor do aborto ou contra ele, não importa, se alguem te perguntar simplesmente fale "eu ainda não li o suficiente". Você não quer que a pessoa lembre de você como alguem que tem a opinião errada (do ponto de vista dela), então melhor se manter sempre na zona neutra. Evite qualquer tipo de polêmica, como aborto, futebol, religião, politica, liberdade sexual, etc... Já vi pessoas perderem a chance de serem indicadas para vagas incriveis só porque quem poderia indicar não concordava com a posição politica da pessoa em questão, é errado, mas acontece e você não quer ser vitima disso. Publicamente o quão mais perto dessa pessoa você estiver, mais chances você terá: Relacionamento heterossexual estável, visão politica neutra, academia em dia, religião tradicional, financeiramente estável e pontual alem claro das coisas que serão cobertas no tópico a seguir.
“Cedo ou tarde, todos lidam com as consequências.” — Robert Louis Stevenson
Existem padrões de beleza, siga-os - Exatamente a mesma questão dos preconceitos, quanto mais dentro dos padrões você se adequar, mais fácil será sua jornada e não vale a pena lutar contra. Se você é homem, precisa manter sua barba e cabelo sempre bem feitos, se é mulher precisa ter sempre sua maquiagem, unhas e cabelos alinhados. Sempre mantenha o pensamento "eu preciso estar sempre pronto para ir em uma balada cara, ou em um bar de alto nivel". Sempre seja alguem bem arrumado, cheiroso e com a academia em dia. Aquele cabelo colorido ou penteado "da moda", só vai fazer a sua jornada ficar mais dificil, não vale a pena. Aqui tambem entram tatuagens, sério, o preconceito existe, e o simples fato de você ter uma, já reduz estatisticamente suas chances de crescer na vida, evite, não vale a pena.
“Em geral, o orgulho está no fundo de todos os grandes erros.” — Steven H. Coogler
Não confunda hobbie com profissão - Só porque você gosta de tocar violão, não significa que você vai conseguir ganhar dinheiro com isso.
“A única coisa que constitui o fundamento de uma mudança positiva é o serviço a outro ser humano.” — Lee Lacocca
Escolha sua profissão de maneira analitica - Você deve escolher sua carreira de acordo com o que você tem disponivel. Querer ser um Fisico Nucear e morar no interior do Amapá não vai te facilitar em nada e dificilmente valerá a pena. Pesquise, pesquise e pesquise, veja quais vagas as empresas da sua região estão contratando. PERGUNTE as pessoas que já trabalham, sabe aquele seu tio que trabalha numa multinacional e faz rios de dinheiro? Pergunte pra ele quais são as vagas mais dificeis da empresa preencher. Faça uma lista com os maiores salários das vagas que você encontrar, veja quantas vagas estão disponiveis e veja a rotatividade com que essas vagas aparecem. Quanto mais tempo, você demorar escolhendo e analisando, maior a sua chance de sucesso. Você vai perceber que tem monte de empresa pagando R$3500,00 mensal em vaga que só precisa de um curso técnico (normalmente bem especifico) que você faz em seis meses ou menos.
“Se você não fizer as perguntas certas, você não irá obter as respostas corretas.” — Edward Hodnett
Faça o que ama e nunca trabalhará um dia é a maior mentira que já te contaram - Mesmo se você for jogador profissional de video-game, jogar o mesmo jogo todo dia das 08h até as 18h durante dois anos, vai deixar aquilo chato, entediante e previsivel, vão ter dias, semanas e meses péssimos, não importa a sua profissão. Já que vão ter dias péssimos é melhor você garantir que o seu sálario faça-os valer a pena. Melhor ter um mês péssimo e ir pra Londres tirar férias, do que ter um mês péssimo e passar o final de semana assistindo Netflix e contando as moedas pra pedir pizza.
“A verdade o libertará, mas primeiro ela vai lhe fazer infeliz.” — James A. Garfield
Começe a trabalhar o mais cedo possivel - Quando você está dentro de um mercado de trabalho, você vai começar a perceber quais são as vagas mais privilegiadas, quais tem mais mercado, quais tem um futuro mais promissor e vai ter uma noção ainda melhor de como você deve se especializar. Eu diria que o ideal é você sair do ensino médio e começar a trabalhar durante o dia e estudar de noite e quando eu falo em emprego é algum trabalho que realmente vá te ajudar a crescer, nada de caixa do McDonalds, é melhor fazer estágio de graça dentro de uma empresa grande do que ter um sub-emprego ganhando mil reais.
“O descontentamento é a primeira necessidade do progresso.” — Thomas Edison
É muito bom ser foda - Sério, você não tinha orgulho quando só você tirava 10 naquela prova que todo mundo foi mal? Então, é essa a sensação que você tem que perseguir pelo resto da sua vida.
“Confie apenas em si mesmo, e outro não deverá traí-lo.” — Thomas Fuller
Seja o melhor - Essa parece óbvia, mas tem muita gente que não leva isso à sério. Porque o projeto mais dificil fica com a pessoa X e não com você? O que ela tem de melhor? Descubra e COPIE, você vai ter que ficar melhor que aquela pessoa. Sempre mantenha em mente o seguinte: "Se a empresa cortar metade da minha equipe, eu tenho que garantir que sou bom o suficiente para não ser nem considerado nesse corte".
“Não pode haver progresso sem confronto direto.” — Christopher Hitchens
Não existe "dom" - Pra você ser bom em uma coisa é só uma questão de investimento de horas. SÉRIO! Se passar três meses, desenhando por 14 horas por dia, você vai ter investido 1260 horas (33014) em desenho, e você vai ficar FODA em desenho, sério, você vai passar do nivel "boneco de palitinho" para o nivel "Monalisa". Vai ser fácil? Não, nunca disse que era um caminho fácil, mas só depende de você.
“Ficar parado é a morte. Se não mudar, você morre. Simples assim, assustador assim” — Leonard Sweet
Fuja de vagas de gerencia de pessoas enquanto você é novo - Essa aqui foi uma dica que eu recebi e nunca esqueci. O exemplo é o seguinte: Você é designer na empresa X, numa equipe com outros N designers e todos vocês tem um Diretor de Arte, se esse diretor sair da empresa é MUITO MAIS PROVAVEL, que a vaga dela vai ser assumida por algum outro designer que já estava no time à bastante tempo e conhece toda a dinâmica da empresa. O que isso significa? Se você trabalhar numa empresa como Diretor de Arte por 3 anos e quiser mudar de empresa, vai ser MUITO mais dificil, de você encontrar outra vaga no mesmo como Diretor de Arte do que encontrar outra vaga como designer. Sério, só vá para vagas de gerenciamento quando tiver certeza que você quer ter muita estabilidade e não vai querer mudar de emprego em curto/médio prazo. Ficar preso numa empresa que você odeia porque não consegue achar outro emprego que tê pague tão bem quanto o seu atual é uma merda, você não vai querer isso.
“A verdade foge a todos os padrões.” — Bruce Lee
A ideia do post não é ser ofensivo, só estou sendo direto sobre coisas que acontecem no dia-a-dia, o mundo não é perfeito e não é um morango encantado, mas com esses truques simples sua vida vai ser MUUUITO mais fácil.
Mais uma vez, a ideia do post é melhorar a SUA vida e não o mundo, então eu entendo que muitas pessoas vão discordar de alguns pontos, já que são feitos de uma visão bem "egoista", mas isso vai de cada um sobre como aplicar isso e até onde vale a pena.
Peço desculpas antecipadas por erros de portugues, acentuação, e sobre a estrutura do texto em geral, sei que tem muita coisa errada ai.
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2017.12.15 15:42 jecagado [Leitura Obrigatória] Resolvi fazer um textão.

Hoje em dia me sinto incapaz.
Não é zoera nem nada do tipo, é que ... Eu lembro que aos meus 8/9 anos de idade, eu já sabia fazer muita coisa em que as pessoas diziam que eu não era capaz.
Jurista americano defende que o regime nazista impediu que os cidadãos se armassem, e que essa medida facilitou a perseguição aos judeus
E apoia sua posição em uma pesquisa que comprova: o governo alemão de Adolf Hitler temia ações populares e fez de tudo para desarmar potenciais adversários do regime, ou pessoas que o Terceiro Reich pretendia perseguir. Ele é um dos mais importantes defensores, nos Estados Unidos, da Associação Nacional de Rifles (NRA, na sigla em inglês), e já advogou, dentro do Congresso americano, a favor do argumento de que a posse de armas é um direito de todo cidadão – afirma isso com base na Segunda Emenda da Constituição do país, que diz: “Sendo necessária à segurança de um Estado livre a existência de uma milícia bem organizada, o direito do povo de possuir e usar armas não poderá ser infringido”.
Sempre tive um bom conhecimento em informática pra minha idade, aos 13 anos eu já conseguia fazer muita coisa com o PC, que muito marmanjo nem sonhava. Eu parecia aprender com muito mais facilidade na infância, hoje as coisas se tornaram um pouco mais difícil. Essa semana eu fui em uma convenção dessas 'nerds' que acontecem por ai, e vi muitas crianças agindo feito adultas. Vi alguns casais homo afetivos, onde a mulecada não aparentava ter mais do que 14 anos (absolutamente nada contra). O que eu quero dizer é que, a falta de contato com o mundo (isso na época onde eu vivi a minha infância/adolescência), me fez acreditar que eu era incapaz de fazer o que eu queria, mesmo eu sendo completamente capaz, entendem ? (e não eu não estou falando de dar o brioco UAHUAH) Lembro que queria fazer um curso de Técnico em informática aos 12/13 anos de idade, ouvi: "Não, você é muito novo pra essas coisas!" Aos 15 quis entrar pra uma academia; "Não seu corpo ainda não está formado ainda!" Aos 16 obtive meu emprego, fiquei MUITO FELIZ, 6 meses depois: "Não, você não precisa trabalhar agora, vai estudar!" (fui obrigado a largar o emprego por escolha dos meus pais) Hoje eu estava avulso no Youtube, e vi um video de uma garota "rebelde" por nome de Danielle Bregoli, conhecida como Bhad Bhabie, uma "trapper" americana de 14 anos, que viralizou ano passado no Youtube, chamando não só a platéia, como a mãe pra briga no meio de um palco de um programa televisivo (desses tipo a "Super Nanni") Após viralizar, ela ganhou muitos seguidores no Instagram, e aproveitando a "fama" repentina, ela resolveu lançar algumas musicas no youtube, e alguns de seus videos (desse ano) chegaram a marca de 52 milhões de vizualizações. Tudo isso com 14 anos de idade. Isso me fez pensar que, o contato com o mundo através da internet, faz a criança /adolescente crer que ele é mesmo capaz de fazer certas coisas as quais os adultos ao seu redor, estão a todo momento os limitando. Toda aquela proteção criada em torno das pessoas com seus respectivos filhos, são mesmo necessárias ? Por que não apresentar o mundo logo para as crianças, ao invés de criar toda uma blindagem a cerca da criança ? Digo ... Eu tenho 23 anos de idade, e eu juro pra vocês que eu estou tendo contato com as pessoas /mundo nessa época da minha vida, eu to começando a entender o que é a vida. As vezes eu me sinto como um adolescente de 15 anos idade de hoje em dia.
Mas a obra também descreve e analisa a legislação alemã, desde o fim da Primeira Guerra Mundial até o auge do Terceiro Reich, que aprovou uma lei de 1938 formalizando a caça a qualquer cidadão que ainda tivesse armas. Nos idos de dezembro de 1922, eu havia conseguido estocar, fora de Munique, quinze metralhadoras Maxim, mais de duzentas granadas de mão, 175 rifles em perfeito estado e milhares de cartuchos de munição”. “No entanto, quantas histórias individuais poderiam ter sido escritas de outro modo?” Afinal, ele afirma em eu livro, “os próprios nazistas viam os judeus armados como suficientemente perigosos para minar sua estratégia de desarmá-los.” Leia a entrevista com o jurista Stephen Halbrook É possível comparar a política de controle de armas do Terceiro Reich com as regras adotadas nos países democráticos do século 21? Manter registros é uma política similar à realizada na Alemanha nos anos 1920, e os nazistas se aproveitaram dessas listas em 1933, quando chegaram ao poder. Nos séculos 19 e 20, o país manteve uma milícia armada, e todos os seus membros – cidadãos civis livres – precisavam manter armas em casa e estar prontos para se mobilizar com agilidade.
Bom, tudo começou quando conheci uma menina no tinder e de imediato rolou uma reciprocidade no aplicativo. Resolvemos passar a conversa no wpp, se conhecer melhor e até marcar um encontro. Ficamos mais ou menos 1 mês conversando sem parar, até surgir o primeiro desintendimento e logo no dia que ela estava mais sensível. Pedi desculpas pelo que eu fiz, ela me perdoou e fomos voltando ao normal aos poucos, quando me dei conta aquela paixão de antes no tinder virou uma amizade. E ficamos assim mais ou menos uns 3 meses, saímos algumas vezes, mas era só uma amizade. O tempo foi passando e percebia que cada vez mais os nossos pensamentos e ideais se combinavam. Nisso comecei a sentir uma atração forte por ela e um desejo de ficar com ela, de ter ela na minha vida. Fui até ela eu disse o que queria, que queria um relacionamento serio com ela. Porém ela disse que era para a gente ir com calma, sem apressar as coisas e ver no que ia dar. Então eu aceitei a resposta dela e ficamos juntos como ficantes, não era apenas uma amizade, mas também não era um namoro, pois havia sentimentos profundos envolvidos. Depois disso passei a frequentar a casa dela, os pais dela mostravam que gostavam de mim e isso me deixava feliz. Estava tudo lindo e maravilhoso, até eu saber ontem que os pais dela falaram muito no ouvido dela, dizendo que a gente não assumia logo, que eu não queria nada com ela, que por eu não ter faculdade não quero nada com a vida. Logo que ela terminou de falar comigo sobre isso, fiquei chateado e puto ao mesmo tempo.
Se você é pai, cara, aproveita o potencial do teu filho. Para de tentar criar uma blindagem de mundo perfeito pro seu filho, porque o mundo não é perfeito. Essas crianças que apoiam o Bolsonaro por ai, não passam de um bando de frustrado ... É mais do que claro que essa molecada vive sob um estado de blindagem criado pelos próprios pais em seus condomínios fechados (eu tenho certeza disso). Ahh ... não sei nem mais o que escrever ... Perdão pelos erros 'hortográficos', to sem paciência até pra redigir um texto bem elaborado.
Então ela fala para mim que devido a isso ela quer dá um tempo, porque está cansada de ouvir os pais falando no ouvido dela. Eu entendi a situação dela, mas e a minha? Será que ninguém liga para os meus sentimentos? Eu sinceramente não sei o que fazer com essa situação toda. Eu quero ficar com ela, mas parece que está ficando complicado. Adoraria ouvir os seus conselhos em relação a este meu caso. Obrigado a todos que leram!
TL;DR : Eu sinto que as crianças são muito subestimadas, até mais do que deveriam, então resolvi fazer um textão.
*Edit: Ajeitei os parágrafos
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2017.01.21 09:02 LZBr Embarco em uma viagem sozinho?

(Por questões de privacidade não irei entrar em muitos detalhes em alguns assuntos, mas se alguém achar que alguma informação seria útil para algo, eu posso dar uma revisada)
Moro em uma cidadezinha no interior (bem cidadezinha mesmo) de SC, tenho 21 anos e ainda não entrei em uma faculdade. Terminei o colégio, passei em uma faculdade, mas por ser longe de casa (500km) resolvi esperar mais um ano (que acabaram virando 2) e tentar novamente.
Sou o típico "anti-social" atual, não curto sair em festas, sociais e etc, no máximo algo em família e ainda assim, raramente. Passo boa parte do tempo em frente ao PC (felizmente na maioria das vezes fazendo algo (que eu creio ser) produtivo, não apenas jogando). Atualmente meu mundo gira basicamente em: acordar, trabalhar (no PC), meus projetos (no PC), jogaassistir algo (no PC) e dormir.
Minha infância considero que foi "normal", ainda que sempre fui desse jeito. Festinhas na escola me deixavam nervoso, gincanas e campeonatos eram um saco. E isso continuou até a adolescência, se fui em um ou dois churrascos/festas com amigos foi muito. Nunca fumei (e nem pretendo), nunca ingeri uma gota de álcool até hoje. Mantenho contato com 1 ou 2 amigos (verdadeiros) da época de escola. Praticamente nunca tive um relacionamento. Não tenho muito problema em me socializar profissionalmente, na verdade até prefiro dessa maneira. Sempre preferi conversar mais com adultos do que pessoas da minha idade. Grande parte disso tudo, creio que tenha sido pelo modo como fui criado, pais super protetores, sempre perto e cuidando de tudo (até demais). Além do que, morar em uma cidade pequena, é difícil achar pessoas que curtem as mesmas coisas e assuntos que você.
Resumindo, sempre fui meio isolado, quase sempre por opção e eu me sentia (e me sinto ainda) bem com isso. Mas ultimamente eu ando querendo mudar isso um pouco.
Antes de terminar o colégio, montei o meu primeiro PC para jogos (que até então nunca tinha tido nem mesmo um console, com exceção daqueles "PolyStations" e um PC que mal rodava CS 1.6). Tempo vai e tempo vem, a gente começa a participar de comunidades, grupos, Skype, TS e etc. Com a conectividade hoje em dia, de tantos grupos, comunidades, pessoas de diferentes lugares, pensamentos, gostos e etc a gente acaba encontrando pessoas que pensam parecido conosco, e com isso acabei criando algumas amizades que considero extremamente verdadeiras, pessoas (da minha idade) que curtem as mesmas coisas, assuntos, pensam parecido e etc, e que eu tenho mais vínculo, contato, consideração e confiança do que meus ex-colegas de escola e amigos daqui da cidade. Conheço alguns deles já fazem quase 3 anos e de 2 anos pra cá nós nos falamos todos os dias (literalmente todos os dias, nesses 2 anos (que mais parecem 10) não houve um único dia que não teve um "Bom dia", "o que estão fazendo" ou algo do tipo), jogamos toda semana, jogamos conversa fora, conversamos sobre problemas pessoais e etc e nos entendemos uns aos outros, ou seja, são com aquelas pessoas que eu sinto que quero estar e que deveria ter crescido junto. Sempre nós comentávamos que um dia precisaríamos nos conhecer pessoalmente, bater um papo e se divertir um pouco.
Provavelmente irei pra faculdade esse ano, sinto que talvez não estaria preparado para morar sozinho, ser independente e etc sendo esse expert social que sou atualmente. Foi então que me surgiu uma ideia de um tratamento de "choque". Final de Janeiro terá a Campus Party em SP, um evento que eu sempre sonhei em ir, não só pela diversão mas por algumas palestras que são muito interessantes e relacionadas com os meus projetos. Esses amigos já me chamaram (e foram) na Campus de 2016 e me chamaram novamente esse ano. Foi ai que eu associei tudo: eu estaria realizando um sonho indo na CP; estaria indo conhecer outros estados e lugares (até hoje só saí do estado para visitar uns parentes no PR); conhecer pessoalmente meus amigos; sem falar nas experiências únicas que isso pode me trazer pessoalmente (até hoje nunca fui nem para a cidade vizinha sozinho) e profissionalmente. Apesar de ser uma viagem relativamente longa (+- 700km, quase 11h de ônibus), seria "tranquila" (no máximo uma ou duas trocas de ônibus), embarcar em SC e desembarcar à 5km do Anhembi. Já estaria combinado com alguns amigos lá, de me buscarem na rodoviária (por morar em cidade pequena, comparado com SP, a chance de se perder é enorme) ou então Taxi/Uber estão ai pra isso. Se for o caso, é possível ir até mesmo de avião (que talvez seria até melhor, nenhuma conexão, voo direto). Sempre mantendo contato em casa, com 3G/4G e um celular decente, kilometros viram milissegundos. Apesar de ser esse "desastre" social, sei me virar quando preciso, tenho consciência de certo e errado, sei até onde posso ir e etc, sou anti-social mas não um inválido (inexperiente e de responsabilidade duvidosa por outro lado...). Hoje em dia mantendo celular com internet e bateria, cartão/dinheiro e documento no bolso, você consegue ir pra qualquer lugar. (Lógico que tomando algumas precauções: separando dinheiro e cartão entre carteira/mochila/mala, preferir andar com cópia autenticada dos documentos e etc. Ou seja, celular, dinheiro e documento, você pode até perder um ou dois (mas não os três) que você ainda estará "tranquilo").
Já falei sobre isso com meus pais, achei que precisaria ser mais convincente mas até que me apoiaram bem, apesar de ser uma família "conservadora", do interior e acharem coisa de outro mundo você conhecer alguém online e acharem que toda pessoa que você conhece são sequestradores/ladrões de órgãos atrás de uma vítima. Acham sim que estou meio imaturo ainda para fazer isso (e até eu concordo com isso), mas caso eu insista eles acabam liberando sem problemas.
Só que o problema nem é com eles, apesar de estar animado para ir é impossível não ficar assustado e com um pé atrás (ou até os 2) sobre isso. Tudo isso não passa de uma possibilidade, nada confirmado e eu já estou ansioso como se fosse embarcar amanhã. Só que lá no fundo, bem lá no fundo, debaixo de toneladas de medo, apavoramento, ansiedade e inexperiência, eu sinto que se eu não fizer isso eu sempre serei desse jeito, nunca conseguirei ser totalmente independente, "me virar" no mundo lá fora e com isso trazer várias complicações, até mesmo para o nível profissional futuramente.
A viagem em si está todo planejada, avião/ônibus (itinerário pronto, nos dois casos), hospedagem (na própria CP e alguns até ofereceram a casa pra eu ficar e etc, além de que em ultimo caso qualquer hotel com uma cama é suficiente), orçamento feito incluindo comida, mantimentos, gastos extras e emergências, plano de saúde com cobertura nacional, seguro-viagem, internet banking no celular pronto pra qualquer transfêrencia/transação que possa ser necessária, cartões liberados, irei providenciar dados de contato/emergência e etc, ou seja, pronto para tudo o que é previsto e até para alguns imprevistos. Com dinheiro, comunicação, mantimento e informação, na maior cidade do País, só não teria como dar jeito na morte (hu3hu3).
Pontos negativos: Ir sozinho, nunca andei de avião (tem mais essa), ir pra um lugar que eu nunca fui (street view não conta), conhecer gente que eu nunca vi pessoalmente.
Pontos positivos: Ir sozinho (criar coragem), nunca andei de avião (primeira vez), ir pra um lugar que eu nunca fui (novos lugares para se conhecer), conhecer gente que eu nunca vi pessoalmente (e muito provavelmente fortalecer amizades incríveis).
Ou seja, tem tudo para ser uma experiência única, tanto para o lado bom quanto para o lado ruim.
Continuo em minha zona de conforto (sabe-se lá até quando) ou fecho os olhos, ignoro o medo, jogo tudo pra cima e vou, esperando que isso possa trazer algo de bom?
Está tudo em cima da hora, o tempo está passando e está nas minhas mãos decidir se eu vou ou não, e agora?
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2015.12.04 13:46 Riddle0219 [Serious] O que fazer com a minha vida?

Boas portugal. Escrevo isto porque verdadeiramente não sei o que fazer com a minha vida, nem sei como sobreviver minimamente bem, mesmo que tenha alguns objetivos gerais.
Sou um jovem de 21 anos, sexo masculino, fiz a escola e acabei o secundário com média de aproximadamente 17 valores no curso de línguas e Humanidades (Não me lembro do valor certo da média). Após isso, meti-me a tirar o curso de Direito numa pública, no qual já estou à cerca de 4 anos (4ª matrícula).
Fui para o curso porque achei que era uma boa escolha para quem esteve em Humanidades, e achei algumas profissões interessantes. Para quem não sabe, o curso de Direito é daqueles que começa com noções gerais e cadeiras que não são bem do curso (como introdução à economia) e depois progride para cadeiras mais jurídicas, cada vez mais específicas e difíceis. O que me aconteceu e que só reparei à pouco, foi que quanto mais o curso se torna jurídico (ou seja, mais "Direito") menos o suporto, e muitas cadeiras de que gostei, gostei por terem a ver com outras áreas - História do Direito pela parte histórica, Introdução à economia adorei, Direito fiscal pela parte financeira e Penal pela parte criminológica e não tanto legal. Cadeiras de direito privado (como direito civil, etc.) que são super importantes e muitos empregadores olham especificamente para elas e pedem as respetivas notas para escolherem quem contratar (até porque a média pode ser mais alta por causa de cadeiras inúteis, super fáceis que a sobem que todos os cursos tem), eu detesto e tenho, no máximo, um 11 ou 12 e raramente passo à primeira.
Resumindo e concluindo, passei excelentes momentos, sobretudo no primeiro mas também segundo anos de faculdade, até ia tendo algum interesse de vez em quando, ia estudando e fazendo as cadeiras todas, fui à queima, diverti-me, fiz bons amigos e passei bons momentos, mas no terceiro que é considerado o mais difícil e também muito importante porque tem cadeiras fundamentais para muitas profissões relacionadas com Direito e especialmente advocacia (como processo civil, obrigações, processo penal, por aí), desleixei-me, deixei de ir completamente às aulas e reprovei de ano, perdi bolsa porque só completei 40% das cadeiras (4 em 10) que não chega para ter os 36 créditos e renovar a bolsa de estudo.
Basicamente, eu menti aos meus pais à descarada e disse que só reprovei a três cadeiras, e pedi a bolsa entretanto, já sabendo que quando responderem não a vou ter. Os meus pais acham que eu vou acabar o curso e só tive um momento um bocado mau. Entretanto, tenho tentado ir às aulas mas cada vez mais acabo por sair a meio e ir para o café beber um café, estudar o código pois estou a tirar a carta, ler outros livros que não tem nada a ver com Direito ou mesmo jogar no tablet.
Eventualmente eles vão descobrir, e eu estou aqui, com o 12º ano, sem vontade de fazer o curso e com vontade de me tornar independente e trabalhar. NUNCA trabalhei, mesmo em part-time por baixo da mesa, e estou neste momento a fazer o meu CV e irei enviar currículos para sítios onde possa trabalhar (aceito tudo menos trabalhar nas obras porque, verdade seja dita, sou um gajo com pouca força e destreza física).
Para tornar mais fácil o que quero ao certo, aqui estão pontos importantes:
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